Tecnologia

Formação gratuita em programação no DF oferece bolsa e chance de residência tecnológica

Publicado

Aprender a programar, conquistar renda durante os estudos e dar os primeiros passos em uma área com alta demanda no mercado de trabalho. Essa é a proposta do Programa Bolsa Futuro Digital — Residência Tecnológica em Desenvolvimento de Software, que está com inscrições abertas no Distrito Federal. A iniciativa oferece formação gratuita em tecnologia, com aulas presenciais e atividades on-line para jovens e adultos que desejam iniciar carreira na área. As inscrições seguem até 20 de abril e devem ser feitas pela internet. 

Com turmas previstas para diferentes regiões de Brasília, as aulas serão nos campi do Instituto Federal de Brasília (IFB), combinando conteúdos práticos e teóricos em duas trilhas: front-end, voltada à construção de interfaces, e back-end, focada na lógica e no funcionamento de sistemas. Durante o curso, os participantes recebem bolsa mensal de até R$ 200, com possibilidade de avançar para uma residência tecnológica com auxílio de até R$ 600 por mês. 

Leia mais:  "Não se enfrenta a violência contra a mulher sem políticas públicas integradas", diz Luciana Santos

A proposta integra um conjunto de ações voltadas à formação de talentos em tecnologia no País, alinhadas à estratégia de transformação digital e ampliação da inclusão produtiva. A qualificação profissional em áreas como desenvolvimento de software tem sido apontada por políticas públicas como um dos caminhos para ampliar oportunidades, especialmente entre jovens. 

Inserir um pouquinho de texto (1).png
Ascom/MCTI

O processo seletivo inclui teste de raciocínio lógico e avaliação de perfil, com o objetivo de identificar o potencial dos candidatos para a área de tecnologia. A seleção busca contemplar perfis diversos, priorizando a inclusão e o acesso à formação.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
publicidade

Tecnologia

MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

Publicado

Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

Leia mais:  Com apoio do MCTI, simpósio internacional discute violência, informação e direitos da mulher

O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

Leia mais:  MCTI discute em conferência mundial soluções para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável

Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana