Saúde

Força Nacional do SUS inicia atuação no Círio de Nazaré, em Belém

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A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) iniciou, nesta quarta-feira (9), a atuação durante o Círio de Nazaré 2025, em Belém (PA), uma das maiores manifestações religiosas do país. A missão ocorre até o dia 13 de outubro e integra o ciclo de preparação nacional para grandes eventos e emergências em saúde pública, contribuindo para o aperfeiçoamento de protocolos que serão aplicados durante a COP 30, em novembro.

“A presença da FN-SUS no Círio reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com a proteção da vida, organização da resposta a eventos de massa e o fortalecimento da capacidade local do SUS, garantindo que a fé e a devoção se expressem com segurança e cuidado com a saúde da população”, destacou o coordenador-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli.

O apoio foi solicitado pelo governo do Pará, com o objetivo de reforçar as ações de resposta em saúde durante a Transladação e a Procissão do Círio de Nazaré, que reúne cerca de 2 milhões de fiéis nas ruas de Belém.

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A missão conta com 15 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, e tem como objetivo garantir resposta rápida e integrada a emergências em saúde durante o evento, reforçando a capacidade local do SUS e assegurando o cuidado humanizado à população.

Em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (SESPA), a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e outros órgãos de resposta, as equipes estarão posicionadas em pontos estratégicos do percurso da procissão.

Atuação

Durante o Círio, a Força Nacional do SUS atuará no apoio à instalação e funcionamento dos postos médicos e unidades de estabilização, além do apoio ao Círio Fluvial, a bordo do navio do Exército Brasileiro.

A ação também contribui para o aperfeiçoamento dos planos de contingência e protocolos operacionais, consolidando a base de atuação que será empregada durante a COP-30, que ocorrerá em Belém, em 2025.

Infraestrutura da Força Nacional do SUS na COP30

A presença da Força Nacional do SUS é estratégica e demonstra o compromisso do Governo Federal em oferecer uma resposta em saúde robusta e organizada para um evento de grande porte. O Pará integra o ciclo nacional de capacitação da Força Nacional do SUS, que já contemplou formações em Brasília (DF) e Pernambuco (PE).

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Durante a COP30, essa estrutura será fundamental para proteger vidas, garantir atendimento de qualidade e projetar o Brasil como referência em resposta a emergências em saúde. A Força Nacional do SUS contará com:

  • Equipes assistenciais: médicos e enfermeiros com experiência em grandes eventos e fluência em inglês e espanhol, facilitando comunicação com delegações estrangeiras.
  • Postos médicos: atuação nos postos da Blue Zone e da Green Zone, oferecendo atendimento bilíngue e reforço à rede estadual.
  • Centro de Comando: participação no CIOCS (Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde), garantindo monitoramento e resposta em tempo real.

Vanessa Aquino
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta terça-feira (9), do anúncio de R$ 60 milhões, o maior investimento já realizado no Brasil voltado à geração de conhecimento científico, tecnologias e soluções inovadoras relacionadas à endometriose, à dor pélvica e à saúde menstrual.

Os recursos estão previstos em uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de soluções inovadoras e a criação de uma rede nacional de pesquisa, com apoio financeiro do Instituto Alana. O objetivo é que os projetos sejam aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aperfeiçoamento dos diagnósticos e tratamentos e para o fortalecimento da atenção à saúde das mulheres.

“Esse é um tema muito importante, que afeta pelo menos 8 milhões de mulheres no nosso país, especialmente adolescentes. É fundamental que ele tenha sido contemplado em um edital específico com esse volume de recursos. Temos o compromisso de construir uma política pública robusta no SUS para enfrentar essa questão da forma como ela precisa ser enfrentada”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que “quando uma menina falta à escola por causa da dor ou uma mulher leva anos para receber um diagnóstico, estamos diante de um problema de saúde pública que exige uma resposta do Estado. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras”.

A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, participou do anúncio no MCTI e chamou a atenção para o fato de que, por muito tempo, questões relacionadas à saúde da mulher foram tratadas com invisibilidade ou minimizadas. “Muitas mulheres convivem com dores intensas sem receber diagnóstico ou acolhimento adequados, e a endometriose é um exemplo dessa realidade. Por isso, essa iniciativa do MCTI é tão importante, ela direciona atenção e investimentos para pesquisas sobre uma condição que afeta milhões de brasileiras”, afirmou Janja.

A chamada pública será aberta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social. As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.

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Outros R$ 10 milhões serão aplicados pelo Instituto Alana e destinados à criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa nesses temas, formada a partir dos projetos selecionados, que contarão com uma infraestrutura compartilhada de comunicação científica, implementação de ciência cidadã, apoio ao pesquisador, educação e formação.

Tratamento no SUS

O ministro Alexandre Padilha destacou que o primeiro protocolo clínico do SUS para o tratamento da endometriose foi instituído no ano passado, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, alinhando diretrizes assistenciais e financiamento.

“Foi criada a primeira tabela específica para estimular esse cuidado integrado, remunerando um conjunto de ações que envolve consulta, diagnóstico e tratamento. Isso é muito importante porque, quando o Ministério da Saúde induz uma política para o SUS, o SUS responde. Alguns estados mais do que dobraram o número de mulheres atendidas, diagnosticadas e que iniciaram tratamento para endometriose. Mas isso ainda é pouco diante da dimensão do problema”, afirmou o ministro.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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