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Exportações de frutas brasileiras crescem 19,7% em volume e superam 1,3 milhão de toneladas em 2025

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O setor de fruticultura brasileira encerrou 2025 com resultados positivos nas exportações, tanto em valor quanto em volume, segundo o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Os dados, baseados nas informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) e do sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mostram que o país manteve o ritmo de crescimento nas vendas externas, mesmo diante da redução dos preços médios das frutas no mercado internacional.

Faturamento da fruticultura supera US$ 1,5 bilhão

De acordo com o levantamento, as exportações de frutas frescas, nozes, castanhas, conservas e preparações — excluindo-se os sucos — somaram US$ 1,563 bilhão em 2025. O valor representa alta de 12,8% em relação a 2024, quando o setor registrou US$ 1,385 bilhão.

“O crescimento reflete a ampliação da presença das frutas brasileiras no mercado internacional”, destaca o boletim do Deral.

Esse desempenho confirma a força da fruticultura como um dos segmentos mais dinâmicos do agronegócio brasileiro, impulsionado pela diversificação de destinos e melhoria na logística de exportação.

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Volume embarcado cresce quase 20% e alcança novo recorde

O volume exportado também apresentou forte expansão. Em 2025, os embarques totalizaram 1,310 milhão de toneladas, contra 1,094 milhão de toneladas em 2024 — um aumento de 19,7%.

Segundo o Deral, esse avanço demonstra maior competitividade e eficiência produtiva dos pomares brasileiros, que vêm conquistando novos mercados e ampliando a oferta internacional de frutas tropicais e temperadas.

“O aumento dos embarques indica o fortalecimento da fruticultura nacional e sua capacidade de atender à demanda externa com qualidade e regularidade”, ressalta o boletim.

Preço médio da tonelada cai 5,7%, mas competitividade cresce

Mesmo com o avanço nos embarques, o preço médio nominal da tonelada exportada registrou queda de 5,7%. Em 2024, a média foi de US$ 1.266 por tonelada, passando para US$ 1.193 em 2025.

A redução é atribuída à menor precificação internacional das frutas brasileiras, reflexo da ampliação da oferta e da concorrência global no setor. Apesar disso, o cenário segue favorável, com o Brasil mantendo exportações acima de 1 milhão de toneladas e receita superior a US$ 1 bilhão, mesmo diante de desafios no comércio exterior, como taxações unilaterais impostas por alguns países.

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Fruticultura mantém papel estratégico no agronegócio brasileiro

Para o Deral, os números de 2025 reforçam o dinamismo e a resiliência da fruticultura nacional, que segue em expansão mesmo sob condições de mercado desafiadoras.

“Os resultados confirmam um ambiente ativo para o setor, com crescimento sustentável e potencial de novos investimentos”, aponta o órgão.

A combinação entre maior produtividade, diversificação de espécies exportadas e busca por certificações de qualidade tem garantido ao Brasil destaque no comércio global de frutas, fortalecendo sua imagem como fornecedor confiável e competitivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Compra de sementes de soja desacelera no Brasil diante de custos elevados, crédito restrito e incertezas para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de sementes de soja atravessa um momento de cautela e menor ritmo de comercialização para a safra 2026/27. Em meio ao aumento dos custos de produção, restrições no crédito rural e incertezas geopolíticas, produtores têm adiado as decisões de compra, pressionando a indústria sementeira e ampliando a preocupação do setor.

Responsável por movimentar mais de R$ 30 bilhões por ano no Brasil, o segmento de sementes de soja vive um cenário marcado por prudência nas negociações e dificuldade para projetar o próximo ciclo agrícola.

Durante o Encontro Nacional dos Produtores de Sementes de Soja (Enssoja), realizado nesta semana em Foz do Iguaçu (PR), representantes da cadeia produtiva destacaram que a combinação entre margens mais apertadas e alta dos custos de insumos tem provocado atraso na comercialização.

Guerra no Oriente Médio eleva preocupação com custos

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), André Schwening, o cenário internacional tem aumentado a insegurança do produtor rural, especialmente diante dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os fertilizantes e outros insumos agrícolas.

De acordo com o dirigente, o ambiente de incerteza geopolítica acaba reduzindo o ritmo das negociações e levando o agricultor a postergar investimentos para a próxima safra.

Apesar disso, Schwening avalia que ainda é cedo para projetar o desempenho definitivo da temporada 2026/27.

O executivo lembra que a safra passada foi marcada por condições climáticas extremamente favoráveis, tanto para a produção de grãos quanto para sementes, o que resultou em ampla oferta no mercado e pressionou o equilíbrio entre oferta e demanda.

A expectativa agora é de um cenário mais ajustado para o próximo ciclo.

Área de soja deve se manter estável no Brasil

Estimativas apresentadas pela Agroconsult durante o Enssoja indicam que a área cultivada com soja no Brasil deverá permanecer em aproximadamente 49 milhões de hectares na safra 2026/27.

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Embora o avanço territorial da cultura tenha desacelerado nos últimos anos, representantes do setor acreditam que ainda existe potencial de expansão, principalmente em áreas de pastagens.

No entanto, esse crescimento dependerá diretamente de fatores como rentabilidade do produtor, demanda internacional e estabilidade econômica global.

Clima reduz oferta de sementes e pressiona mercado

Além das dificuldades econômicas, o clima também tem impactado a disponibilidade de sementes para a próxima temporada.

Segundo a Abrass, o excesso de chuvas durante o período de colheita, especialmente no Cerrado brasileiro, afetou a qualidade das sementes produzidas e reduziu parte da oferta disponível no mercado.

O problema atinge tanto a indústria de sementes certificadas quanto a produção de sementes salvas, prática legal utilizada por muitos produtores rurais.

A avaliação do setor é de que a infraestrutura mais limitada para produção de sementes próprias torna esse segmento ainda mais vulnerável aos problemas climáticos registrados na última safra.

Crédito restrito desacelera comercialização

A restrição ao crédito rural aparece entre os principais fatores que explicam a lentidão nas negociações.

Na sementeira Ouro Verde, tradicional produtora de sementes em Minas Gerais, o ritmo de vendas está abaixo do observado em anos anteriores para o mesmo período.

Segundo o diretor-executivo da empresa, Guilherme Piva, o aumento expressivo nos preços dos fertilizantes e defensivos agrícolas ampliou a cautela do produtor quanto ao tamanho do investimento na próxima safra.

A empresa, que possui capacidade para processar cerca de 500 mil sacas de sementes de soja por ano, registrou redução de 30% no volume disponível para comercialização em comparação com a safra passada.

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Inadimplência e recuperações judiciais mudam estratégia das empresas

O avanço da inadimplência no agronegócio e o aumento dos pedidos de recuperação judicial também têm levado as empresas do setor a reverem suas estratégias comerciais.

Na Triunfo Sementes, sediada em Formosa (GO) e responsável pela produção de cerca de 800 mil sacas anuais, a prioridade passou a ser preservação de caixa e vendas com menor risco financeiro.

Segundo o sócio-diretor da companhia, Rodrigo Felgar Aprá, a empresa decidiu reduzir sua exposição comercial após os impactos enfrentados na temporada anterior.

O empresário afirmou que os investimentos em expansão, que anteriormente representavam cerca de 5% do faturamento anual, foram totalmente suspensos em 2026.

Por outro lado, a companhia projeta crescimento entre 10% e 15% na adoção do tratamento industrial de sementes, tecnologia que vem ganhando espaço no campo por aumentar a proteção inicial das lavouras.

Apesar do ambiente mais cauteloso, a Triunfo avalia que aproximadamente 60% da produção já foi negociada para a próxima safra, percentual considerado dentro da normalidade para o período.

Mercado segue atento à rentabilidade da safra 2026/27

O setor de sementes de soja continuará monitorando fatores como preços internacionais, custos dos fertilizantes, disponibilidade de crédito e comportamento climático nos próximos meses.

A definição do tamanho dos investimentos dos produtores na safra 2026/27 deverá depender principalmente da evolução das margens de rentabilidade e da estabilidade econômica global, em um cenário ainda marcado por elevada volatilidade no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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