A frente fria que atinge o Brasil nesta semana fez com que a fumaça dos incêndios florestais que atingem a região do Pantanal de Mato Grosso do Sul chegasse até a Baixada Cuiabana nesta quinta-feira (08.08).
Conforme monitoramento de satélites feito pelo Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, a direção do vento em Mato Grosso do Sul, na região de Corumbá, mudou em direção a Mato Grosso. A massa de ar frio dificulta a dispersão da fumaça.
Devido à direção do vento, a fumaça dos incêndios em Mato Grosso do Sul se acumulou com a fumaça dos incêndios nas regiões de Poconé e Barão de Melgaço, alcançando Cuiabá e os municípios da baixada.
A Defesa Civil do Estado já emitiu, nesta quinta-feira (08), um alerta de friagem, diante da previsão de queda de temperatura para 102 cidades mato-grossenses.
Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia, a queda na temperatura é provocada por uma massa de ar polar vinda do sul. A previsão é de que as temperaturas permaneçam abaixo da média desse período até a próxima segunda-feira (12).
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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