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Fundação Bom Jesus fortalece pilares de comunicação, cultura e social

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“Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai após a perdida até que venha a achá-la?” Com esse versículo do Evangelho de Lucas, o padre Raul Felipe, diretor executivo da Fundação Bom Jesus, deu início à visitação realizada nesta quinta-feira (6). O momento de reflexão marcou o tom do encontro e serviu de metáfora para o trabalho desenvolvido pela instituição. Essa foi a nona visita do projeto Fundações de Portas Abertas, promovido pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Criada na década de 1960, a Fundação Bom Jesus tem origem ligada à Rádio Bom Jesus, que iniciou suas atividades na década de 1950. A instituição nasceu do ideal do arcebispo Dom Orlando, que buscava ampliar o alcance da evangelização e levar apoio às pessoas em situação de vulnerabilidade. Para o padre Raul Felipe, a força do terceiro setor reside na união. Ele explica que hoje a fundação é sustentada por três pilares: comunicação, cultura e ação social. “Esses três pilares se juntam para ajudar a sociedade, porque tratam de valores únicos. O valor cultural traz um sentido espiritual e abre novos horizontes para as pessoas. A comunicação torna as informações acessíveis e aproxima quem precisa delas. E o social faz com que a gente seja uma ponte, um caminho de ajuda para quem mais precisa. Dessa forma, a Fundação Bom Jesus trabalha nessas áreas, buscando sempre melhorar a vida das pessoas”, reforça o diretor. Durante a visita, os representantes das demais fundações puderam conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela instituição e os projetos que têm ampliado o impacto social da Fundação Bom Jesus. Entre as iniciativas apresentadas estão a reabertura do Museu de Arte Sacra, prevista para janeiro, o Coral Jovem Gratuito, voltado a adolescentes de 10 a 18 anos, e o bazar solidário, que realiza ações em comunidades carentes. A assistente social Lucelle Mello, da Fundação Assefaz, destacou a importância do projeto Fundações de Portas Abertas e da troca de experiências entre as instituições. “Participo desde o início da iniciativa e acho muito interessante ver como cada fundação tem uma proposta diferente. Aqui, me surpreendeu o coral, o bazar e principalmente a estrutura da rádio, que eu só conhecia de ouvir, mas não imaginava o tamanho do trabalho que existe por trás”, contou. Para o promotor de Justiça Renee do Ó Souza, titular da 26ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – especializada em Fazenda Pública e Fundações, a visita reforça o papel das fundações como agentes de transformação social. “A Fundação Bom Jesus, que antes atuava apenas na radiodifusão, agora amplia sua atuação e passa a oferecer serviços culturais e sociais de grande relevância. Essa evolução mostra o potencial das fundações em contribuir de forma concreta com o desenvolvimento do nosso estado”. Fundações de Portas Abertas – O projeto promovido pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) busca aproximar as instituições do terceiro setor, estimular a cooperação e compartilhar boas práticas de gestão e transparência. A visita à Fundação Bom Jesus marcou mais um passo nesse processo de integração e fortalecimento das entidades que trabalham pelo bem comum. Estagiária escreve sob a supervisão da jornalista Ana Luíza Anache.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado

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O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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