Agro News

Frísia anuncia novo entreposto em Pium (TO) com investimento de R$ 100 milhões e expansão da capacidade logística no agronegócio

Publicado

A Frísia Cooperativa Agroindustrial anunciou a construção de um novo entreposto no município de Pium, no estado do Tocantins, como parte de sua estratégia de expansão e fortalecimento das operações na região. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 100 milhões e reforça a atuação da cooperativa em uma das áreas agrícolas mais dinâmicas do país.

A iniciativa ocorre no ano em que a cooperativa celebra dez anos de presença no Tocantins, marcando um novo ciclo de expansão e consolidação no estado.

Geração de empregos e impacto econômico regional

A nova unidade deve gerar cerca de 20 empregos diretos após o início das operações, além de mobilizar mais de 200 trabalhadores durante a fase de construção.

A obra está prevista para começar em junho de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028.

Segundo a cooperativa, o empreendimento deve contribuir para o desenvolvimento econômico regional, ampliando o suporte à cadeia produtiva agrícola e fortalecendo a logística de escoamento da produção.

Estrutura terá alta capacidade de armazenagem e beneficiamento de grãos

O entreposto foi projetado para acompanhar o crescimento da produção agrícola na região e oferecer maior eficiência operacional aos cooperados.

Leia mais:  IPCF sobe em fevereiro e encerra mês em 1,28

Entre as principais características da nova unidade estão:

  • Capacidade de recepção de até 600 toneladas de grãos por hora
  • Linha de beneficiamento com capacidade de 240 toneladas por hora
  • Armazenagem total de 42 mil toneladas de grãos
  • Estrutura dedicada também ao armazenamento de insumos agrícolas
Decisão estratégica baseada em estudos de potencial produtivo

A escolha de Pium para receber o investimento foi baseada em análises estratégicas realizadas ao longo de três anos, considerando o avanço da produção agrícola local.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Frísia Cooperativa Agroindustrial, Geraldo Slob, a região se destaca pelo ritmo de desenvolvimento e pela expansão da base de cooperados.

O dirigente ressaltou que, mesmo diante de um cenário desafiador, a cooperativa mantém trajetória de crescimento no Tocantins.

Planejamento estratégico mira expansão sustentável até 2030

O investimento integra o plano estratégico da cooperativa para o ciclo 2025–2030, que prevê expansão sustentável das operações no estado e maior geração de valor aos cooperados.

Segundo o gerente-executivo da Frísia Cooperativa Agroindustrial no Tocantins, Marcelo Cavazotti, a nova estrutura deve gerar ganhos logísticos relevantes, incluindo maior agilidade na recepção e no beneficiamento de grãos, redução de custos com frete e melhor acesso a insumos agrícolas.

Leia mais:  Dólar sobe e encosta em R$ 4,92 com atenção do mercado ao cenário global; Ibovespa recua
Expansão da produção de soja no Tocantins sustenta investimentos

O anúncio ocorre em um cenário de forte crescimento da produção agrícola regional. A área cultivada de soja no Tocantins passou de 14,7 mil hectares na safra 2020/2021 para 40,4 mil hectares na safra 2024/2025.

No mesmo período, a produtividade média alcançou 3.771 kg/ha, acima dos 3.057 kg/ha registrados em 2020/2021, reforçando o potencial de expansão do setor.

Atuação da Frísia no Tocantins completa uma década

A Frísia Cooperativa Agroindustrial atua no Tocantins desde 2016 e, em 2026, completa dez anos de operação no estado.

Atualmente, a cooperativa conta com cerca de 110 cooperados e 60 colaboradores na região, com unidades em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins, além de um escritório administrativo em Palmas.

Nos últimos anos, a cooperativa vem ampliando seus investimentos para acompanhar o crescimento da produção agrícola local e fortalecer sua presença regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

Publicado

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

Leia mais:  IPCF sobe em fevereiro e encerra mês em 1,28

Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

Leia mais:  Investimentos chineses no Brasil ultrapassam US$ 77 bi, mas agro representa só 5%

Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana