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Florestas plantadas impulsionam segurança alimentar e sustentabilidade em Minas Gerais

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Minas Gerais é destaque nacional em florestas produtivas

Minas Gerais se consolida como o maior produtor de florestas plantadas do Brasil, com uma área que ultrapassa 2,3 milhões de hectares. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), o cultivo de florestas produtivas tem papel essencial na cadeia agroindustrial, contribuindo diretamente para a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável.

Além de fornecer matéria-prima para setores como celulose, papel e carvão vegetal, as florestas plantadas são utilizadas como fonte de energia renovável e insumo produtivo em diversas etapas da produção de alimentos.

Silvicultura ganha força como política de recuperação ambiental

A Seapa, por meio da Superintendência de Fomento Florestal, vem implementando programas voltados à ampliação das florestas produtivas em áreas degradadas, especialmente pastagens. O objetivo é promover a recuperação ambiental e aumentar a produção sustentável no campo.

Essas ações incluem apoio técnico e fomento a produtores florestais, articulação de parcerias público-privadas e diálogo com o setor produtivo para eliminar entraves e ampliar o uso da silvicultura como ferramenta de sustentabilidade.

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Madeira de reflorestamento garante energia e eficiência à agroindústria

A superintendente de Fomento Florestal da Seapa, Taiana Arriel, destaca que a madeira de florestas plantadas é indispensável para a segurança agroalimentar global, já que muitos produtos que chegam à mesa do consumidor dependem da madeira em alguma etapa da produção.

Segundo ela, o uso da madeira e de seus derivados — como lenha e cavaco de eucalipto — vem crescendo na agroindústria de alimentos. Esses materiais são utilizados como biomassa para geração de energia térmica em laticínios, frigoríficos, granjas, usinas de beneficiamento e fábricas de ração animal.

Biomassa substitui combustíveis fósseis e reduz emissões

De acordo com a Seapa, o cavaco de eucalipto é empregado em diversos processos industriais:

  • Aquecimento de caldeiras;
  • Pasteurização do leite;
  • Secagem de grãos;
  • Esterilização de equipamentos;
  • Climatização de granjas.

Além de substituir combustíveis fósseis, a biomassa reduz as emissões de carbono e promove ganhos ambientais. No meio rural, o cavaco também é usado como cobertura de solo, ajudando no controle da erosão e na retenção da umidade, o que melhora a produtividade agrícola e pecuária.

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Florestas plantadas: o maior cultivo agrícola de Minas Gerais

As florestas plantadas representam hoje a maior cultura agrícola de Minas Gerais, ocupando mais de 2 milhões de hectares e abrangendo 811 dos 853 municípios mineiros.

O estado concentra 22% da área total de florestas plantadas do Brasil, estimada em 10,3 milhões de hectares.

A agroindústria florestal mineira mantém ainda uma área de vegetação nativa equivalente a 40 vezes o tamanho de Belo Horizonte, e estima-se que, em média, cada habitante do estado corresponda a 187 árvores plantadas.

Silvicultura: integração entre economia verde e segurança alimentar

Com investimentos contínuos e políticas de incentivo, Minas Gerais mostra que a silvicultura produtiva pode unir sustentabilidade ambiental, eficiência energética e segurança alimentar.

A estratégia estadual fortalece a agroindústria, reduz emissões e amplia o papel do estado como referência nacional em florestas sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safrinha de milho 2026: colheita começa em Goiás com produtividade abaixo do potencial após estiagem

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A colheita da segunda safra de milho 2026 começou no sudoeste de Goiás e já revela os desafios enfrentados pelos produtores ao longo do ciclo. Embora as primeiras áreas apresentem produtividade satisfatória, os impactos da estiagem registrada durante o desenvolvimento das lavouras devem limitar o potencial produtivo da safra no estado.

Na área de atuação da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), cerca de 1% dos 1,1 milhão de hectares cultivados já foram colhidos. Em Rio Verde, principal polo agrícola da região, os trabalhos avançam sobre aproximadamente 3% dos 400 mil hectares plantados com milho safrinha.

Primeiras áreas apresentam bons resultados

Segundo informações do departamento técnico da cooperativa, as áreas consideradas mais favorecidas apresentaram produtividade inicial em torno de 7.200 quilos por hectare, resultado considerado positivo para o início da colheita.

Entretanto, a expectativa é que esse desempenho não represente a realidade da maior parte das lavouras que ainda serão colhidas.

A falta de chuvas em momentos decisivos do ciclo comprometeu o desenvolvimento das plantas em diversas regiões produtoras, reduzindo significativamente o potencial produtivo da safra.

“Os primeiros resultados são de áreas nobres, que receberam melhores condições de desenvolvimento. A tendência é de redução dos rendimentos médios à medida que a colheita avance”, avaliam técnicos da cooperativa.

Chuvas recentes podem atrasar os trabalhos

As precipitações registradas no último fim de semana no sudoeste goiano devem provocar uma desaceleração temporária da colheita.

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A expectativa é que o excesso de umidade no campo possa interromper ou reduzir o ritmo das operações por até dez dias em algumas áreas.

Apesar disso, as chuvas chegam tarde para reverter as perdas já consolidadas nas lavouras afetadas pela seca.

Os produtores seguem concentrados na retirada dos grãos do campo e na avaliação dos impactos efetivos sobre a produtividade final da safra.

Estiagem reduz expectativa de rendimento

De acordo com as projeções do setor técnico, a produtividade média da região deve ficar próxima de 4.200 quilos por hectare, número significativamente inferior ao observado nas áreas mais produtivas colhidas neste início de safra.

O resultado reflete principalmente os efeitos da irregularidade climática registrada durante os meses de desenvolvimento das lavouras.

A redução dos rendimentos preocupa produtores e cooperativas, especialmente diante do aumento dos custos de produção observado ao longo do ciclo agrícola.

Produção de Goiás deve cair mais de 3 milhões de toneladas

Levantamento mais recente da Safras & Mercado aponta uma redução expressiva na produção de milho safrinha em Goiás na temporada 2026.

A estimativa é de uma colheita de 12,592 milhões de toneladas, volume inferior às 16,058 milhões de toneladas obtidas em 2025.

A queda representa uma retração superior a 21% na produção estadual.

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O cenário chama atenção porque ocorre mesmo com o aumento da área cultivada.

Área cresce, mas produtividade recua

Segundo as projeções, a área destinada ao milho safrinha em Goiás deverá alcançar 2,421 milhões de hectares em 2026, crescimento de 1,2% em relação aos 2,392 milhões de hectares registrados no ciclo anterior.

No entanto, o avanço da área não foi suficiente para compensar as perdas causadas pelo clima adverso.

A produtividade média estadual está estimada em 5.200 quilos por hectare, abaixo dos 6.712 quilos por hectare registrados na safra passada.

Mercado acompanha impacto da quebra produtiva

A redução da produção goiana ocorre em um momento estratégico para o mercado brasileiro de milho. Goiás é um dos principais estados produtores do país e tem papel fundamental no abastecimento interno, na formação dos estoques e nas exportações.

Com a colheita ganhando ritmo nas próximas semanas, o mercado acompanhará de perto os resultados efetivos das lavouras para medir o impacto da quebra produtiva sobre a oferta nacional.

Apesar das perdas registradas em parte das áreas, a expectativa é de que o avanço da colheita traga maior clareza sobre o tamanho da safra e contribua para a definição dos movimentos de preços no segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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