“Foi muito mais do que a gente esperava”, assim definiu Juliara Marcia da Silva, membro do Fórum Pop Rua, ao descrever a emoção vivida na noite deste sábado (19.4), durante o Auto da Paixão de Cristo, realizado na Arena Pantanal, em Cuiabá. O evento integra o Programa SER Família Fé e Vida, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes. Gerido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), tem proporcionado momentos de fé, cultura e inclusão para centenas de famílias mato-grossenses.
Juliara contou que foi a primeira vez que ela participou de um evento desta magnitude e significado.
“Nunca tinha visto uma celebração desta grandeza. Durante muito tempo estive na rua e nunca tive condição financeira para passear. Agora, foi a minha primeira vez nesse evento. A entrada gratuita nos deu acesso, e o espetáculo realmente é um espetáculo mesmo. Fiquei impactada com a apresentação. Foi uma entrega muito bonita e emocionante”, destacou.
Com voz embargada, Juliara compartilhou sua trajetória de superação, visto que foi moradora de rua por mais de 20 anos, em Cuiabá.
“Eu represento a população em situação de rua e hoje, estou liberta há mais de sete anos. Tenho minha casa, meu trabalho, autonomia e já sou reinserida na família. Venho fazendo essa superação de vida através da educação e dos direitos. E presenciar esta peça, renova a minha fé e esperança de dias melhores”, afirmou.
Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT
A emoção também tomou conta de Eliane Regina Andrade, moradora do bairro Real Parque. Ao lado do marido Alex Melo e das filhas Aurora (8), Penélope (6) e Cecília (6), ela se encantou com a encenação.
“Achei bastante emocionante, lindo. Uma história que a gente pode vivenciá-la todos os dias e que Deus se compadeça e nos proporcione dias melhores. Foi extremamente significativo, emocionante e muito lindo”, contou.
Eliane aproveitou a oportunidade para agradecer à primeira-dama Virginia Mendes e ao governador Mauro Mendes, pelo evento que traz a renovação da fé e reflexão aos mato-grossenses.
“Um beijo enorme para nossa primeira-dama e um abraço apertado e bastante fraternal para o nosso querido governador. Que nos próximos anos, tenhamos um evento como este”, disse.
Ela também deixou um convite para quem ainda não viu o espetáculo. “Venham, não percam essa oportunidade de poder olhar e ver de perto como foi e como será todos os nossos dias em Cristo”, concluiu.
Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT
A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Cel. PM Grasi Paes, destacou a importância da ação para o fortalecimento da fé e da cidadania.
“É emocionante ver como o Auto da Paixão de Cristo tem tocado tantas vidas, especialmente das pessoas que enfrentaram situações de vulnerabilidade. Essa é a missão do Programa SER Família Fé e Vida: resgatar dignidade, fortalecer vínculos e proporcionar momentos de transformação por meio da espiritualidade e da cultura”, finalizou.
Com entrada gratuita e estrutura montada para receber toda a população com segurança e acolhimento, o evento segue até este domingo (20), na Arena Pantanal, e promete mais uma noite de fé, arte e reencontros com a esperança.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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