Educação

Gestão Presente é apresentado a gestores da educação infantil

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Para apresentar a plataforma MEC Gestão Presente na Educação Infantil, o Ministério da Educação (MEC) promoveu, na quinta-feira, 26 de março, um webinário para gestores e assistentes escolares. O evento tirou dúvidas sobre a plataforma e capacitou os profissionais para atuarem nas demandas por vagas de educação infantil em sua região. O encontro foi transmitido pelo canal do MEC no YouTube. Esse foi o segundo evento sobre o tema — na última terça-feira, 24 de março, foi realizado um webinário para gestores municipais.   

O webinário abordou o papel do gestor escolar no sistema; o fluxo de funcionamento do módulo; as principais funcionalidades operacionais (vagas, listas e permissões); e o uso de critérios de priorização regulamentados.  

Na ocasião, o coordenador-geral de Apoio à Gestão Escolar e Transformação Digital do MEC, Pedro Barreto, contou que a plataforma foi desenvolvida, ao longo de 2025, para ser uma ferramenta que reduza a burocracia do trabalho e a sobrecarga dos gestores escolares. O intuito, segundo ele, é permitir uma gestão mais eficiente da demanda por vaga em creches. “O sistema vem com essa função de facilitar. Em até seis etapas conseguimos garantir que o gestor consiga fazer toda a organização da demanda, até a efetivação da matrícula”, informou.  

O MEC Gestão Presente na Educação Infantil integra o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade da Educação Infantil, que envolve um conjunto de ações de apoio técnico e financeiro a municípios, estados e o Distrito Federal para avançarem no cumprimento das metas de universalização da pré-escola e expansão do atendimento em creches, com foco na melhoria contínua da qualidade e equidade na educação infantil.  

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“O compromisso atua na implementação dos parâmetros de qualidade do ensino infantil e na atuação de planos de extensões e mecanismos, como o MEC Gestão Presente, para serem ferramentas de apoio aos gestores educacionais, principalmente nesse caso do acesso à creche”, falou.  

MEC Gestão Presente – A plataforma MEC Gestão Presente é uma iniciativa do governo federal que visa modernizar a gestão educacional nas redes públicas de ensino, de modo a apoiar as secretarias de educação e as escolas de todo o país. Além disso, tem como ponto de partida a premissa de que o uso da tecnologia é estratégico para que os gestores acessem informações mais precisas, facilitando o planejamento e a execução de políticas educacionais baseadas em evidências.  

Assim, o programa promove a adoção de instrumentos de governo digital em todos os níveis da gestão educacional — federal, estadual, distrital e municipal — e facilita a coleta e o compartilhamento de dados escolares de forma padronizada, o que melhora a transparência, maximiza a eficiência e fortalece a colaboração entre os entes federativos, garantindo uma gestão integrada da educação pública. A primeira fase de adesão ao Gestão Presente na Educação Infantil contou com mais de 3 mil municípios, que terão à disposição o sistema para organizar suas vagas.  

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A plataforma conta com três módulos principais:   

  • Sistema Gestão Presente (SGP): operado por meio da Plataforma de Dados da Educação Básica, que integra informações e também gerencia os dados do Programa Pé-de-Meia, recebendo mensalmente informações de cerca de 8 milhões de estudantes.  
  • Módulo Gestão Presente na Escola (GPE): destinado às redes municipais, inclui funcionalidades como matrícula, enturmação e diário de classe. O módulo contribui diretamente para a organização e a eficiência das rotinas escolares e possibilita uma gestão mais integrada e ágil das escolas.  
  • Módulo Gestão Presente na Educação Infantil (GPEI): voltado para apoiar a gestão da demanda por vagas na Educação Infantil. O sistema é gratuito, seguro e padronizado, permitindo o cadastro de instituições e vagas disponíveis, a inscrição de crianças e a distribuição automatizada das vagas com base em critérios de priorização previstos na legislação federal. Operado por gestores municipais e escolares, o GPEI também oferece às famílias a possibilidade de acompanhar, em tempo real, a posição da criança na fila, promovendo maior transparência, eficiência e equidade no acesso à educação infantil.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Edital cria rede nacional de pesquisa em Educação Especial Inclusiva

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I nstituído oficialmente no Brasil pela Lei Federal nº 11.133/2005, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 21 de setembro, marca a mobilização histórica pela garantia de direitos, acessibilidade e combate ao capacitismo na sociedade. A data reforça a necessidade contínua de políticas públicas voltadas à participação plena e com dignidade de pessoas com todos os tipos de deficiência. No contexto educacional, o Ministério da Educação (MEC) atua para aplicar a igualdade de direitos na prática cotidiana da rede pública de ensino.

O MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), e em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), está com inscrições abertas para o Edital Conjunto nº 5/2026 para a implementação do Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI). A iniciativa destinará recursos de custeio, capital e bolsas de pesquisa ao longo de 36 meses, com o objetivo de estruturar uma central de monitoramento da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI).  

O coordenador-geral de Avaliação, Monitoramento e Fortalecimento da Política de Diversidade da Secadi, Francisco Moraes da Costa Marques, destacou que a educação inclusiva no Brasil percorre um caminho estratégico e que o Obeduc-EI atuará como a central de inteligência, bússola e orientação ao longo do processo. Marques ressaltou ainda que a missão do observatório é aproximar a produção científica das necessidades da sala de aula, substituindo diagnósticos isolados por indicadores nacionais capazes de nortear a tomada de decisão de estados e municípios.  

 Assista ao vídeo:

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Estrutura em rede – O Observatório integra a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei) e será composto por redes regionais formadas por Instituições Públicas de Ensino Superior (IES) em todo o país. Essa arquitetura garante capilaridade no levantamento de dados quantitativos e qualitativos, uma vez que envolve pesquisadores multidisciplinares, estatísticos, gestores e professores da educação básica.  

Ao analisar o edital, é possível aferir que a atuação do Obeduc-EI organiza-se em quatro eixos centrais de implementação:  

  • Acompanhar e Medir (Gerar Dados Reais): elaboração de indicadores de aprendizagem e de qualidade da oferta escolar para mapear a inclusão efetiva de estudantes nas turmas comuns e no Atendimento Educacional Especializado (AEE).  
  • Conectar Mundos: integração direta entre os programas de pós-graduação das universidades públicas, secretarias de educação estaduais e municipais, e o ecossistema escolar local.  
  • Criar Materiais e Treinamentos: formulação de cadernos de orientação, dados abertos e tecnologias pedagógicas acessíveis para o ambiente escolar e familiar. 
  • Formar Pessoas: capacitação continuada de profissionais da rede pública e concessão de bolsas acadêmicas em diversos níveis de formação.  

Valorização Profissional – Para assegurar o suporte técnico às equipes, a Capes concederá modalidades de bolsa mensal aos integrantes de acordo com o programa de pesquisa:  

  • Pós-Doutorando: R$ 5.300  
  • Doutorando: R$ 3.100 
  • Coordenador Geral / Mestrando: R$ 2.100 
  • Coordenador Local: R$ 2.000 
  • Professor Pesquisador: R$ 1.800 
  • Professor da Educação Básica: R$ 1.100 
  • Graduando (Iniciação Científica): R$ 700 
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Prazos de Submissão de Propostas – A inscrição no processo seletivo pode ser realizada por docentes ou doutores vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu em Educação ou Ensino de IES públicas, a fim de representar a instituição. O coordenador da Secadi, Francisco Marques, fez um alerta aos pesquisadores e às instituições para que não deixem a articulação e o envio das propostas para a última hora, tendo em vista a complexidade da constituição das redes de trabalho.  

As propostas devem ser submetidas, exclusivamente, por meio do Sistema de Inscrições da Capes (SiCapes) até o dia 5 de outubro de 2026. O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado em 12 de novembro de 2026, com início imediato das atividades. Dúvidas técnicas e consultas sobre o certame podem ser encaminhadas ao e-mail institucional do programa. 

Com a articulação entre ciência, universidades públicas e redes de ensino, a implementação do Obeduc-EI visa garantir que a produção de dados e o acompanhamento técnico cheguem ao cotidiano da sala de aula, fortalecendo a consolidação da educação especial inclusiva como realidade de aprendizagem e permanência para todos os estudantes do país.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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