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Glifosato dispara com alta demanda do Brasil e pressiona custos agrícolas

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Nos últimos quatro meses, os preços do glifosato na China, principal fornecedora do insumo para o Brasil, registraram forte alta. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, mais de 85% dos volumes importados pelo país têm origem no gigante asiático, tornando a agricultura brasileira bastante dependente desse fornecedor. Atualmente, o preço FOB China do herbicida gira em torno de US$ 4,0/kg, o que representa um aumento de 23% em relação a abril deste ano.

Crescimento das importações brasileiras impulsiona mercado global

O aumento de preço está diretamente ligado à expansão da demanda global, com destaque para o Brasil. Entre janeiro e agosto, as importações brasileiras de glifosato somaram 169,28 mil toneladas, um crescimento de 50,4% em relação ao mesmo período de 2024. Esse movimento consolidou o país como protagonista no mercado internacional, sendo um dos principais responsáveis pela pressão de alta nos preços.

Diferença entre defensivos e fertilizantes

Apesar da escalada, Souza ressalta que o mercado de defensivos agrícolas apresenta dinâmica distinta do setor de fertilizantes. Enquanto os aumentos de preços na China costumam ser repassados rapidamente para o Brasil no caso dos fertilizantes, no glifosato os efeitos são geralmente mais graduais. Ainda assim, o analista alerta para a necessidade de monitoramento constante, pois mudanças no preço podem impactar diretamente os custos de produção agrícola a médio prazo.

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Preparação para maior volatilidade

Diante do avanço nas importações e da tendência de valorização internacional, o mercado brasileiro precisa se preparar para maior volatilidade nos preços. Souza recomenda que produtores e distribuidores adotem estratégias de gestão de risco e um planejamento de compras estruturado, especialmente pensando na safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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