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Exportações de farelo de soja atingem 15,3 milhões de toneladas até agosto

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A produção de farelo de soja no Brasil foi estimada em 45,1 milhões de toneladas nesta temporada, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O levantamento faz parte do Boletim Logístico de setembro, divulgado na última segunda-feira (29).

De acordo com a estatal, o bom desempenho do segmento está diretamente ligado ao setor produtor de proteína animal e, em escala maior, ao avanço da demanda por biodiesel. Esse movimento, segundo a Conab, contribuiu para melhorar a rentabilidade da indústria de esmagamento.

Consumo interno e exportações

Com o aumento no processamento previsto, o consumo interno deve alcançar 19,5 milhões de toneladas, enquanto as exportações são projetadas em 23,6 milhões de toneladas. Apesar do leve crescimento em relação à safra anterior, o país deve encerrar o ciclo com estoques de passagem de 5,4 milhões de toneladas, o maior patamar já registrado na série histórica acompanhada pela Conab.

Exportações até agosto

Entre janeiro e agosto de 2025, o Brasil exportou 15,3 milhões de toneladas de farelo de soja, praticamente estável em relação ao mesmo período de 2024, quando o volume foi de 15,4 milhões.

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Principais portos de escoamento

O porto de Santos (SP) manteve a liderança no escoamento do produto, respondendo por 43,5% das exportações nacionais, ante 45,2% no mesmo período do ano anterior.

O terminal de Paranaguá (PR) ampliou sua participação para 29,1%, contra 26,7% em 2024. Já o porto de Rio Grande (RS) respondeu por 15,3%, ante 14,7% no ano passado, enquanto Salvador (BA) registrou 7,8%, frente a 6,9% no mesmo intervalo anterior.

Origem da produção

As cargas exportadas tiveram como principais origens os estados de Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás, regiões que concentram a maior parte da produção de soja no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: probabilidade de 75% de ser o evento climático mais forte registrado desde 1950

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Nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) sobre o El Niño/La Niña indica intensificação até o final de 2026. Conforme dados repercutidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), há probabilidade superior a 90% de ocorrência de um evento climático muito forte durante a primavera e durante o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul. Também há probabilidade de 75% de ser o El Niño mais forte registrado desde 1950. 

A vida dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca e da aquicultura pode ser impactada diretamente pelo El Niño/La Niña. Isso ocorre devido às mudanças nas condições de chuva, de temperatura e de disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil. 

No Norte e no Nordeste a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em áreas do Sul, a ocorrência de chuvas acima da média pode aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

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Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)  visando a preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

 

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

Com informações do INMET

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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