Agro News

FACTA Conecta debate uso de DDGS na nutrição de aves, suínos e peixes

Publicado

A Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (FACTA) realizará no dia 31 de março, das 11h às 12h, a primeira edição do FACTA Conecta, encontro virtual voltado à discussão de temas técnicos relevantes para a produção animal.

Nesta edição, o debate será dedicado ao uso de Grãos Secos de Destilaria com Solúveis (DDGS) na nutrição de aves, suínos e peixes, ingrediente que tem ganhado destaque nas formulações de rações por seu valor nutricional e potencial de eficiência produtiva.

Especialistas apresentam aplicações do DDGS na nutrição animal

O tema será apresentado por Ideraldo Lima, sócio proprietário da ILL Nutrição Animal, e por Jonas Daltrini, consultor técnico nacional de bovinos de corte da Cargill.

Durante o encontro, os especialistas irão abordar as principais aplicações do DDGS na formulação de dietas, destacando o impacto do ingrediente na produtividade e na eficiência das cadeias de proteína animal.

O debate também deve explorar oportunidades para ampliar o uso do coproduto do etanol de milho na avicultura, suinocultura e aquicultura.

Leia mais:  Mato Grosso autoriza uso de créditos fiscais para modernização de usinas de etanol
DDGS ganha espaço na formulação de rações

O DDGS (Dried Distillers Grains with Solubles) é um coproduto gerado durante a produção de etanol a partir do milho. Nos últimos anos, o ingrediente tem se consolidado como uma alternativa nutricional relevante na alimentação animal.

Entre os principais fatores que impulsionam sua utilização estão:

  • alto teor de proteína
  • boa concentração energética
  • presença de minerais importantes

Essas características fazem do DDGS uma opção estratégica para formulações nutricionais voltadas à melhoria do desempenho produtivo dos animais.

FACTA Conecta amplia acesso a conhecimento técnico no setor

O FACTA Conecta foi criado com o objetivo de ampliar a disseminação de conhecimento técnico para profissionais ligados à cadeia de produção animal. A iniciativa prevê a realização de edições periódicas com temas estratégicos para o setor.

Segundo o presidente da FACTA, Ariel Mendes, a proposta é aproximar especialistas e profissionais do agronegócio em discussões técnicas atualizadas.

“Nosso objetivo é levar informação técnica qualificada ao setor de forma ágil, conectando especialistas e profissionais da cadeia produtiva em torno de temas relevantes para a evolução da produção animal”, afirma.

Como participar do evento

O encontro será realizado de forma online e gratuita.

Leia mais:  Comércio Brasil-Canadá bate recorde e reforça superávit de US$ 2,7 bilhões em 2025

Os interessados podem acompanhar a transmissão e realizar a inscrição pelo site oficial da FACTA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

Publicado

As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

Leia mais:  Inflação na zona do euro pode permanecer acima da meta mesmo com acordo de paz, alerta BCE

A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

Leia mais:  Mato Grosso autoriza uso de créditos fiscais para modernização de usinas de etanol

O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana