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Governo do Brasil lança edital de concessão da Floresta Nacional de Balata-Tufari e amplia manejo sustentável na Amazônia

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O Governo do Brasil lançou, na última quarta-feira (10/6), o edital de concessão florestal da Floresta Nacional (Flona) de Balata-Tufari, no Amazonas. A iniciativa, coordenada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), integra o conjunto de medidas voltadas à proteção socioambiental e ao desenvolvimento sustentável na área de influência da BR-319, rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), anunciado em maio. 

Com 1,07 milhão de hectares, a Flona de Balata-Tufari terá cerca de 268 mil hectares destinados ao manejo florestal sustentável por meio de concessão. Estruturado em três Unidades de Manejo Florestal (UMFs), o projeto resultará em três contratos com vigência de 37 anos.  

Com a nova concessão, a área de florestas públicas federais sob manejo sustentável passará de 1,58 milhão para cerca de 1,85 milhão de hectares, uma ampliação de aproximadamente 17%. O modelo permite a produção de madeira de origem legal e rastreável sem conversão da cobertura florestal, atendendo à demanda do mercado ao mesmo tempo em que combate à exploração ilegal dos recursos naturais e mantém a floresta em pé. 

O secretário-executivo adjunto do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Guilherme Checco, enfatizou o manejo florestal sustentável como uma ferramenta estratégica para a conservação ambiental e o desenvolvimento econômico da Amazônia. Com a concessão da Flona de Balata-Tufari, ampliamos a área de florestas federais sob manejo sustentável, fortalecemos a economia florestal e criamos condições para que a floresta em pé continue gerando emprego, renda e desenvolvimento. Essa iniciativa reforça o compromisso do Governo do Brasil com a proteção da Amazônia e com a meta de zerar o desmatamento até 2030”, destacou. 

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Ao longo do período contratual, a expectativa é atrair cerca de R$ 300 milhões em investimentos privados e gerar 1.236 empregos, sendo 412 diretos e 824 indiretos. A previsão é de uma produção anual de aproximadamente 134 mil metros cúbicos de madeira proveniente de manejo sustentável realizado sob rigorosos critérios técnicos, sociais e ambientais. 

A concessão adota técnicas de manejo de baixo impacto, com planejamento prévio da infraestrutura necessária, incluindo estradas e pátios de estocagem, além de corte direcionado para minimizar os efeitos sobre a vegetação remanescente. O modelo busca promover a geração de emprego e renda, fortalecer a bioeconomia e assegurar a manutenção da floresta em pé. 

A medida também contribui para a proteção dos territórios e dos modos de vida dos povos indígenas Juma e Mura, além de fortalecer a governança ambiental em uma das regiões mais estratégicas para a conservação da Amazônia. 

Para o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Garo Batmanian, a concessão representa um avanço na política de uso sustentável das florestas públicas brasileiras. “A concessão da Flona de Balata-Tufari demonstra que é possível conciliar conservação ambiental, desenvolvimento econômico e geração de oportunidades para as populações locais. Estamos ampliando a área de florestas públicas sob manejo sustentável e fortalecendo a bioeconomia”, destacou. 

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A região de influência da BR-319, localizada entre os rios Purus e Madeira, concentra uma das áreas de maior integridade ambiental da Amazônia. As medidas anunciadas pelo Governo do Brasil para o território buscam compatibilizar a preservação ambiental com a melhoria da infraestrutura de transporte, fortalecendo o controle do desmatamento, a governança territorial e o desenvolvimento sustentável. 

O projeto de concessão é resultado da atuação conjunta do Serviço Florestal Brasileiro, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Casa Civil da Presidência da República. 

Participação social 

A estruturação da concessão contou com ampla participação da sociedade. Foram realizadas audiências públicas nos municípios de Lábrea e Canutama (AM), além de reunião técnica virtual e consulta pública aberta entre agosto e setembro de 2022. As contribuições recebidas subsidiaram o aprimoramento do modelo e das condições previstas no edital.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Juros altos impulsionam consórcio rural e mudam estratégia financeira dos produtores do agronegócio

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O cenário de juros elevados e maior rigor na concessão de crédito está acelerando uma transformação importante na gestão financeira do agronegócio brasileiro. Diante do aumento dos custos de financiamento e das dificuldades de acesso às linhas tradicionais, produtores rurais têm buscado alternativas para manter investimentos, modernizar operações e preservar o fluxo de caixa.

Entre as modalidades que mais ganham espaço está o consórcio rural, que vem sendo incorporado ao planejamento financeiro de propriedades e empresas do setor como uma ferramenta estratégica para aquisição de máquinas, equipamentos e renovação de frota.

A mudança reflete uma postura cada vez mais profissionalizada dos agentes do agro, que passaram a analisar o crédito não apenas como uma fonte de recursos, mas como um elemento decisivo para a rentabilidade e a sustentabilidade do negócio.

Crédito mais caro aumenta pressão sobre o setor

O ambiente econômico de 2026 continua desafiador para quem depende de financiamento para investir na atividade rural.

As taxas de juros das operações de crédito rural com recursos livres permanecem elevadas, acompanhando a política monetária restritiva adotada para o controle da inflação. Ao mesmo tempo, produtores enfrentam aumento dos custos com insumos, máquinas, combustíveis, logística e seguros.

Esse conjunto de fatores tem elevado a pressão sobre as margens do setor e exigido maior atenção ao planejamento financeiro das propriedades.

Além disso, as limitações relacionadas ao crédito subvencionado previstas no Plano Agrícola e Pecuário 2025/26 ampliaram a necessidade de fontes complementares de financiamento, especialmente para médios produtores que buscam expandir ou modernizar suas operações.

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Consórcio rural ganha protagonismo no campo

Nesse contexto, o consórcio rural passou a ocupar posição de destaque entre as alternativas de financiamento utilizadas pelo agronegócio.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam crescimento expressivo do segmento de máquinas agrícolas, impulsionado pela busca de produtores por modalidades que ofereçam previsibilidade financeira e menor impacto imediato sobre o orçamento.

A principal vantagem do modelo está na possibilidade de programar investimentos sem a incidência de juros bancários tradicionais, permitindo um planejamento de longo prazo mais alinhado aos ciclos produtivos do setor agropecuário.

Com isso, o consórcio deixou de ser visto apenas como uma alternativa eventual e passou a integrar estratégias patrimoniais de produtores que buscam expandir a capacidade produtiva com maior equilíbrio financeiro.

Gestão financeira se torna diferencial competitivo

A pressão sobre os custos e a volatilidade dos mercados têm levado os produtores a adotar uma visão mais estratégica sobre o uso do crédito.

O foco já não está apenas na ampliação da produção, mas também na proteção da rentabilidade e da capacidade de investimento ao longo dos anos.

Especialistas destacam que decisões financeiras inadequadas podem comprometer margens, reduzir a competitividade da propriedade e limitar futuras oportunidades de crescimento.

Por isso, cresce a adoção de modelos de gestão financeira mais técnicos, com análise detalhada de custos, projeções de fluxo de caixa e diversificação das fontes de financiamento.

Produtores combinam diferentes modalidades de crédito

Outra tendência observada no agronegócio é a utilização combinada de instrumentos financeiros.

Em vez de depender exclusivamente de financiamentos bancários, muitos produtores têm associado linhas de crédito tradicionais, consórcios e operações estruturadas para equilibrar capital de giro e investimentos de longo prazo.

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Essa estratégia reduz a exposição aos custos financeiros elevados e permite maior flexibilidade na administração dos recursos da propriedade.

Ao distribuir os investimentos entre diferentes modalidades, o produtor consegue preservar liquidez e manter projetos de expansão mesmo em períodos de maior restrição de crédito.

Profissionalização financeira avança no agronegócio

O fortalecimento do consórcio rural e de outras soluções financeiras evidencia uma nova fase do agronegócio brasileiro, marcada pela profissionalização da gestão econômica das propriedades.

O crédito passa a ser tratado como uma ferramenta estratégica de crescimento, integrada ao planejamento operacional e à gestão de riscos do negócio rural.

Especialistas avaliam que essa tendência deve continuar nos próximos anos, especialmente enquanto o custo do dinheiro permanecer elevado no país.

Perspectiva é de crescimento das alternativas financeiras

A expectativa do mercado é que o uso de consórcios, crédito estruturado e planejamento financeiro continue avançando no campo.

Com produtores cada vez mais atentos à previsibilidade dos investimentos e à preservação do caixa, modalidades que oferecem maior controle financeiro tendem a ganhar espaço dentro da estratégia de expansão do agronegócio.

O movimento demonstra que o setor busca crescer de forma sustentável, combinando aumento de produtividade, modernização tecnológica e gestão financeira mais eficiente para enfrentar os desafios de um ambiente econômico cada vez mais complexo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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