Mato Grosso

Governador defende foco em eficiência para derrotar a “burrocracia”

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O governador Mauro Mendes defendeu que o Governo de Mato Grosso, os Poderes e a classe produtiva foquem em eficiência para derrotar a “burrocracia” que tem atrasado o desenvolvimento do país.

Mauro participou, na manhã desta terça-feira (22/4), do lançamento do projeto “Custo Mato Grosso”, que faz parte do Movimento Mato Grosso Competitivo – composto por várias entidades públicas e privadas.

Em sua fala, na sede da Famato, o governador citou que o arcabouço jurídico brasileiro e o modelo de gestão adotado nas últimas décadas têm distanciado o Brasil dos demais países.

“Nós inventamos regras, leis e ‘burrocracias’ que depõem o tempo todo contra nós mesmos. Em 1975, ou seja, exatamente 50 anos atrás, a China tinha um PIB de 163 bilhões de dólares. O Brasil, em 1975, tinha um PIB de 154 bilhões de dólares. Nós estávamos ali pau a pau com a China. 50 anos depois, em 2024, o PIB da China foi de 18,8 trilhões de dólares e o PIB brasileiro de 2,33 trilhões de dólares. Ou seja, a economia chinesa em 50 anos cresceu 9 vezes mais do que a economia brasileira. Aqui se melhora 20 quilômetros por hora, enquanto em alguns países e regiões do planeta, a melhora vem a 100 quilômetros por hora”, relatou.

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Para o governador, muitos países desenvolvidos têm avançado rapidamente para o futuro, enquanto o Brasil segue em “baixa velocidade”.

“A ZPE [Zona de Processamento de Exportação] foi criada no Brasil há cerca de 40 anos, copiando o modelo chinês. Quase 40 anos depois, nós temos quatro ZPEs no Brasil, só duas funcionando, sendo uma delas aqui em Cáceres. Já a China tem 2500 zonas de processamento de exportação. Olha a diferença de foco, de resultado deles, enquanto a gente fica aqui preso na burocracia desse país”, citou.

Mauro registrou que o Governo tem focado na eficiência para bater de frente com essas amarras, a exemplo de instituir premiação aos servidores, ganho por resultado e redução de impostos, de forma a beneficiar toda a população.

“Conseguimos sair da 22ª Educação para a 8ª melhor do país, e reduzir o índice de absenteísmo de 7% para pouco mais de 1% na educação. Também fizemos, com muita cautela e responsabilidade, redução de mais de 140 impostos, taxas e contribuições, para aliviar o bolso do cidadão. São medidas que fazem a diferença e tornam a máquina pública mais eficiente”, relatou.

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Também participaram da reunião os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Diego Guimarães, Wilson Santos, Gilberto Cattani, Thiago Silva, Nininho, Valmir Moretto e Carlos Avallone; o presidente do Fórum Agro MT, Nelson Piccoli; a coordenadora do projeto Custo Mato Grosso, Vanessa Gasch; o presidente da Fiemt, Silvio Rangel; o presidente da Fecomércio, José Wenceslau Junior; o presidente da Famato, Vilmondes Tomain; o presidente da FCDL, David Pintor; os secretários de estado Fabio Garcia (Casa Civil) e César Miranda (Desenvolvimento Econômico); além de demais representantes do setor produtivo.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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