O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) elevou de R$ 83,8 milhões para R$ 442,7 milhões o valor do prejuízo causado às facções criminosas por meio das ações realizadas na região de fronteira, no período de janeiro a 15 de dezembro de 2025. O aumento representa um crescimento de 428% em relação a 2019.
Em 2025, foram apreendidas mais de 21,5 toneladas de entorpecentes, 224 veículos e 10 aeronaves, além de 55 armas, 1,9 mil munições e mais de R$ 140 mil em dinheiro retirados de circulação durante operações de combate ao tráfico de drogas na região de fronteira.
O secretário de Segurança Pública (Sesp-MT), coronel PM César Roveri, destacou que, desde o início da gestão do governador Mauro Mendes, o Governo do Estado tem realizado investimentos expressivos na segurança da fronteira, mesmo sendo uma atribuição da União, com foco no enfrentamento e na descapitalização do crime.
“Desde 2019, o Governo do Estado investe, em média, R$ 20 milhões por ano no Gefron. São recursos aplicados em armamentos, coletes, munições, viaturas e tecnologia de ponta. A segurança de fronteira é nossa prioridade por estar diretamente ligada ao combate às facções criminosas, que se tornou um plano de governo dentro do programa Tolerância Zero”, ressaltou.
O coordenador-adjunto do Gefron, tenente-coronel PM Airton Feitosa, afirmou que esses investimentos, além de aumentarem as apreensões de drogas, têm reduzido a presença de ações criminosas em território mato-grossense, especialmente na fronteira com a Bolívia.
“Desde o lançamento dos programas Vigia Mais MT e Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, o número de ocorrências registradas pelo Gefron e de veículos apreendidos na região de fronteira diminuiu de forma significativa nos últimos dois anos”, pontuou.
De acordo com dados de inteligência do Gefron, o número de ocorrências registradas pela unidade caiu de 396 para 241, na comparação entre os anos de 2023 e 2025.
O coordenador-adjunto reforçou que a presença intensiva dos operadores na rota do tráfico, aliada aos investimentos do programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas em tecnologia, inteligência e integração operacional, inibiu a atuação criminosa e trouxe mais efetividade e eficiência ao patrulhamento na região.
“Os investimentos realizados nos últimos anos pela atual gestão e o fortalecimento do programa Tolerância Zero nos permitiram atuar de forma mais assertiva nas operações diárias, ampliando as apreensões de drogas, mesmo com a redução no número de ocorrências registradas”, concluiu.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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