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Governo do Brasil lança painel de monitoramento de agrotóxicos nos recursos hídricos e vida aquática

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O Governo do Brasil lançou, nesta segunda-feira (11/5), o Painel de Monitoramento de Agrotóxicos nos Recursos Hídricos. Construída pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) com base em monitoramento e metodologia desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Meio Ambiente (Embrapa Meio Ambiente), a plataforma inédita reúne 213 amostras de diferentes bacias hidrográficas do país, permitindo um acompanhamento sólido da ocorrência dessas substâncias na vida aquática. 

Acesse aqui o Painel de Monitoramento de Agrotóxicos nos Recursos Hídricos

O objetivo do painel é realizar a avaliação de risco para proteção da vida aquática e ampliar a transparência e o acesso à informação, além de qualificar o debate e apoiar a tomada de decisão por parte de gestores, pesquisadores e sociedade a respeito do tema. 

A plataforma é uma das entregas prioritárias do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (PRONARA), instituído pelo Decreto nº 12.538/2025, e representa avanço institucional relevante ao consolidar uma base nacional de dados ambientais capaz de subsidiar políticas públicas baseadas em evidências científicas e apoiar o aperfeiçoamento contínuo dos instrumentos de prevenção, monitoramento e controle ambiental.

“Trata-se de uma iniciativa construída com forte base científica, o que é muito importante. Esse é um tema que precisamos trabalhar com muita responsabilidade, porque o Brasil é uma potência agrícola global. Mas, sabemos que, no século XXI, competitividade e sustentabilidade não podem mais caminhar separados. Produzir alimentos exige também proteger a água, a biodiversidade, os territórios e a saúde humana”, destacou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, durante evento de lançamento do evento. 

Capobianco enfatizou ainda o papel social da plataforma. “Estamos oferecendo à sociedade brasileira uma plataforma pública de transparência e inteligência ambiental que permitirá acompanhar tendências, identificar riscos, e orientar ações preventivas”, afirmou.

Também presente no evento, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, apontou a importância dos resultados já percebidos com o painel. “Com base nos dados, conseguimos perceber onde são as culturas e os locais em que existe maior nível de contaminação por agrotóxicos e derivados. Esse conjunto de informações, agora disponíveis, oferece um mapa confiável para que a gente possa dar a dimensão que o problema tem”, disse Machiaveli.

O Painel de Monitoramento de Agrotóxicos nos Recursos Hídricos possui dados de coletas realizadas desde 2024, com mais de 10,4 mil análises em 63 pontos distribuídos pelo país, que revelaram a presença de 49 tipos de agrotóxicos nos cursos d’água. A frequência geral de detecção foi de 7,2%, patamar considerado baixo frente ao universo de avaliações realizadas. 

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Os resultados evidenciam a importância das políticas públicas, dos mecanismos de fiscalização, do monitoramento ambiental e, especialmente, da robusta avaliação de risco ambiental conduzida no processo de registro de agrotóxicos no país. Nesse sistema, cabe ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) coordenar o processo administrativo de registro; à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), realizar a avaliação toxicológica e dos riscos à saúde humana; e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), conduzir a avaliação ambiental, incluindo os impactos potenciais sobre fauna, flora, recursos hídricos e ecossistemas.

Próximos passos

Os dados reunidos no painel são fundamentais para ampliar os esforços para a redução dos riscos ambientais associados à presença de agrotóxicos em recursos hídricos, especialmente em relação à proteção da vida aquática. O monitoramento contínuo permitirá a compreensão mais adequada das tendências de ocorrência dessas substâncias, a identificação de cenários prioritários e o apoio à adoção de medidas preventivas e corretivas, fortalecendo a integração entre proteção do meio ambiente e da saúde e produção agrícola na construção de soluções sustentáveis para o país.

“O painel é fundamental para que a gente possa avançar no controle social das informações sobre o uso de agrotóxicos e os impactos para o meio ambiente e a saúde humana. Não conseguimos transformar uma realidade se não temos uma base científica confiável sobre o que acontece”, pontuou a secretária nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretária-Geral da Presidência da República (SGPR), Kelli Mafort.

O diretor-presidente interino da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Leonardo Goes, salientou a importância da pesquisa ter sido realizada nos recursos hídricos. “A qualidade da água é um dos pilares da segurança hídrica. Monitorar a presença de contaminantes em corpos hídricos é fundamental, não apenas para a preservação ambiental, mas também para proteger o abastecimento humano, a produção de alimentos e o desenvolvimento de atividades econômicas estratégicas, entre elas a aquicultura e a piscicultura”, afirmou.

O PRONARA é a política pública que traz respostas para o enfrentamento a essa questão. Seu decreto de criação, publicado em junho de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabelece, entre os objetivos do programa, a redução gradual e contínua do uso de agrotóxicos, principalmente os altamente perigosos ao meio ambiente e extremamente tóxicos para a saúde. Entre as atribuições previstas para o MMA está justamente a elaboração de diretrizes nacionais para monitoramento de agrotóxicos em matrizes ambientais, como água, solo e sedimentos.   

Nos próximos anos, o PRONARA prevê a ampliação das redes de monitoramento ambiental e laboratorial, o fortalecimento da vigilância em saúde e da transparência de dados, o incentivo ao desenvolvimento e uso de bioinsumos e alternativas de menor risco, além do aperfeiçoamento contínuo dos instrumentos regulatórios, de fiscalização e avaliação de risco. O programa também contempla ações de capacitação, pesquisa científica, integração entre órgãos públicos e promoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, com foco na diminuição gradual dos riscos associados ao uso de agrotóxicos e na proteção da saúde humana e do meio ambiente. 

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Metodologia 

O foco do painel são os recursos hídricos superficiais, permitindo acompanhar a presença de agrotóxicos em rios e cursos d’água, associados às principais regiões produtoras do país. Para cada ponto amostral, foram delimitadas as respectivas bacias hidrográficas e áreas de drenagem, permitindo integrar informações sobre uso do solo, dinâmica hidrológica e ocorrência de agrotóxicos em água superficial.

“Entendemos que só vamos conseguir avançar nos desafios com ciência, com conhecimento. A gente só consegue gerenciar aquilo que a gente conhece e só conhecemos aquilo que a gente mede. Esse é um passo maduro do Governo do Brasil para que, a partir daqui, se desdobrem iniciativas”, refletiu o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente, Robson Barizon.

Os 63 pontos de monitoramento se distribuem por todos os estados brasileiros, levando em conta a representatividade agrícola, o uso predominante da terra e a vulnerabilidade ambiental das bacias hidrográficas monitoradas.

Também foram priorizados ingredientes ativos, considerando critérios como volume de comercialização no país, tendência de ocorrência em água e relevância regulatória. 

Entre as substâncias com maior frequência de detecção nas análises, destacam-se herbicidas como S-metolacloro, ametrina, tebuthiuron e atrazina, amplamente utilizados no manejo de plantas daninhas em culturas como milho, cana-de-açúcar e soja. 

Entre os inseticidas, o acefato, empregado no controle de insetos em culturas como algodão, soja, hortaliças e cítricos, apresentou maior frequência de ocorrência, enquanto a azoxistrobina, utilizada como fungicida em diversas culturas agrícolas, como soja, milho, café, frutas e hortaliças, se destacou entre os fungicidas. 

Os dados indicam diferenças relevantes entre os usos da terra monitorados. As áreas associadas à cultura de cítricos apresentaram maior frequência de detecção, enquanto as áreas de pastagem registraram os menores índices.

Participou também do evento de lançamento do Painel a subprocuradora-geral da República do Ministério Público Federal, Luiza Frischeisen.


Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Em painel da FAO em Roma, é apresentado relatório que mostra crescimento mundial da Pesca e Aquicultura

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Ao participar nesta segunda-feira (08) da 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (COFI37), em Roma, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “A participação no Comitê integra a estratégia do MPA de ampliar o diálogo internacional, promover o intercâmbio de experiências e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura”. A missão brasileira participou de um espaço dinâmico de debates rápidos e informais que funciona como uma plataforma paralela às sessões plenárias oficiais. O Ministério da Pesca e Aquicultura também formalizou dois Memorandos de Entendimento (MdE) para ampliar a cooperação em pesca e aquicultura: um entre o MPA e a FitI e outro entre Brasil e Itália.

Durante a programação, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da presença brasileira no principal fórum internacional dedicado às políticas de pesca e aquicultura e da construção de parcerias com outros países e instituições. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo Brasil com reforço para a necessidade de aproximar produção, sustentabilidade, ciência e segurança alimentar. “O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional”, afirmou o ministro.

Brasil e Itália ampliam parceria

Um dos principais momentos da agenda desta terça-feira foi a assinatura do Memorando de Entendimento entre Brasil e Itália na área de pesca e aquicultura. O acordo estabelece uma agenda de cooperação entre os dois países, com possibilidade de intercâmbio de conhecimentos, experiências e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável das atividades pesqueiras e aquícolas.

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Para o MPA, a parceria representa uma oportunidade de fortalecer a troca de conhecimentos e aproximar instituições brasileiras e italianas em temas estratégicos para o setor. A cooperação internacional também contribui para ampliar a participação do Brasil nas discussões sobre sustentabilidade dos recursos pesqueiros, inovação, desenvolvimento da aquicultura e segurança alimentar.

MPA também assina MdE com a FitI

Outro acordo firmado durante a missão foi o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Iniciativa de Transparência nas Pescas (Fisheries Transparency Initiative – FitI). A FitI é uma parceria global multissetorial que visa tornar a gestão da pesca marinha mais transparente, sustentável e responsável. Fundada em 2015, ela funciona por meio de um esforço conjunto entre governos, empresas pesqueiras e a sociedade civil, fornecendo um padrão único para a publicação de dados confiáveis sobre o setor pesqueiro.

A parceria amplia o diálogo institucional e abre espaço para ações conjuntas de interesse do setor, com foco no intercâmbio e na cooperação em pesca e aquicultura. A assinatura dos dois documentos reforça a atuação do MPA no cenário internacional e a busca por parcerias que possam contribuir para o desenvolvimento do setor no Brasil.

Pesca e aquicultura brasileiras no debate internacional

A participação brasileira no COFI37 ocorre em um momento de fortalecimento das políticas nacionais para a pesca e a aquicultura. Entre os temas defendidos pelo Brasil estão o desenvolvimento sustentável da produção, a valorização da pesca artesanal, o fortalecimento das comunidades pesqueiras, a ampliação da aquicultura e a construção de políticas públicas baseadas em ciência e dados.

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Durante a missão em Roma, o ministro também destacou a importância de garantir que o debate internacional considere a realidade dos pescadores e produtores e contribua para transformar os compromissos assumidos em ações concretas.

“Precisamos fortalecer a cooperação e compartilhar experiências para que possamos avançar na construção de uma pesca e uma aquicultura cada vez mais sustentáveis”, afirmou Edipo.

A programação do MPA em Roma segue ao longo da semana, com participação nas discussões do COFI37 e em reuniões bilaterais voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional e à promoção da pesca e da aquicultura brasileiras.  Também será discutido, ainda hoje, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR). Nesse contexto, o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) aparece como um dos principais instrumentos para combater a pesca INDNR, especialmente por meio do controle da entrada de embarcações e do compartilhamento de informações entre os países.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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