Mato Grosso

Governo de Mato Grosso lança programa para capacitar lideranças e ampliar a rede de proteção às mulheres

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), realizou nesta segunda-feira (10.11), no Centro de Eventos do Pantanal, o lançamento oficial do Programa SER Família Mulher Na Comunidade.

Idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, o programa nasce com o propósito de formar e capacitar lideranças comunitárias em todo o território mato-grossense, tornando-as agentes multiplicadores no enfrentamento à violência doméstica e familiar. A iniciativa integra as ações do Programa SER Família, e reforça o compromisso do Governo do Estado com a proteção, a dignidade e a autonomia das mulheres.

A primeira-dama Virginia Mendes destacou que o SER Família Mulher Na Comunidade nasce do amor e do compromisso com a proteção das mulheres.

“Quando capacitamos e acolhemos as lideranças locais, estamos criando uma grande rede de solidariedade e fé. Cada mulher que se fortalece passa a transformar a vida de outras. Esse é o verdadeiro sentido do SER Família: cuidar, proteger e renovar a esperança”, afirmou.

Em sua fala de abertura, o secretário da Setasc, Klebson Gomes, explicou que o novo programa tem como foco a prevenção e a capacitação de cidadãos para identificar sinais de violência contra a mulher, não apenas física, mas também psicológica.

“O programa oferecerá capacitação para que cada indivíduo possa identificar sinais de violência. Com essa formação, os participantes estarão aptos a atuar em seus bairros e comunidades, para identificar e reportar casos de agressão. A palavra-chave hoje é prevenção. Queremos evitar que a violência aconteça, e para isso contamos com o apoio de todos vocês”, destacou.


O programa se estrutura como uma poderosa ferramenta de transformação social. Seu principal objetivo é promover a organização e o fortalecimento das mulheres em seus territórios, criando espaços de apoio mútuo, acolhimento e construção coletiva. A proposta é que, unidas, as participantes possam enfrentar e superar as diversas formas de violência presentes em seu cotidiano, desenvolvendo um sentimento de pertencimento e protagonismo dentro de suas comunidades.

Além da capacitação técnica, o SER Família Mulher Na Comunidade valoriza a troca de experiências e saberes entre as participantes. Por meio de rodas de conversa, o projeto proporciona um ambiente acolhedor de escuta ativa e empatia, onde histórias de vida se cruzam e se fortalecem. Esses encontros estimulam reflexões sobre direitos, igualdade de gênero e autonomia feminina, permitindo que cada mulher reconheça sua própria força e a importância da solidariedade entre elas.

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Segundo o gestor, o Governo pretende expandir o programa para os 142 municípios de Mato Grosso, envolvendo as secretarias municipais e as coordenadorias de políticas para as mulheres.


“Nosso objetivo é que este conhecimento chegue a todas as esferas da sociedade. Se uma mulher, em qualquer lugar, estiver sofrendo agressão, que ela possa contar com o apoio da comunidade e do Estado”, completou o secretário.

Representando a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff enfatizou a importância da integração entre segurança pública e comunidade para o sucesso do programa.

“Com esse trabalho, vamos poder nos aproximar ainda mais das lideranças comunitárias e dos conselhos locais, levando informação e segurança às mulheres”, afirmou.

A aproximação entre as forças de segurança e as comunidades é um dos pilares da iniciativa, que busca construir uma rede de proteção mais humana, sensível e efetiva. A presença de lideranças locais engajadas e preparadas permite que os sinais de violência sejam percebidos com antecedência, fortalecendo o papel da prevenção e ampliando o acesso das vítimas aos serviços de apoio e acolhimento.


Benedita Souza Mendes, conhecida como Dona Morena, representante do Conselho Comunitário de Segurança Pública do Distrito da Guia, destacou a importância de preparar voluntários comprometidos com suas comunidades.

“É uma iniciativa muito boa. Vai preparar lideranças que realmente têm compromisso com a comunidade. Nós trabalhamos por amor, de forma voluntária. Às vezes, a mulher é vítima e também prisioneira do silêncio. Ela precisa de um abraço, de uma palavra amiga. Esse programa vem para apoiar e transformar vidas”, declarou.

A defensora pública Luziane Castro destacou o papel essencial da primeira-dama Virginia Mendes na condução de políticas que colocam as mulheres em posição de protagonismo e proteção.

“Temos que reconhecer a atuação da primeira-dama Virginia, que tem abraçado a causa das mulheres com prioridade e sensibilidade. Só neste ano, até setembro, a Defensoria Pública realizou mais de 11 mil atendimentos de pessoas em situação de violência. Precisamos educar, formar e transformar, porque a mudança começa em casa e se espalha pela comunidade. Esse programa representa exatamente isso, o fortalecimento dos vínculos e da consciência coletiva para construirmos uma sociedade mais justa e solidária”, ressaltou.


Durante a apresentação do plano de ação do programa, a secretária adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres, Salete Morockoski, detalhou os eixos que sustentam a iniciativa e as próximas etapas de execução.

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“O programa estrutura-se em quatro eixos: combate à violência, prevenção, prestação de serviços e suporte às vítimas. Estamos capacitando profissionais de diversas áreas e realizaremos eventos de formação em 16 polos do estado, para qualificar multiplicadores e fortalecer a rede de apoio. Em março, realizaremos o primeiro seminário para avaliar os resultados e ouvir as comunidades”, explicou.

Essas ações integram um esforço contínuo para expandir a rede de proteção e promover a equidade de gênero em todas as regiões do Estado. O diálogo permanente com as comunidades será fundamental para ajustar estratégias, compreender as realidades locais e construir políticas públicas cada vez mais próximas da população.

A presidente da Associação das Mulheres Empreendedoras de Mato Grosso (Arvend-MT), Joziani Campos, reforçou a importância da iniciativa como ferramenta de fortalecimento feminino e de multiplicação de conhecimento.


“Esse novo movimento de formação é muito importante. Há 12 anos trabalhamos com acolhimento e capacitação de mulheres, e muitas vezes sentimos falta desse tipo de conhecimento. Agora, poder estar aqui aprendendo e multiplicar essa informação em nossas comunidades é transformador. Agradeço ao governador e à primeira-dama Virginia Mendes por esse trabalho com as lideranças”, afirmou.

O lançamento também contou com a presença de mulheres que atuam na linha de frente do enfrentamento à violência e na defesa dos direitos femininos em Mato Grosso. Estiveram presentes a delegada Mariell Antonini, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da Polícia Civil; a tenente-coronel PM Monalisa Toledo, coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada da Sesp, que sedia a Câmara Temática de Violência Contra a Mulher; a procuradora do Estado, Glaucia Amaral; e a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM-MT), Cenira Evangelista.

Com o Programa SER Família Mulher Na Comunidade, o Governo de Mato Grosso reafirma o compromisso de atuar preventivamente no enfrentamento à violência contra a mulher, promovendo uma ampla rede de solidariedade, escuta e empoderamento. Ao fortalecer o protagonismo feminino e incentivar o diálogo comunitário, o programa dá um passo decisivo na construção de uma sociedade mais segura, igualitária e humana, onde cada mulher possa viver com dignidade e liberdade.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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