Mato Grosso

Governo de MT realiza mutirão para cadastrar novos beneficiários do programa SER Família

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) inicia, na próxima segunda-feira (30.6), o Mutirão Programa SER Família, com o objetivo de cadastrar novas famílias no programa de transferência de renda idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes. A ação será realizada simultaneamente em todos os municípios de Mato Grosso, em parceria com as prefeituras.

Em Cuiabá, na zona urbana, os atendimentos serão realizados até o dia 04 de julho, em cinco polos distribuídos por diferentes regiões da Capital: Ganha Tempo Ipiranga (Centro), Escola Professora Diva Hugueney Siqueira (bairro Aroeira), Ganha Tempo CPA, Escola Rafael Rueda (bairro Pedra 90) e Escola José de Mesquita (bairro Porto).

O mutirão também alcançará comunidades da zona rural da Capital, com atendimentos programados para os seguintes locais: Salão Paroquial da Igreja Católica do Distrito Coxipó do Ouro (8.7), Escola Estadual Filogônio Corrêa, Distrito da Guia (9.7) e Subprefeitura do Aguaçu (10.7). O objetivo é facilitar o acesso ao programa, especialmente às famílias que enfrentam dificuldades de deslocamento.

A partir de 12 de julho, o benefício do Programa SER Família, que antes era pago bimestralmente, passará a ser depositado todos os meses. Além disso, o valor do auxílio foi reajustado para R$ 150 por família, reforçando o compromisso com a segurança alimentar e a melhoria das condições de vida dos mato-grossenses.

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Outra mudança importante é a ampliação dos critérios de elegibilidade: agora, podem se inscrever famílias com renda per capita mensal de até R$ 218, conforme atualização dos parâmetros do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

A primeira-dama Virginia Mendes destacou o impacto social do programa e reafirmou o compromisso do Governo do Estado com a dignidade das famílias em situação de vulnerabilidade.

“O SER Família é muito mais do que um programa de transferência de renda. É um gesto de amor, um ato de empatia e esperança. Com esse programa, estamos transformando a realidade de milhares de famílias em Mato Grosso, promovendo oportunidades e dignidade. Meu coração se enche de gratidão ao ver o quanto podemos avançar quando o Governo e a sociedade caminham juntos”, declarou.

O Programa SER Família contempla diferentes públicos por meio de suas vertentes: SER Família, SER Família Criança, SER Família Idoso, SER Família Indígena e SER Família Inclusivo.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes Haagsma, reforçou a importância da iniciativa.

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“Estamos levando o Estado até as pessoas que mais precisam. O mutirão é uma grande mobilização social para garantir que ninguém fique de fora. Com a ampliação do programa, é fundamental estarmos presentes em todos os cantos do estado, ouvindo, acolhendo e garantindo acesso ao direito básico de viver com dignidade”, disse.

O mutirão será conduzido por equipes técnicas da Setasc e das prefeituras, e também prevê o pagamento de incentivo financeiro aos profissionais que atuam diretamente no atendimento das famílias: R$ 320 para assistentes sociais, pedagogos e psicólogos, e R$ 150 para agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e orientadores sociais.

Para realizar o cadastro, é necessário apresentar documentos pessoais como RG, CPF, comprovante de residência, documento com foto, código familiar do Cadastro Único e certidão de nascimento, para o cadastro no SER Família Criança.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: (65) 3613-5701, (65) 3613-5722, (65) 99233-0817 e e-mail: [email protected]

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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