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Federarroz ativa departamento jurídico em plantão para apoiar arrozeiros em meio à crise da safra

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Federarroz amplia suporte jurídico para produtores em dificuldades

A Federarroz anunciou nesta quinta-feira (19) que colocou seu departamento jurídico em regime de plantão por tempo indeterminado para prestar atendimento a produtores de arroz gaúchos. A ação foi tomada em resposta ao cenário desafiador enfrentado pelo setor na safra 2025/2026, com dificuldades financeiras e pressão sobre a atividade produtiva.

Segundo nota da entidade, a iniciativa tem o objetivo de orientar juridicamente os agricultores que lidam com problemas relacionados a dívidas, restrições de crédito e custos de produção elevados, que têm comprometido a sustentabilidade das propriedades rurais.

Desafios financeiros e renegociações com o sistema financeiro

A Federarroz destacou que os produtores seguem enfrentando elevado endividamento, resultado de sucessivas perdas de safra ocasionadas por condições climáticas adversas e que complicam a capacidade de pagamento. A entidade aponta ainda a dificuldade de renegociação de dívidas junto a bancos públicos e privados como um dos principais entraves no momento.

Além disso, a restrição ao acesso a crédito de diferentes modalidades tem limitado a capacidade de custear o ciclo produtivo, especialmente diante de custos de produção que superam os preços de comercialização do arroz no mercado.

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Concorrência externa e pressão sobre a cadeia do arroz

Outro fator mencionado pela Federarroz é a concorrência de mercados produtores estrangeiros, que intensifica a pressão sobre os preços e a competitividade da produção gaúcha no mercado interno e externo. A entrada de maiores volumes de arroz importado no Brasil em 2025 também foi apontada por lideranças do setor como elemento que agrava a crise de preços.

Esse contexto econômico adverso tem motivado demandas por políticas públicas e medidas de apoio que incluam estímulos ao crédito, redução de custos tributários e incentivo às exportações, conforme reivindicações recentes dos produtores organizados pela entidade.

Como produtores podem acessar o atendimento jurídico

O atendimento jurídico estará disponível por tempo indeterminado para os produtores que buscarem orientação sobre questões contratuais, renegociações financeiras e outras demandas legais relacionadas à atividade agrícola.

Os interessados podem entrar em contato com a Federarroz pelos canais oficiais:

Contexto atual da safra e pressões do mercado

O anúncio ocorre em um momento em que o setor de arroz no Rio Grande do Sul, responsável por grande parte da produção nacional, passa por desafios estruturais. Produtores têm solicitado medidas como renegociação de dívidas, redução da área plantada e estímulos às exportações, além de favorecer condições de crédito mais acessíveis, para tentar minimizar os impactos da crise de preços e custos altos.

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A Federarroz atua como principal representante de cerca de 6 mil arrozeiros em 205 municípios do estado, englobando demandas econômicas, jurídicas e políticas visando a sustentabilidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rastreabilidade será o “novo passaporte” da proteína animal brasileira, alerta especialista em segurança dos alimentos

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A recente decisão da União Europeia de endurecer as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira acendeu um alerta no agronegócio e reforçou uma tendência já em curso: a rastreabilidade passa a ser o principal requisito de acesso aos mercados internacionais de proteína animal.

Mais do que uma barreira comercial pontual, a medida evidencia uma mudança estrutural nas exigências globais, com maior rigor sobre controle sanitário, transparência produtiva e comprovação de origem em toda a cadeia de alimentos.

Mercado internacional exige transparência total na produção animal

Para a médica veterinária e especialista em segurança dos alimentos, Paula Eloize, o cenário internacional está evoluindo rapidamente e deve impor padrões cada vez mais rígidos aos países exportadores.

“O mercado internacional não quer apenas o produto final. Ele quer entender como esse alimento foi produzido, quais medicamentos foram utilizados, qual foi o manejo sanitário e se existe rastreabilidade suficiente para comprovar tudo isso”, afirma a especialista.

Segundo ela, o uso de antimicrobianos na produção animal já é um tema sensível globalmente e ganhou ainda mais relevância diante do avanço da resistência bacteriana.

Resistência antimicrobiana amplia pressão sobre cadeias produtivas

A especialista explica que o debate sobre o uso de antimicrobianos não é recente, mas passou a ocupar posição central nas discussões sanitárias internacionais devido ao impacto direto na saúde pública.

“O uso inadequado ou excessivo de antimicrobianos preocupa autoridades sanitárias do mundo inteiro. A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças globais pela comunidade científica”, destaca Paula Eloize.

Esse cenário tem levado países importadores a reforçarem mecanismos de controle, fiscalização e exigências documentais mais rigorosas para produtos de origem animal.

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Rastreabilidade se torna diferencial competitivo no comércio global

De acordo com a especialista, o desafio do Brasil não está restrito à adequação regulatória, mas envolve transformação estrutural nas práticas de produção e gestão sanitária.

“O Brasil possui um sistema robusto de produção e fiscalização, mas o mercado internacional é extremamente sensível a riscos sanitários. Qualquer falha de rastreabilidade ou ausência de comprovação técnica pode gerar barreiras comerciais importantes”, explica.

Ela ressalta que, em muitos mercados, especialmente o europeu, os critérios sanitários deixaram de ser apenas medidas de proteção à saúde e passaram a funcionar como diferencial competitivo.

“O consumidor europeu está mais exigente. Há uma pressão crescente por sustentabilidade, bem-estar animal, redução do uso de medicamentos e transparência. Isso influencia diretamente as regras impostas aos países exportadores”, afirma.

Exigências internacionais devem impactar também o mercado interno

Para Paula Eloize, as mudanças no comércio global também funcionam como sinal de alerta para empresas que atuam exclusivamente no mercado doméstico.

“Muitas empresas ainda tratam segurança dos alimentos como algo distante da operação diária. Mas as exigências internacionais antecipam tendências que, mais cedo ou mais tarde, chegam ao mercado interno”, avalia.

Segundo ela, práticas como rastreabilidade estruturada, controle documental e monitoramento sanitário devem deixar de ser diferenciais e passar a integrar o padrão mínimo de operação no setor.

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Gestão sanitária e controle de processos ganham protagonismo

A especialista reforça que o futuro da competitividade na proteína animal dependerá diretamente da capacidade de organização das empresas em toda a cadeia produtiva.

“Quem investir em controle de processos, documentação viva, treinamento de equipe e monitoramento técnico terá muito mais capacidade de adaptação às mudanças regulatórias que já estão em curso no mundo inteiro”, afirma.

União Europeia revisa autorizações de exportação do Brasil

Nesta semana, a União Europeia anunciou alterações na lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu, citando preocupações relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.

A medida pode impactar exportações de carnes, ovos, pescado, mel e outros produtos caso as exigências sanitárias não sejam plenamente atendidas até setembro, ampliando a pressão sobre o setor produtivo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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