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Exportações de soja e milho crescem no 1º trimestre de 2026 e fretes sobem em rotas logísticas do Brasil

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As exportações brasileiras de grãos começaram 2026 em ritmo de crescimento, com destaque para soja e milho, que registraram aumento no acumulado do primeiro trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi acompanhado por alta nos custos de frete, refletindo maior demanda por transporte nas principais regiões produtoras e corredores de exportação.

Os dados constam no Boletim Logístico de abril divulgado pela Conab em 29 de abril de 2026.

Exportações de soja e milho avançam no início de 2026

Com cerca de 88,1% da área de soja já colhida, o volume exportado da oleaginosa no primeiro trimestre de 2026 superou em aproximadamente 5,92% o registrado entre janeiro e março de 2025.

No caso do milho, o crescimento foi ainda mais expressivo, com aumento de cerca de 15,25% no comparativo anual. A primeira safra do cereal já ultrapassa metade da área colhida, sustentando o ritmo dos embarques.

Arco Norte lidera escoamento da produção

O desempenho das exportações reforça a importância dos principais corredores logísticos do país. Entre eles, o Arco Norte segue como destaque.

Na soja, a distribuição dos embarques foi a seguinte:

  • Arco Norte: 39%
  • Porto de Santos: 36,2%
  • Porto de Paranaguá: 18,3%
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No milho, o Arco Norte também lidera, com 34,9% das exportações, seguido por:

  • Porto de Santos: 29,1%
  • Porto de Rio Grande: 16%

As regiões Centro-Oeste e Sul concentram o maior volume de embarques, com destaque para o estado de Mato Grosso como principal origem da produção.

Fretes sobem com pressão da colheita e demanda logística

O aumento do volume transportado refletiu diretamente nos custos de frete em diversas regiões do país. Segundo a Conab, o avanço da colheita e o escoamento intenso da produção pressionaram os preços em rotas estratégicas.

No Centro-Oeste, Goiás registrou as maiores altas, com incremento de até 35% nas rotas saindo de Cristalina (GO). Em Mato Grosso, o avanço da colheita no Vale do Araguaia elevou os fretes em até 10%, mesma variação observada em Mato Grosso do Sul.

No Distrito Federal, os aumentos chegaram a 12%, acompanhando o ritmo da safra.

No Sul, o Paraná teve alta de até 11% nos fretes na região de Ponta Grossa, influenciado por custos de combustível e gargalos logísticos.

Sudeste e Nordeste também registram aumento nos custos

Em São Paulo, os fretes chegaram a subir até 30% em relação a março, enquanto Minas Gerais apresentou variações mais moderadas, abaixo de 10%.

No Nordeste, o movimento logístico também se intensificou. No oeste da Bahia, os fretes subiram até 19%, enquanto o Maranhão registrou as maiores altas percentuais do país, com avanço de até 23%. No Piauí, a variação foi mais contida, com máximo de 8%.

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Segundo análise da Conab, o cenário reflete o bom desempenho produtivo da soja e o forte fluxo de cargas, que mantém pressão sobre a estrutura logística nacional.

Importação de fertilizantes cresce e garante suporte à safra

Outro destaque do boletim é o avanço das importações de fertilizantes, que somaram 8,61 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026. O volume representa alta de 9,13% em relação ao mesmo período de 2025.

O aumento garante maior disponibilidade de insumos para o avanço do calendário agrícola, reforçando o suporte à próxima safra.

Cenário combina recorde de exportação e pressão logística

O início de 2026 para o agronegócio brasileiro é marcado por dois movimentos simultâneos: crescimento das exportações de grãos e aumento dos custos logísticos.

Com maior volume de produção sendo escoado pelos principais portos e corredores do país, o setor segue atento à capacidade de transporte e aos impactos nos fretes ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Arroz no RS registra produtividade acima do esperado e colheita atinge mais de 98% da área

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A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul avança para a etapa final e já atinge mais de 98% da área cultivada, segundo o mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Restam apenas cerca de 2% das lavouras em fase de maturação, com previsão de conclusão nos próximos dias.

O desempenho da safra tem sido considerado positivo em diversas regiões produtoras, com produtividade acima do esperado em parte do estado e boa qualidade dos grãos colhidos, mesmo diante de desafios financeiros enfrentados por produtores ao longo do ciclo.

Condições climáticas favorecem avanço da colheita e manutenção da produtividade

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições climáticas ao longo da safra foram, de modo geral, favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de arroz irrigado, contribuindo para bons resultados produtivos.

Apesar de interrupções pontuais causadas por chuvas registradas em maio, o ritmo de colheita se manteve acelerado na maior parte das regiões produtoras. A boa disponibilidade hídrica e o manejo adequado das áreas irrigadas foram fatores determinantes para o desempenho positivo da cultura.

Mesmo com a redução no uso de insumos em função de limitações financeiras, as lavouras apresentaram produtividade próxima ou superior às projeções iniciais, além de bom rendimento industrial dos grãos.

Produtividade média supera projeções em diversas regiões do estado

A área cultivada com arroz no Rio Grande do Sul nesta safra é de 891.908 hectares, segundo o IRGA. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg por hectare.

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Na regional de Bagé, o avanço da colheita foi favorecido pelo clima, apesar de registros de ventos fortes que causaram acamamento em parte das lavouras. A produtividade média da região ficou próxima de 9.000 kg/ha, acima da estimativa inicial de 8.400 kg/ha.

Em Caçapava do Sul, o rendimento atingiu 8.500 kg/ha, superando a projeção inicial de 7.620 kg/ha. Segundo técnicos regionais, o desempenho foi favorecido pelas condições climáticas e pela rotação de culturas com soja em áreas de várzea.

Região Sul lidera desempenho com produtividade acima de 9,6 toneladas por hectare

Na regional de Pelotas, a colheita alcançou 99% da área cultivada, restando apenas pequenas áreas em municípios como Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Tavares.

A produtividade média regional chegou a 9.647 kg/ha, um dos melhores resultados da safra. Além da colheita, produtores avançam no preparo antecipado das áreas, com sistematização, nivelamento, construção de taipas e implantação de plantas de cobertura.

A estratégia tem como objetivo antecipar a semeadura da próxima safra dentro da janela ideal e reduzir riscos associados a possíveis impactos climáticos, como a influência do fenômeno El Niño.

Manejo pós-colheita ganha força para próxima safra de arroz

Em diversas regiões do estado, os produtores já intensificam o manejo pós-colheita, com foco na organização das áreas para o próximo ciclo produtivo.

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Na regional de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída, com produtividade média próxima de 8.000 kg/ha. Na 4ª Colônia, agricultores realizam gradagens em áreas sem cultivo para reduzir o banco de sementes de arroz-vermelho e outras plantas invasoras, além da incorporação da resteva para acelerar a decomposição da palhada.

Em Soledade, a colheita também alcançou 98% da área, com lavouras apresentando bom padrão produtivo e elevada qualidade de grãos, além de bom rendimento industrial.

Já na regional de Santa Rosa, a elevada umidade do solo e as chuvas frequentes dificultaram a implantação de pastagens e operações de nivelamento em áreas de integração lavoura-pecuária, impactando o planejamento de manejo para o próximo ciclo.

Safra de arroz confirma eficiência produtiva no Rio Grande do Sul

Com a colheita praticamente finalizada e produtividades acima do esperado em diversas regiões, a safra de arroz no Rio Grande do Sul reforça o papel do estado como principal polo produtor da cultura no Brasil.

Os resultados positivos são atribuídos à combinação de manejo técnico, condições climáticas favoráveis em boa parte do ciclo e uso eficiente dos sistemas de irrigação, consolidando um cenário de boa produtividade e qualidade dos grãos nesta temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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