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Exportações de pescados ganham fôlego com renovação de convênio entre ApexBrasil e Abipesca

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Convênio Brazilian Seafood é renovado até 2027

A ApexBrasil e a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) renovaram nesta quarta-feira (26), em Brasília, o convênio do projeto setorial Brazilian Seafood, voltado à internacionalização das empresas brasileiras de pescados.

A renovação coincide com o décimo aniversário da Abipesca, que representa a indústria de pescados no Brasil e atua para fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a competitividade do setor no mercado internacional. O convênio anterior, firmado em 2023, entra agora em sua segunda fase, com vigência até 2027.

Investimento de R$ 12 milhões para expansão do setor

O novo ciclo do projeto prevê um investimento total de R$ 12 milhões, sendo R$ 6 milhões da ApexBrasil e R$ 6 milhões como contrapartida da Abipesca. Na fase anterior, entre 2023 e 2025, o aporte foi de R$ 8,88 milhões, que contribuiu para melhor desempenho do setor nos últimos 15 anos.

Durante a cerimônia, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou o potencial do setor, lembrando que o Brasil produz em média 223 milhões de toneladas de pescados e defendeu o fortalecimento das políticas públicas para apoiar a expansão internacional.

“O valor deste convênio ainda é pouco diante do setor da economia, responsável por alimentar boa parte da população do mundo. Temos potencial para muito mais”, afirmou Viana.

Crescimento expressivo das exportações brasileiras

O Brazilian Seafood contribuiu para avanços significativos nas exportações nacionais. Em 2010, o Brasil exportava US$ 30 milhões, enquanto em 2024 o valor atingiu US$ 150 milhões. Apesar do crescimento, a participação brasileira no mercado global permanece modesta, representando cerca de 0,12% de um mercado estimado em US$ 120 bilhões, evidenciando o potencial de expansão.

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Foco em mercados estratégicos e feiras internacionais

Segundo o presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, o setor vive um momento histórico.

“Com o apoio da ApexBrasil, conseguimos resultados expressivos e o setor teve o melhor desempenho dos últimos 15 anos. Agora temos condições de avançar ainda mais. Nosso foco é consolidar a presença do pescado brasileiro em mercados estratégicos, como Estados Unidos e China”, afirmou Lobo.

Entre as ações previstas para o novo ciclo estão a participação em feiras internacionais, como a China Fisheries & Seafood Expo, e iniciativas para ampliar o acesso a mercados estratégicos identificados pela ApexBrasil.

Setor de pescados mira expansão global

Com a renovação do convênio e os investimentos planejados, o setor brasileiro de pescados busca fortalecer sua presença internacional, diversificar mercados e aproveitar oportunidades em países com alta demanda, mantendo a qualidade e a competitividade da produção nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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