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Frio extremo ameaça rebanhos: geadas avançam por seis estados

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O avanço da intensa massa de ar polar sobre o Brasil, nesta sexta-feira (30.05), acende um alerta urgente para os pecuaristas. A previsão indica geadas em pelo menos seis estados — Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais — e a queda acentuada nas temperaturas pode colocar em risco a vida do gado, especialmente em regiões com pouca proteção natural. Em 2024, mais de 3 mil bovinos morreram de frio em Mato Grosso do Sul, cenário que pode se repetir se medidas preventivas não forem adotadas a tempo.

A Climatempo aponta que as condições atmosféricas — céu limpo, vento calmo e ar seco — são ideais para a formação de geadas amplas desde o centro-sul de Mato Grosso do Sul até a Campanha Gaúcha. Cidades como Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre e até São Paulo devem registrar mínimas entre 3°C e 9°C. A combinação de frio intenso, vento e umidade favorece a ocorrência de hipotermia em animais, especialmente entre os mais jovens ou debilitados, podendo levá-los à morte em poucas horas de exposição.

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O alerta é reforçado por especialistas da área sanitária, como técnicos da Iagro, que destacam a importância de estratégias simples e eficazes para proteger o rebanho. Manejar as pastagens, direcionar os animais para áreas com abrigo natural, reforçar a alimentação e evitar movimentações desnecessárias são ações imediatas que podem salvar vidas. Animais mal alimentados ou em pastos abertos, sem qualquer forma de proteção contra o frio e o vento, estão mais vulneráveis aos efeitos da onda de frio, que pode se estender ao longo dos próximos dias.

A recomendação é clara: atenção redobrada ao clima, cuidado com os bezerros e reforço na nutrição são medidas que não podem esperar. O inverno ainda nem chegou oficialmente, mas os termômetros já colocam à prova a capacidade de resposta dos produtores. O frio não avisa, mas deixa sinais. E ignorá-los pode custar caro.

Fonte: Pensar Agro

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Bem-estar animal se torna fator estratégico para acesso a mercados e competitividade do agronegócio brasileiro

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O bem-estar animal deixou de ser apenas uma pauta ética e passou a ocupar posição central nas estratégias de competitividade do agronegócio. A avaliação é de Elisa Tjarnstrom, que destaca a relação direta entre boas práticas de manejo, saúde dos rebanhos e acesso a mercados internacionais.

Segundo a especialista, sistemas produtivos que garantem conforto, alimentação adequada, ambiência controlada e menor exposição ao estresse apresentam animais mais saudáveis, com melhor resposta imunológica e menor incidência de doenças.

Bem-estar animal impacta produtividade e reduz uso de medicamentos

Na análise da Elisa Tjarnstrom, a adoção de boas práticas de manejo contribui diretamente para a redução da necessidade de intervenções medicamentosas, especialmente antibióticos, além de diminuir perdas e mortalidade nos sistemas produtivos.

O resultado é um efeito em cadeia que melhora a eficiência das propriedades e fortalece a saúde geral dos plantéis, com reflexos diretos na produtividade e na sustentabilidade da produção pecuária.

Conceito de Saúde Única reforça integração entre produção e saúde pública

O tema também está inserido no conceito de Saúde Única (One Health), que integra saúde animal, humana e ambiental. Nesse contexto, a prevenção de doenças e o uso responsável de antimicrobianos ganham relevância estratégica para toda a cadeia de alimentos.

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A especialista destaca que práticas adequadas de bem-estar contribuem para reduzir a dependência de antibióticos, trazendo benefícios não apenas para os animais, mas também para a saúde pública e para o equilíbrio dos sistemas produtivos.

Gestão e capacitação são fundamentais na prevenção de doenças

Outro ponto central está na atuação das equipes de campo e dos profissionais envolvidos na produção. O manejo adequado, aliado à capacitação técnica e à observação constante do comportamento dos animais, é apontado como fator essencial para a prevenção de problemas sanitários.

A adoção de boas práticas diárias permite identificar riscos com antecedência e reduzir impactos produtivos, promovendo ambientes mais estáveis e eficientes dentro das propriedades rurais.

Bem-estar animal influencia competitividade no mercado internacional

Além dos ganhos produtivos, o bem-estar animal também se tornou um elemento decisivo para o comércio exterior. Em especial, mercados como a União Europeia têm ampliado a exigência por critérios que envolvem rastreabilidade, uso responsável de antimicrobianos e condições de manejo.

Segundo Elisa Tjarnstrom, o foco dos compradores e reguladores já não está restrito ao produto final, mas a toda a cadeia produtiva.

Brasil fortalece posição com práticas sustentáveis e responsáveis

Diante desse cenário, o avanço de iniciativas voltadas ao bem-estar animal é visto como estratégico para o Brasil. A melhoria contínua das práticas de manejo e o fortalecimento de políticas sanitárias contribuem para sistemas mais resilientes e competitivos.

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A adoção dessas medidas também reforça a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos no mercado global, especialmente em um ambiente de crescente exigência por sustentabilidade e responsabilidade produtiva.

COBEA articula setor para fortalecer boas práticas na cadeia produtiva

Nesse contexto, iniciativas colaborativas como a Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) ganham relevância ao reunir empresas e agentes da cadeia produtiva.

O objetivo é promover diálogo, alinhamento técnico e soluções práticas para desafios sanitários, ambientais e comerciais do setor de alimentos.

Agenda estratégica para o futuro da produção de alimentos

Com a crescente integração entre saúde animal, saúde pública, sustentabilidade e competitividade internacional, o bem-estar animal passa a ser um eixo estratégico para o futuro do agronegócio.

A tendência é de fortalecimento de sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e alinhados às exigências globais, consolidando o tema como parte essencial da evolução da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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