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Geada no Cerrado Mineiro pode reduzir safra de café em 5,5%, aponta Expocacer

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Uma geada registrada no dia 11 de agosto no Cerrado Mineiro deve reduzir a próxima safra de café da região em cerca de 412 mil sacas de 60 kg, o equivalente a aproximadamente 5,5% do potencial produtivo, segundo estudo divulgado nesta terça-feira pela Expocacer, cooperativa de cafeicultores da região.

Patrocínio, Ibiá e Araxá são os municípios mais afetados

O levantamento identificou que Patrocínio, maior município produtor de café do Brasil, junto a Ibiá e Araxá, foi o mais impactado pelo fenômeno climático. De quase 13 mil hectares avaliados, 1.173 hectares apresentaram danos, afetando diretamente 67 produtores.

Perdas variam de leves a severas

De acordo com a Expocacer, a perda média nas áreas atingidas é de 55% do potencial produtivo. Entre os produtores afetados, 15 tiveram danos classificados como leve, moderado ou severo:

  • Dano leve: redução de 30% da produção
  • Dano moderado: redução de 60% da produção
  • Dano severo: redução de 90% da produção

O estudo foi realizado por meio de visitas a campo e contatos telefônicos, e a cooperativa informou que novas avaliações serão feitas para mensurar com precisão a perda por hectare.

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Cenário de produção no Cerrado e comparação com outras regiões

O Cerrado Mineiro deve produzir mais de 6 milhões de sacas de café em 2025, segundo relatório da consultoria StoneX. Apesar de ser uma das regiões mais importantes do país, a produção é menor que a do Sul de Minas, estimada em pouco mais de 15 milhões de sacas, que não foi atingida pelas geadas.

Efeitos da geada na safra futura e no mercado internacional

O presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Gláucio de Castro, alertou que a geada afetou os botões florais, o que pode comprometer o pegamento da florada para a safra de 2026 nas áreas impactadas.

Além disso, as cotações do café arábica na bolsa de Nova York registraram alta após as informações sobre a geada, impulsionadas também pelos baixos estoques certificados na ICE.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do feijão carioca segue firme em julho com oferta restrita e demanda aquecida da indústria

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O mercado brasileiro de feijão carioca começou o mês de julho mantendo os preços firmes para os grãos de melhor qualidade. A sustentação das cotações é resultado da oferta ainda restrita, mesmo com o início da colheita das áreas irrigadas do Cerrado, e da demanda contínua da indústria, que segue ativa diante dos baixos estoques.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os volumes iniciais provenientes das lavouras irrigadas ainda são insuficientes para alterar o equilíbrio entre oferta e demanda. Com isso, os melhores lotes continuam sendo negociados com boa valorização.

Oferta limitada mantém preços do feijão carioca sustentados

Apesar do avanço da colheita nas áreas irrigadas de Goiás e de outras regiões do Cerrado, a disponibilidade do feijão carioca permanece reduzida.

Os primeiros lotes colhidos apresentaram boa qualidade e encontraram forte receptividade da indústria empacotadora, que mantém o ritmo das compras para recompor estoques. Ainda assim, o setor acompanha de perto o aumento gradual da oferta esperado ao longo de julho, fator que poderá influenciar o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Enquanto isso, a colheita da segunda safra de feijão carioca no Paraná entra em sua fase final, marcando a transição entre importantes regiões produtoras do país.

Mercado apresenta comportamentos diferentes entre as variedades

O cenário não é uniforme para todas as categorias de feijão.

Segundo o Cepea, o feijão carioca de qualidade intermediária e o feijão preto seguem registrando oscilações distintas entre as regiões produtoras. As diferenças na disponibilidade, na qualidade dos lotes e no ritmo das negociações explicam os ajustes heterogêneos observados no mercado físico.

Essa dinâmica demonstra que a formação dos preços continua altamente dependente das condições regionais de oferta e demanda.

Feijão preto pode ganhar força nas próximas semanas

No segmento do feijão preto tipo 1, o encerramento da colheita no Paraná — principal produtor nacional — altera gradualmente a postura dos agentes de mercado.

A menor área cultivada nesta temporada, somada às perdas provocadas pelas adversidades climáticas, reduziu a disponibilidade dos lotes de melhor qualidade. Diante desse cenário, produtores e detentores de estoques mantêm posições firmes nas negociações, apostando em novas valorizações caso a oferta permaneça limitada.

Perspectivas para o mercado de feijão

A expectativa do setor é de aumento gradual da oferta ao longo de julho com o avanço da colheita irrigada no Cerrado. No entanto, enquanto esse crescimento ocorrer de forma moderada e os estoques da indústria permanecerem baixos, o mercado deverá continuar favorecendo os lotes de maior qualidade.

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Especialistas avaliam que a evolução da colheita, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e o comportamento da demanda serão determinantes para o rumo dos preços nas próximas semanas.

Destaques do mercado
  • Oferta de feijão carioca de melhor qualidade continua restrita.
  • Indústria mantém compras para recompor estoques.
  • Colheita irrigada do Cerrado avança, mas ainda com baixo volume.
  • Paraná conclui a segunda safra de feijão carioca.
  • Feijão preto segue com perspectiva de valorização devido à menor oferta.
  • Mercado permanece atento ao aumento da disponibilidade durante julho.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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