Mato Grosso

Governo de MT lança licitações para investir R$ 150 milhões em asfalto novo e construção de pontes

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O Governo de Mato Grosso lançou, nesta semana, quatro processos licitatórios para a realização de obras de infraestrutura nas rodovias mato-grossenses. Serão construídas mais duas pontes de concreto e asfaltados 50 quilômetros de duas rodovias. O investimento previsto é de R$ 150 milhões.

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) publicou o edital para asfaltar um trecho de 34,8 quilômetros da MT-100 entre os municípios de Novo Santo Antônio e São Félix do Araguaia. A obra compreende o primeiro lote previsto para a rodovia e tem um valor estimado em R$ 104 milhões.

Além da MT-100, as principais vias de acesso para São Félix do Araguaia são as rodovias federais BR-242 e BR-158. Ambas não são asfaltadas. Com isso, São Félix é um dos municípios mato-grossenses sem nenhum acesso por via pavimentada.

Com o início das obras na MT-100, o município será ligado até Novo Santo Antônio, que, por sua vez, tem acesso à BR-158 por uma via asfaltada, no caso a MT-322. Mesmo assim, o Governo Federal ainda precisa realizar as obras de asfaltamento da BR-158 para garantir ligações pavimentadas para todo o Norte Araguaia.

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A licitação será realizada no dia 06 de junho, às 9h, por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (Siag).

Outras licitações

A Sinfra também vai asfaltar 15,4 km da MT-322 em Novo Mundo. O trecho fica localizado entre a MT-419 e o Rio Braço do Norte, no município. Essa é mais uma das obras que vai melhorar a logística da região norte mato-grossense. O orçamento de referência para esta obra é de R$ 34,9 milhões, e a licitação está marcada para o dia 5 de junho, às 9h.

O Governo de Mato Grosso lançou a licitação para contratar a empresa que irá construir uma ponte de concreto de 59 metros sobre o Córrego Sangradouro, na divisa entre Cáceres e Nossa Senhora do Livramento, na MT-160. A obra está orçada em R$ 3,5 milhões. A licitação será realizada no dia 02 de junho, às 9h, no Siag.

A construção de outra ponte de concreto está com licitação aberta. No caso, será uma estrutura de 51 metros sobre o córrego Ribeirão Aricá na MT-499, entre os municípios de Rosário Oeste e Nova Brasilândia. A obra inclui ainda a execução dos acessos, totalizando 1,12 km. Com valor estimado de R$ 7 milhões, a licitação será realizada no dia 3 de junho.

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Todas as informações sobre as licitações realizadas pela Sinfra estão disponíveis no site da secretaria.

Asfaltamento e pontes

O Governo de Mato Grosso também conduz o maior pacote de investimentos de asfaltamento nas rodovias estaduais e das vias urbanas nos municípios, além de construir pontes de concreto, substituindo as precárias estruturas de madeiras.

Segundo dados da Sinfra, nos últimos seis anos, foram 4.620,5 quilômetros de asfalto novo em rodovias e 2.981,3 quilômetros asfaltados nas vias urbanas. Outros 1.448,8 quilômetros já estão em obras.

Também foram entregues 209 pontes de concreto no Estado, e outras 74 estão em obras, em investimentos que somam R$ 56,7 milhões.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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