Ministério Público MT

Gaeco deflagra ação contra facção criminosa em três cidades de MT

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso , força-tarefa composta pelo Ministério Público do Estado, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo deflagrou, nesta quinta-feira (25), a Operação “Natal Antecipado”.
A ação foi realizada nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger, com ordens judiciais expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
Ao todo, foram decretadas quatro prisões preventivas, sendo duas contra detentos na Penitenciária Central do Estado (PCE). Também foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados e a empresas, além do bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens.
A Justiça determinou que os dois presos que comandavam crimes de dentro da penitenciária sejam transferidos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
As investigações, conduzidas pelo Gaeco com apoio das forças de segurança, apuram crimes como tráfico de drogas, participação em organização criminosa e movimentações financeiras ilícitas.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar (Força Tática, ROTAM e BOPE), Polícia Civil, Polícia Penal e agentes do Sistema Socioeducativo.
O objetivo das medidas é desarticular a estrutura da facção criminosa, interromper a prática de crimes e enfraquecer o esquema financeiro da organização.
Denúncias contra facções criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos seguintes canais:
(65) 99269-8113 | (65) 99271-0792 | (65) 99259-0913 | (65) 99255-4681 – Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso
190 – Polícia Militar

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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