Mato Grosso

Governo de MT paga prêmio a atletas que competiram nas Olimpíadas e Paralimpíadas 2024

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) finaliza, nesta quinta-feira (07.11), os pagamentos do Prêmio Olímpico aos atletas mato-grossenses que competiram nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2024.

A iniciativa do Governo de Mato Grosso premia com R$ 30 mil os esportistas classificados para os jogos, e com mais R$ 100 mil os que conquistaram medalhas em uma das duas competições.

Ana Sátila, Almir Júnior, Ana Vitória, Arthur Cavalcanti, Caroline Gomes, Erika Cheres, Isadora Lopes, Lissandra Campos e Yasmim Soares são os atletas contemplados.

Além da premiação, os nove esportistas serão homenageados no Prêmio Sabino Albertão, que é promovido pela Secel para reconhecer os destaques esportivos do ano em Mato Grosso.

Medalhistas contemplados

A meio-campista Ana Vitória conquistou, junto com a seleção brasileira de futebol feminino, a medalha de prata nas Olimpíadas 2024. Natural de Rondonópolis, a atleta foi revelada no Academia Futebol Clube. Ela defende, atualmente, o Atlético de Madrid, na Espanha.

O judoca Arthur Cavalcanti da Silva conquistou, pela primeira vez, a medalha de ouro paralímpico na categoria 90 kg, da classe J1 (atletas cegos). Bolsista do programa Olimpus do Governo de Mato Grosso, o esportista representa o Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (ICEMAT).

A terceira medalha olímpica veio com Erika Cheres Zoaga, que representa a Associação Rondonopolitana de Deficientes Visuais (ARDV) e também é bolsista do programa OlimpusMT. Após um ciclo de vitórias que foram essenciais para o ranking mundial e a classificação para a competição, a atleta assegurou a prata na categoria 70 kg da classe J1 (atletas cegos), já em sua primeira participação nos Jogos Paralímpicos.

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Outros atletas contemplados

A canoísta Ana Sátila cresceu em Primavera do Leste, município em que começou a remar ainda na infância. Principal nome da Canoagem Slalom no Brasil, a atleta se classificou para duas finais e chegou bem perto de conquistar medalhas, ficando na quarta posição no K1 (caiaque individual) e na quinta no C1 (canoa individual).

Atleta de salto triplo, Almir Cunha dos Santos, mais conhecido como Almir Júnior, nasceu em Matupá e cresceu em Peixoto de Azevedo, municípios da região Norte de Mato Grosso. Nos Jogos Olímpicos de Paris, o mato-grossense conseguiu a quinta melhor marca das eliminatórias e se classificou para a final da prova, terminando em 11º lugar.

A lutadora de taekwondo Caroline Gomes dos Santos, natural do município de Água Boa, foi outra representante mato-grossense na competição mundial. Em sua primeira participação olímpica, a atleta conquistou a vaga por ficar entre as sete melhores atletas da modalidade no mundo.

A atleta de salto em distância, Lissandra Maysa Campos, garantiu sua primeira convocação nos Jogos Olímpicos em 2024. Natural de Nossa Senhora do Livramento, a esportista também é beneficiada pelo programa OlimpusMT. Além de medalhista em competições nacionais e internacionais, Lissandra foi recordista brasileira e sul-americana na categoria sub-23 em 2023, com a marca de 6,69 m.

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A jogadora de rugby Isadora Lopes de Souza é mais uma bolsista do projeto Olimpus MT que disputou as Olimpíadas 2024. Moradora de Várzea Grande, a atleta do Melina Rugby Clube, de Cuiabá, foi convocada pela Seleção Brasileira Feminina de Rugby Sevens, que ficou em 10º lugar na competição mundial.

Yasmim de Lima Soares completa a lista de esportistas nascidos ou em atuação no Estado que competiram nas Olimpíadas 2024. Atleta do Melina Rugby Clube de Cuiabá, Yasmim jogou pela seleção brasileira feminina de rúgbi sevens em Paris.

Prêmio Técnico Olímpico

A premiação do Governo de Mato Grosso contemplou ainda os técnicos mato-grossenses convocados, ou responsáveis pela formação do atleta olímpico, com o valor de R$ 10 mil.

Nove treinadores tiveram direito ao prêmio. Entre eles, está Cida Souza de Lima, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de 1996, no salto em distância, e hoje é responsável pelos treinamentos da atleta Lissandra Campos.

Também está incluído na lista o profissional de educação física, Elves Santos de Pinho, que atua como técnico há 20 anos em Peixoto de Azevedo, e é o responsável pela formação esportiva do atleta de salto triplo, Almir Junior.

A lista completa de contemplados no Prêmio Olímpico do Governo de Mato Grosso pode ser conferida aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande

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O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.

Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.

“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.

O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.

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Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.

Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.

“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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