Educação

Governadores são reconhecidos pelos resultados da alfabetização

Publicado

Em sessão especial, nesta segunda-feira, 13 de outubro, no Senado Federal, o ministro da Educação, Camilo Santana, participou da entrega da Comenda Governadores pela Alfabetização das Crianças na Idade Certa. Essa é a primeira edição da premiação, que será concedida anualmente pelo Senado, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), instituições privadas e entidades do terceiro setor. 

A premiação, criada pela Resolução no 8/2025, foi entregue a cinco estados que se destacaram na implementação de políticas públicas em prol da alfabetização infantil: Amapá, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco e Minas Gerais. 

“Nós temos um objetivo de que pelo menos até 2030 nenhum estado e nenhum município terá menos de 80% das nossas crianças alfabetizadas na idade certa.” Camilo Santana, ministro da Educação 

Em seu discurso, Camilo Santana lembrou que uma das primeiras ações quando chegou ao ministério foi a criação do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que tem como finalidade garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2º ano do ensino fundamental. O ministro observou que a política foi instituída após ouvir os estados e municípios, em regime de colaboração, e que a agora a política será transformada em lei, por meio do Projeto de Lei nº 4.937/2024, já aprovado pelo Senado e que segue para votação nesta semana na Câmara dos Deputados.  

“Nós temos um objetivo de que pelo menos até 2030 nenhum estado e nenhum município terá menos de 80% das nossas crianças alfabetizadas na idade certa. Essa foi uma política por adesão e 100% dos estados e municípios aderiram. Isso mostra o compromisso dos nossos gestores, dos nossos prefeitos, secretários de educação e governadores, que valorizam a educação de crianças e promovem ações efetivas para garantir a alfabetização na idade certa”, ressaltou. 

Leia mais:  Semana da EPT: MEC anuncia 5 mil vagas em novos cursos de tecnologia

Santana observou que, por conta da pandemia, o resultado do Censo Escolar anterior à criação do Compromisso Nacional mostrou que apenas 36% das crianças eram alfabetizadas na idade certa. Segundo o censo, um dos motivos é realidade distinta vivida nos estados e municípios brasileiros, e, por isso, a política de alfabetização estabeleceu metas para cada estado. “Pela primeira vez, nós estamos tendo uma avaliação censitária por aluno, por município e por escola”, explicou.  

O ministro da Educação destacou ainda que a premiação leva em conta o Indicador Criança Alfabetizada (ICA), que teve como meta, em 2023, atingir o percentual de 56% das crianças alfabetizadas na idade certa. “O Brasil chegou a 56%, é claro, com percentuais diferentes em cada estado. A meta de 2024 era alcançar 60%, e chegamos a 59,2%. Só não atingimos o objetivo por causa da situação do Rio Grande do Sul, que foi fortemente afetado pelas enchentes. Para este ano, a meta é chegar a 64%, com metas definidas para cada estado e município”, informou. 

Em relação aos critérios analisados para entrega das comendas aos governadores, o ministro ressaltou a importância do eixo das equidades racial e socioeconômica. “Equidade é fundamental, não deixar ninguém para trás. A gente tem uma realidade muito diferente de brancos e pretos nesse país, pobres e ricos. Portanto, é fundamental garantir equidade e inclusão nas políticas públicas educacionais. Esses estados também diminuíram as desigualdades educacionais”, apontou. 

O governo está trabalhando para criar uma cultura de valorização dos professores no país, com programas como o Mais Professores para o Brasil. Santana defendeu a importância de reconhecer o papel desses profissionais para a alfabetização das crianças e apontou que a falta de alfabetização na idade certa compromete todos os anos na jornada escolar, aumentando a distorção idade-série.  

Também participaram da sessão a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, senadores, deputados e secretários de Educação.  

Leia mais:  Resolução regulamenta apoio financeiro do Toda Matemática

Critérios – A premiação levou em conta quatro eixos de avaliação. O primeiro trata dos resultados obtidos com o esforço de alfabetização, mensurados pelo Indicador Criança Alfabetizada (ICA), do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, programa do MEC que tem como finalidade garantir o direito à alfabetização das crianças brasileiras até o final do 2º ano do ensino fundamental. O indicador é calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).  

O segundo eixo trata da equidade racial e socioeconômica, com o objetivo de destacar os estados que reduziram as diferenças de aprendizagem entre crianças negras (pardas e pretas) e brancas, e entre escolas de diferentes níveis socioeconômicos.  

O terceiro trata da formação continuada de professores, que é verificada pela participação, no estado, de pelo menos 80% das redes municipais no programa de formação Leitura e Escrita na Educação Infantil do MEC, ou em programa próprio, e pela elaboração de planos de formação de professores e gestores que atuem no 1º e no 2º ano das redes municipais no âmbito do Plano de Ação do Território Estadual. 

Já o último e quarto eixo refere-se à apuração do engajamento em alfabetização em regime de colaboração, avaliado a partir de diretrizes governamentais sob a tutela do titular do poder executivo estadual.  

Ao final, até 35 pontos são atribuídos, sendo premiados os cinco estados de maior desempenho. Não são passíveis de premiação aqueles estados cujas redes estaduais apresentem menos de 80% de participação de escolas e estudantes no sistema de avaliação educacional realizado anualmente. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

Comentários Facebook
publicidade

Educação

Jordânia é o 75º país a aderir ao Programa de Estudantes-Convênio

Publicado

O Ministério da Educação (MEC) recebeu, na quinta-feira, 16 de abril, a visita do embaixador da Jordânia no Brasil, Maen Masadeh em um encontro que formalizou a intenção do país em participar do Programa de Estudantes-Convênio (PEC) e expandir a parceria bilateral nas áreas de educação e no desenvolvimento científico com o Brasil. 

Com o pedido, a Jordânia passa a ser 75º país a aderir ao programa de intercâmbio, um dos mais antigos e importantes instrumentos de política externa e de apoio à internacionalização das instituições de educação superior brasileiras. Agora, o MEC irá adequar seus sistemas para permitir o cadastro desses alunos. 

A medida aconteceu no âmbito do Acordo de Cooperação em Educação entre os dois países, vigente desde 2008, e possibilita o acesso de estudantes jordanianos às vagas gratuitas em cursos de graduação e pós-graduação brasileiros. 

O aumento do intercâmbio acadêmico entre os dois países poderá estimular novas parcerias entre universidades, a exemplo do Memorando de Entendimento existente entre a Universidade de Brasília (UnB) e a Yarmouk University (YU), que prevê a mobilidade de estudantes e professores e a realização de projetos conjuntos. 

A representação jordaniana destacou ainda o interesse em promover iniciativas educacionais conjuntas nos temas de mudanças climáticas, ciências da saúde, inteligência artificial e agricultura para regiões áridas e semiáridas, nas quais o Brasil possui reconhecida expertise. 

Leia mais:  MEC divulga matriz de formação da língua portuguesa

Programa de Estudantes-Convênio – O programa, que completou 60 anos de sua modalidade para a graduação (PEC-G), também contempla alunos de pós-graduação (PEC-PG) e de português como língua estrangeira (PEC-PLE). A iniciativa facilita o acesso das instituições participantes a candidatos estrangeiros ao oferecer a rede de postos do MRE no exterior como ponto de divulgação, de contato e de coleta da documentação dos estudantes interessados. A Portaria Interministerial nº 7/2024 modernizou o programa, a fim de atrair mais estudantes estrangeiros para o Brasil. 

O programa teve quase 20 mil alunos beneficiados nos últimos 25 anos. Entre os ex-alunos de maior notoriedade, está o atual presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, que estudou administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV) nos anos 1980. As inscrições para a edição de 2027 do PEC-G e do PEC-PLE, que selecionará até 1,4 mil candidatos, estão abertas até 9 de maio. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

Leia mais:  MEC inaugura reformas e autoriza novas obras na Univasf

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana