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Federarroz recomenda adesão a leilões do governo para conter prejuízos na produção de arroz no RS

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) está incentivando os produtores rurais do estado a participarem dos leilões de apoio à comercialização e ao escoamento de arroz anunciados pelo governo federal. A entidade avalia que a medida pode ser decisiva para amenizar os prejuízos acumulados pelo setor e garantir a sustentabilidade da orizicultura gaúcha.

Leilões de apoio são autorizados por portaria interministerial

A recomendação da Federarroz foi divulgada após a publicação de uma portaria conjunta dos ministérios da Agricultura e Pecuária, Fazenda, Planejamento e Orçamento, e Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O documento autoriza a execução de leilões com subvenção econômica por meio dos programas Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) — instrumentos criados para equilibrar os preços e facilitar o escoamento da produção agrícola.

De acordo com a entidade, esses mecanismos representam uma oportunidade estratégica para os produtores, especialmente por antecederem o início da colheita da safra 2025/2026, período em que o mercado tende a registrar maior pressão sobre os preços.

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Medida busca reduzir estoques e estabilizar o mercado

A Federarroz destaca que a adesão aos leilões pode ajudar a reduzir os estoques de passagem e recompor o equilíbrio do mercado orizícola nos próximos meses. A entidade entende que a medida contribui para formar preços mais justos e condizentes com a realidade do setor, permitindo que os produtores retomem a rentabilidade e planejem a nova safra com maior segurança.

Produtores enfrentam forte queda na rentabilidade

Atualmente, os produtores de arroz enfrentam prejuízos médios entre R$ 20 e R$ 30 por saca comercializada, reflexo da alta nos custos de produção e da desvalorização da commodity no mercado interno. Segundo a Federarroz, a manutenção desse cenário ameaça a viabilidade econômica da orizicultura no Rio Grande do Sul, estado que responde por mais de 70% da produção nacional de arroz.

Risco à segurança alimentar exige resposta imediata

A entidade alerta ainda que a continuidade da crise pode comprometer a segurança alimentar do país já a partir do próximo ano, caso não sejam adotadas medidas emergenciais de apoio à comercialização. Para a Federarroz, a adesão dos produtores aos leilões representa um passo essencial para mitigar os impactos financeiros e garantir a continuidade da produção de arroz no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Como os municípios podem se preparar para os impactos do El Niño na pesca e aquicultura

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El Niño e outros eventos climáticos extremos podem impactar diretamente a vida dos trabalhadores da pesca e da aquicultura. Podem provocar mudanças nas condições de chuva, de temperatura e de disponibilidade de água em diferentes regiões do Brasil. Confirmado em junho deste ano, o El Niño tem previsão de persistir até, pelo menos, o início de 2027, com impactos que podem variar de acordo com o território.

Para a pesca e a aquicultura, essas alterações podem representar desafios diferentes. Em áreas do Norte e Nordeste, a previsão de chuvas abaixo da média pode contribuir para a redução dos níveis dos rios e afetar a navegação, o acesso às comunidades, a atividade pesqueira e o abastecimento de água. Em áreas do Sul, a ocorrência de chuvas acima da média pode aumentar o risco de enchentes e danos a estruturas utilizadas pela pesca e pela aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas também podem exigir mais atenção às condições da água e dos cultivos.

Prefeitura de São Lourenço do Sul - Agência Brasil
Prefeitura de São Lourenço do Sul – Agência Brasil
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Como os municípios podem se preparar?

As informações meteorológicas e hidrológicas oficiais podem ser acompanhadas por meio do portal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Na plataforma, é possível observar os dados das condições que podem afetar rios, lagos, reservatórios e áreas de cultivo. São esses dados que ajudam a identificar mudanças que possam interferir na pesca, na navegação, na qualidade da água ou na produção aquícola.

Também é importante manter canais de comunicação com pescadores, aquicultores, colônias, associações e cooperativas. Essas redes podem contribuir para a disseminação de alerta, orientações de segurança e informações sobre alterações nas condições de trabalho e produção.

Outro ponto de atenção é a qualidade da água na aquicultura. Variações de temperatura, oxigênio dissolvido e outros parâmetros podem afetar o desenvolvimento e a saúde dos animais cultivados. O acompanhamento dessas condições permite identificar situações de risco com maior antecedência.

Informação e planejamento fazem a diferença

A resposta aos impactos climáticos não depende de uma única área. A articulação entre pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, saúde, assistência social e Defesa Civil pode facilitar o acompanhamento das ocorrências e a comunicação com as comunidades afetadas.

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O registro de situações como danos a estruturas, dificuldades de acesso, alterações nos níveis dos rios, perdas na produção ou ocorrências de mortalidade de peixes também é importante. Essas informações ajudam a dimensionar os impactos e a encaminhar as demandas aos órgãos competentes.

Os efeitos do El Niño não são iguais em todo o país. Por isso, conhecer as características de cada território, acompanhar as informações atualizadas e manter a comunicação com quem vive da pesca e da aquicultura são medidas importantes para antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta dos municípios.

Matheus Silveira 
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected] 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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