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Federarroz reforça importância da classificação do arroz e orienta consumidores sobre denúncias

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) lançou um alerta à cadeia produtiva do arroz sobre a necessidade de rigor na classificação e rotulagem do cereal, destacando a importância de práticas responsáveis por parte de beneficiadoras e varejistas. A iniciativa busca proteger a credibilidade do arroz brasileiro e garantir que o consumidor receba produtos de qualidade.

Segundo o presidente da Federarroz, Denis Nunes, o momento exige atenção ética e cooperação entre todos os elos do setor. “Os produtores estão dedicados, enfrentando desafios e, por vezes, até a antipatia do mercado. Apesar disso, seguimos firmes no compromisso com a produção de arroz de qualidade”, afirma.

Beneficiamento e varejo devem agir com ética

Nunes enfatiza que o beneficiamento deve respeitar a classificação correta do produto. Segundo ele, práticas que busquem vantagens financeiras indevidas não apenas prejudicam o consumidor, mas também configuram crime e ameaçam a sustentabilidade do setor. “Intensificaremos as fiscalizações e orientamos os consumidores a conferirem o tipo de arroz embalado antes da compra”, alerta.

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Além disso, o dirigente faz um apelo aos varejistas: promoções deficitárias com o arroz nacional desrespeitam os fornecedores e prejudicam o setor como um todo. A recomendação é atuar com responsabilidade, especialmente em momentos delicados do mercado.

Consumidores devem ficar atentos e registrar denúncias

A Federarroz reforça a importância do consumidor na fiscalização da qualidade do arroz. Em caso de suspeita de irregularidade, é indicado comparar produtos de diferentes marcas e registrar denúncia junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da plataforma Fala.BR ou dos canais de atendimento da ouvidoria.

Para efetivar a denúncia, é necessário informar:

  • Nome do produto e fabricante
  • Local e data da compra
  • Fotos da embalagem e do conteúdo
  • Descrição detalhada da irregularidade observada

Essas informações auxiliam na investigação e na adoção de medidas para coibir práticas irregulares, garantindo transparência e qualidade na cadeia arrozeira brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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