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Festival Mantiqueira de Minas destaca valorização dos cafés especiais e Denominação de Origem

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Sebrae Minas participa de festival voltado à cadeia do café

O Sebrae Minas participa como apoiador do 2º Festival Mantiqueira de Minas, realizado nos dias 19 e 20 de março, em Carmo de Minas, no Sul de Minas Gerais. O evento, com entrada gratuita, acontece no Parque de Exposições da cidade e reúne produtores, especialistas, torrefadores, cafeterias e instituições parceiras.

A programação é voltada à promoção da qualidade, inovação e fortalecimento da cadeia produtiva do café, com foco nos cafés especiais da região.

Painel debate Denominação de Origem e valorização do café

Um dos destaques do evento é o painel promovido pelo Sebrae Minas com o tema “Denominação de Origem: parcerias que valorizam os cafés da Mantiqueira de Minas”.

O debate conta com mediação de Leandro Costa e participação de Alessandro Hervaz, Ticiana Lopes, André Baldim e Sergio Henrique Oliveira. A proposta é discutir como a integração entre produtores, instituições e mercado contribui para fortalecer a identidade territorial e ampliar a competitividade dos cafés da região.

Segundo Ticiana Lopes, analista do Sebrae Minas, a cooperação entre os diferentes elos da cadeia tem papel fundamental na valorização do produto. De acordo com ela, o trabalho conjunto amplia o reconhecimento do território, agrega valor à produção e gera novas oportunidades para os produtores.

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Evento reforça protagonismo da região no mercado de cafés especiais

O festival é promovido pela Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira, com realização da Mantiqueira de Minas e da Brazilian Specialty Coffee Association (BSCA). A iniciativa conta ainda com apoio da Prefeitura de Carmo de Minas e do Sicoob Credivass, além da parceria do Sebrae Minas.

O encontro reforça o protagonismo da região no cenário nacional e internacional dos cafés especiais, além de ampliar as oportunidades de conexão entre produtores, especialistas e consumidores.

Programação inclui competição e painéis técnicos

No dia 19 de março, a programação contempla o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters, organizado pela BSCA, que avalia a capacidade dos provadores em identificar diferenças sensoriais entre cafés.

Ainda no mesmo dia, ocorre a inauguração do Tatersal no Parque de Exposições, seguida da abertura oficial do festival e de painéis técnicos voltados à Denominação de Origem e à comunicação sensorial no mercado.

No dia 20, o evento segue com as semifinais e final do Campeonato Cup Tasters, além da premiação do Campeão dos Campeões Mantiqueira de Minas 2025. Também estão previstas homenagens a produtores, cafeterias e torrefações que contribuem para o fortalecimento da Denominação de Origem.

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Mantiqueira de Minas é referência mundial em cafés especiais

A região da Mantiqueira de Minas é reconhecida internacionalmente pela produção de cafés especiais de alta qualidade. Em 2020, conquistou a Denominação de Origem junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhecimento que valoriza características únicas do território.

Fatores como altitude elevada, clima favorável e técnicas de cultivo influenciam diretamente o perfil sensorial dos grãos produzidos na região.

Sebrae Minas apoia desenvolvimento e acesso a novos mercados

Nesse contexto, o Sebrae Minas atua no apoio a produtores e empreendedores, com foco na melhoria da gestão, agregação de valor e promoção dos cafés da Mantiqueira de Minas em novos mercados.

A iniciativa contribui para ampliar a competitividade da região e consolidar sua posição de destaque no segmento de cafés especiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

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Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

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A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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