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Exportações do agro paulista para a União Europeia somam US$ 4,14 bilhões em 2025 e abrem caminho para nova expansão em 2026

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União Europeia consolida posição como segundo maior parceiro do agro paulista

As exportações do agronegócio paulista para a União Europeia atingiram US$ 4,14 bilhões em 2025, o que representa 14,4% do total das vendas externas do setor. O bloco europeu manteve-se como o segundo principal destino dos produtos agrícolas de São Paulo, ficando atrás apenas da China, responsável por 23,9% dos embarques.

De acordo com dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), o desempenho reflete o fortalecimento das relações comerciais entre os blocos e projeta crescimento acima de 5% em 2026, impulsionado pela formalização do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

“O entendimento firmado entre os blocos cria oportunidades concretas para ampliar as exportações de produtos como café, carnes e frutas”, afirmou o secretário de Agricultura, Geraldo Melo Filho.

Países Baixos se destacam como hub logístico do agro paulista na Europa

Os Países Baixos continuam sendo um ponto estratégico de entrada dos produtos paulistas na Europa, devido à sua infraestrutura portuária e papel logístico na redistribuição de mercadorias. Em 2025, mais de 1 milhão de toneladas de produtos foram exportadas para o país, movimentando cerca de US$ 1,3 bilhão.

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Segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), os principais produtos embarcados foram:

  • Suco de frutas: 300 mil toneladas;
  • Celulose: 236 mil toneladas;
  • Produtos do complexo sucroalcooleiro: 143 mil toneladas.

Esse desempenho contribuiu para o superávit recorde de US$ 23 bilhões da balança comercial do agronegócio paulista em 2025.

Porto de Roterdã impulsiona exportações de frutas brasileiras

O Porto de Roterdã desempenha papel central na redistribuição de frutas brasileiras para países como Alemanha, Reino Unido, França e nações nórdicas.

Para Marcelo Vitali, diretor da consultoria How2Go do Brasil, o mercado europeu é altamente exigente e valoriza produtos de qualidade, o que agrega valor ao produtor brasileiro.

Empresas e cooperativas paulistas aproveitam essa estrutura para ampliar sua presença internacional. Entre elas, destaca-se a Cooperativa Agroindustrial APPC, de Pilar do Sul (SP), que exporta variedades de caqui Fuyu e Rama Forte com certificações fitossanitárias e de sustentabilidade.

“Nos Países Baixos, nossa produção é distribuída para toda a Europa, ampliando o alcance das frutas e reforçando a presença da cooperativa no mercado internacional”, explicou Jéssica Bastos, do setor de exportação da APPC.

Acordo Mercosul–União Europeia impulsiona novas oportunidades

A expectativa de crescimento nas exportações paulistas está diretamente ligada à assinatura do acordo de livre comércio Mercosul–União Europeia, oficializado em 17 de janeiro de 2025, no Paraguai, com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

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O pacto, aprovado em Bruxelas dias antes, promete reduzir tarifas e ampliar o acesso a mercados estratégicos, favorecendo produtos brasileiros de alto valor agregado.

Cooperação técnica fortalece laços entre São Paulo e os Países Baixos

Além do comércio, São Paulo e os Países Baixos mantêm uma parceria voltada à inovação tecnológica e sustentabilidade no agro. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento mantém diálogo permanente com o Consulado Geral holandês, buscando adaptação de tecnologias e soluções europeias às condições brasileiras.

“Muitas vezes, não é necessário criar algo do zero. Podemos adaptar tecnologias estrangeiras e obter resultados rápidos e eficientes”, destacou o secretário executivo da SAA, Alberto Amorim.

A conselheira agrícola da Embaixada dos Países Baixos, Inge Horstmeier, reforçou a importância estratégica do estado para o comércio europeu.

“São Paulo é essencial para o fornecimento de derivados de soja, frutas cítricas, açúcar, café e bioenergia. Nosso país valoriza padrões elevados de sustentabilidade e rastreabilidade, pilares também do agro paulista”, afirmou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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