O Governo de Mato Grosso participou, neste sábado (28.3), da primeira edição do Multiação de 2026, realizada no Sesi Escola, em Várzea Grande. Promovido pelo Sistema Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), o evento somou mais de 7 mil atendimentos gratuitos nas áreas de cidadania, saúde, educação e lazer.
Participaram do 1º Multiação a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Na área de cidadania, foram realizados cerca de 300 atendimentos, incluindo cadastros no programa Nota MT, orientações de educação fiscal, emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) e serviços relacionados ao IPVA e licenciamento.
Os atendimentos foram viabilizados por meio de parceria entre a Sefaz e a Fiemt. Para o secretário de Projetos Estratégicos da Sefaz, Vinicius Simioni, a iniciativa contribui para aproximar os serviços públicos da população.
“É muito importante estarmos próximos da população. Além dos canais digitais e das unidades de atendimento, ações como essa levam os serviços até o cidadão e ajudam a compreender melhor suas necessidades, contribuindo para a melhoria da prestação dos serviços”, destacou.
Nos atendimentos fazendários, os cidadãos puderam realizar cadastro e atualização no Nota MT, receber orientações sobre cidadania fiscal, com sorteio de brindes, além de negociar débitos de IPVA e emitir boletos para pagamento.
A parceria da Sefaz com o Sistema Fiemt também possibilitou o retorno da emissão de carteiras de identidade ao Multiação. Nesta primeira edição de 2026, a equipe da Politec esteve presente e fez a emissão gratuita do documento, tanto no modelo antigo quanto à nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Para o papiloscopista Ivoney Borges, a ação amplia o acesso da população aos serviços públicos. “Muitas vezes as pessoas moram longe ou não têm tempo para ir, durante a semana, em uma unidade de atendimento. O Multiação facilita o atendimento, garantindo acesso a serviços essenciais”, afirmou.
A moradora de Várzea Grande, Hebe, procurou o espaço para renovar a sua carteira de identidade e aprovou o atendimento. “Fui muito bem atendida, consegui resolver tudo sem dificuldade. Foi rápido e eficiente”, relatou.
O Detran também participou com serviços de regularização de multas, licenciamento de veículos e orientações sobre a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, destacou que o Multiação tem um papel importante de levar serviços importantes para o cidadão. “O Sesi, em parceria com a TV Centro América, cumpre o papel de levar serviços importantes às famílias de Várzea Grande”, afirmou.
O projeto está em seu 13º ano e já ultrapassou a marca de mais de 600 mil atendimentos. Ele é uma iniciativa do Sistema Fiemt, com realização do Sesi-MT e da Rede Mato-grossense de Comunicação (RMC), com apoio de parceiros. Em 2026, além de Várzea Grande, estão previstas edições em Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres e Sinop.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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