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Fertilizantes podem faltar para a safra 2026/27, alerta Sistema FAEP

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Restrição global de fertilizantes acende alerta no campo

O cenário internacional de fertilizantes acendeu um sinal de alerta para o agronegócio brasileiro, especialmente no Paraná. Rússia e China, principais fornecedores globais do insumo, têm adotado restrições às exportações, o que pode dificultar o acesso dos produtores aos produtos para a safra 2026/27.

O período crítico de aquisição ocorre entre abril e junho, quando tradicionalmente os agricultores intensificam as compras. Diante desse contexto, a disponibilidade e os preços tendem a ser impactados.

Dependência externa aumenta vulnerabilidade do Brasil

Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados na agricultura. Em 2025, o país adquiriu 45,5 milhões de toneladas no mercado internacional.

Essa forte dependência externa torna o setor agrícola mais exposto a movimentos globais, como restrições comerciais e tensões geopolíticas, incluindo os conflitos no Oriente Médio. Esse cenário pode resultar tanto na elevação dos preços quanto na redução da oferta, com impactos diretos na produção dentro das propriedades rurais.

Sistema FAEP orienta planejamento estratégico no campo

Diante das incertezas, o Sistema FAEP recomenda que os produtores adotem uma postura preventiva, com foco em planejamento e gestão eficiente dos custos.

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Entre as principais orientações estão:

  • Evitar compras concentradas em momentos de preços elevados ou instáveis
  • Realizar aquisições de forma escalonada
  • Monitorar a relação de troca entre fertilizantes e produtos agrícolas
  • Garantir volume mínimo de insumos para não comprometer a produção

A entidade destaca que decisões estratégicas neste momento serão determinantes para a sustentabilidade econômica da próxima safra.

Gestão de custos será decisiva para a rentabilidade

O atual cenário exige maior rigor na gestão financeira das propriedades rurais. O uso eficiente dos fertilizantes, aliado ao planejamento das compras, pode reduzir riscos e preservar margens de lucro.

A recomendação é evitar decisões impulsivas e priorizar estratégias que aumentem a eficiência técnica no uso dos insumos.

Alta do diesel pressiona custos de produção e logística

Além dos fertilizantes, outro fator de preocupação é o aumento no preço do diesel. No Paraná, o combustível registrou alta superior a 20% no valor de revenda em comparação a fevereiro.

Com a crescente mecanização no campo, o diesel se tornou essencial em todas as etapas da produção agrícola. Atualmente, cerca de 73% da energia utilizada na agropecuária brasileira é proveniente de combustíveis fósseis.

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Impacto do combustível atinge toda a cadeia produtiva

O diesel representa aproximadamente 40% do custo do frete, elevando as despesas com transporte e escoamento da produção.

Culturas como soja, milho, trigo e cana-de-açúcar dependem intensamente de máquinas movidas a diesel, desde o preparo do solo até a colheita. Já atividades como avicultura, suinocultura e produção de leite exigem logística contínua, ampliando a necessidade de combustível.

Cenário exige atenção redobrada para a safra 2026/27

A combinação de restrições na oferta de fertilizantes e aumento nos custos com combustível reforça a necessidade de planejamento antecipado no campo.

Com um ambiente global instável, a eficiência na gestão dos insumos e dos custos operacionais será determinante para garantir a viabilidade econômica da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

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Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

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Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

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Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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