Agro News

Governo do Brasil amplia ações para gestão sustentável dos recursos pesqueiros

Publicado

Os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Pesca e Aquicultura (MPA) publicaram, em 13 de março de 2026, portaria interministerial que estabelece diretrizes para fortalecer a gestão sustentável da pesca no Brasil. A iniciativa integra os esforços do Governo do Brasil para aprimorar o monitoramento e o ordenamento dos recursos pesqueiros no país, além de reforçar o compromisso nacional com a conservação dos ecossistemas aquáticos e o uso sustentável da biodiversidade. 

medida busca fortalecer a produção e a análise de dados pesqueiros, aprimorar os instrumentos de monitoramento e promover práticas que assegurem a sustentabilidade dos recursos pesqueiros. 

Na avaliação da secretária nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, a gestão compartilhada da pesca representa um marco na integração entre as políticas ambientais e a gestão pesqueira. “Essa portaria representa um passo importante para o estabelecimento de uma governança que organize o uso sustentável dos recursos pesqueiros, articulando conservação das espécies e dos ecossistemas, desenvolvimento econômico e inclusão social de comunidades pesqueiras”.  

Leia mais:  Alta Mogiana vê etanol de milho como vetor de previsibilidade e pede segurança jurídica no RenovaBio

portaria prevê a adoção de critérios técnicos e científicos para subsidiar a gestão sustentável dos estoques pesqueiros, considerando também os conhecimentos tradicionais de pescadoras e pescadores. A integração entre diferentes fontes de informação, como pesquisas, programas de monitoramento e bases de dados existentesé um dos eixos da medida. 

A norma também estabelece a atuação conjunta do MMA e do MPA na coordenação das ações, com a participação de instituições de pesquisa, órgãos federais, entidades representativas do setor e organizações da sociedade civil. O modelo colaborativo busca ampliar a transparência e a efetividade das decisões relacionadas à pesca no país.  

Acesse a Portaria Interministerial MPA/MMA nº 53/2026 aqui  

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

Publicado

O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

Leia mais:  Centro-Sul amplia moagem de cana e vendas de etanol em janeiro, aponta Unica

Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

Leia mais:  Agronegócio brasileiro mostra resiliência e pode alcançar nova safra recorde mesmo com crédito restrito


Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana