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Governo do Brasil publica documentos do Plano Clima Adaptação

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou, nesta sexta-feira (13/2), a Estratégia Nacional de Adaptação e seus 16 Planos Setoriais e Temáticos que integram o Plano Clima, consolidando as diretrizes e as estratégias de adaptação. 

O Plano Clima é o guia de implementação da meta climática nacional sob o Acordo de Paris (a NDC, na sigla em inglês), pela qual o Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% de suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035 em relação a 2005.

Acesse aqui os documentos do Plano Clima Adaptação

Os documentos estabelecem diretrizes, objetivos, metas e ações voltadas à redução de vulnerabilidades e ao fortalecimento da capacidade adaptativa do país, em articulação com diferentes setores e entes federativos. Também reconhecem que os efeitos da mudança do clima atingem de forma desigual a população brasileira, com maior impacto sobre grupos socialmente mais vulneráveis. 

Com 84,5% do total de municípios brasileiros e 324,6 milhões de pessoas afetados por desastres na última década, a adaptação é orientada pelos princípios da justiça climática, da proteção dos direitos humanos, da inclusão social e da redução das desigualdades, buscando apresentar uma resposta abrangente e sensível às particularidades de cada comunidade, setor e região, observando a intersetorialidade do problema.

Coordenada pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a elaboração do Plano Clima Adaptação foi construída por meio de processo participativo e interinstitucional, no âmbito do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), sob a presidência da Casa Civil da Presidência da República (CC/PR). 

O processo contou com envolvimento de órgãos e entidades da administração pública federal, representantes de governos estaduais e municipais, comunidade científica, sociedade civil, setor produtivo e demais atores estratégicos.

Cerca de 6 mil pessoas e 700 instituições foram mobilizadas presencialmente. Além de consultas públicas, oficinas técnicas, reuniões setoriais e temáticas, webinários e plenárias nas cinco regiões do país, a participação social foi impulsionada pela Plataforma Brasil Participativo, garantindo transparência, pluralidade de contribuições e alinhamento às realidades territoriais do país. A plataforma registrou cerca de 300 mil acessos e, na fase de consulta pública, somou mais de 3.600 contribuições aos documentos.

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O que o Plano Clima Adaptação estabelece

A partir de um diagnóstico sobre os principais impactos da mudança do clima para os próximos dez anos, a Estratégia Nacional de Adaptação (ENA) contextualiza a agenda climática no Brasil e no mundo, indicando as diretrizes, os objetivos e as metas nacionais a serem seguidos pelo Governo do Brasil, bem como por estados e municípios em seus planos de adaptação, conforme estabelecido no artigo 6º da Lei nº 14.904, de 27 de junho de 2024, fortalecendo a articulação entre os diferentes níveis de governo. 

O documento apresenta conceitos técnicos e a base metodológica que orientaram sua construção e a dos Planos Setoriais e Temáticos, com ênfase na abordagem de risco climático e no ciclo iterativo da adaptação, além dos normativos, compromissos internacionais e marcos legais relevantes. 

Os 16 Planos Setoriais e Temáticos de Adaptação abrangem áreas fundamentais para a proteção da população, dos territórios e das atividades econômicas:

  • Agricultura e Pecuária

  • Agricultura Familiar

  • Biodiversidade

  • Cidades

  • Energia

  • Igualdade Racial e Combate ao Racismo

  • Indústria e Mineração

  • Oceano e Zona Costeira

  • Povos e Comunidades Tradicionais

  • Povos Indígenas

  • Recursos Hídricos

  • Redução e Gestão de Riscos e de Desastres

  • Saúde

  • Segurança Alimentar e Nutricional

  • Transportes

  • Turismo

Além disso, o Plano está estruturado em:

  • 13 diretrizes nacionais;

  • 9 objetivos nacionais;

  • 12 metas nacionais;

  • 51 objetivos setoriais e temáticos;

  • 312 metas setoriais e temáticas;

  • 810 ações voltadas à redução dos impactos climáticos.

O Plano Clima Adaptação traz a meta de atendimento com obras de prevenção de riscos de desastres, a ampliação em 180 mil hectares da cobertura vegetal em áreas urbanas,100% da carteira de investimentos em infraestrutura contratada pelo Governo do Brasil considerando os riscos climáticos, redução em pelo menos 30% as interrupções operacionais causadas por eventos climáticos em infraestruturas federais de transportes e a redução para 7,5% o total de municípios com nível de segurança hídrica mínimo. De acordo com as metas estabelecidas, o Brasil pretende erradicar a insegurança alimentar e nutricional grave até 2035. 

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Justiça Climática 

O Plano Clima Adaptação prioriza a adaptação centrada nas pessoas, focando na redução de vulnerabilidades e na erradicação de desigualdades que perpetuam a pobreza e agravam os riscos associados à mudança do clima. Para tanto, a busca pela adaptação transformativa é essencial, não apenas para responder à mudança climática, mas também para reconfigurar os atributos fundamentais dos sistemas naturais e humanos. 

Considerando a diversidade do Brasil e a realidade desigual que permeia a sociedade, vê-se a justiça climática como eixo norteador desse Plano em todo o ciclo iterativo da adaptação, buscando a identificação de como os riscos climáticos afetam diferentes populações e territórios. 

Esta abordagem envolve a integração de temas transversais, como igualdade de gênero, mobilidade humana, racismo ambiental, Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE) e cobenefícios com a mitigação de gases do efeito estufa.

Reconhece também a necessidade do fortalecimento do Federalismo Climático como chave para a implementação multissetorial e multinível do Plano Clima, considerando o território como a base das demandas sociais e onde, de fato, as políticas públicas se materializam. Sendo assim, tem como meta nacional garantir que todos os estados e ao menos 35% dos municípios brasileiros tenham Planos de Adaptação até 2035. 

Para orientar a implementação das ações de adaptação no âmbito federal, o Plano levou em conta as possibilidades reais de financiamento e os recursos oriundos do orçamento público e fundos especialmente constituídos, em consonância com o planejamento governamental do Plano Plurianual, já destinados aos ministérios responsáveis pela execução dessas políticas. 

Para as ações que ainda não contam com fontes de financiamento, espera-se que o Plano de Adaptação se traduza numa carteira de projetos em potencial e venha a subsidiar outros instrumentos fiscais e orçamentários para assegurar a execução e o monitoramento de iniciativas que promovam a resiliência climática no país. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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China reconhece Brasil como livre de febre aftosa e abre novas oportunidades para exportações de carne bovina e suína

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O governo da China anunciou nesta terça-feira (2) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa, suspendendo oficialmente as restrições sanitárias que ainda incidiam sobre regiões do Norte do Brasil. A medida representa um avanço estratégico para o agronegócio nacional e amplia o potencial de exportação de produtos de origem animal para o mercado chinês.

O comunicado foi divulgado pela Administração Geral das Alfândegas da China e marca um importante capítulo na relação comercial entre os dois países, especialmente para os setores de carne bovina e suína.

Decisão amplia acesso da carne brasileira ao mercado chinês

Em nota conjunta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) destacaram que a decisão deverá ampliar significativamente as oportunidades de exportação de produtos bovinos e suínos brasileiros.

Entre os itens que poderão se beneficiar estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que possuem forte demanda no mercado asiático.

Segundo o governo brasileiro, a conquista é resultado de mais de 20 anos de negociações técnicas e diplomáticas entre os dois países.

“O reconhecimento sanitário representa um marco para a pecuária brasileira e reforça a confiança internacional nos sistemas de controle e vigilância sanitária do país”, destacou o comunicado oficial.

China é principal destino da carne bovina brasileira

A importância da decisão ganha ainda mais relevância diante do peso da China nas exportações do agronegócio brasileiro.

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O país asiático é atualmente o maior importador mundial de carne bovina e respondeu por mais da metade das exportações brasileiras do produto em 2025.

Somente no primeiro trimestre deste ano, as compras chinesas de carne bovina brasileira somaram quase US$ 3 bilhões, consolidando o país como principal parceiro comercial do setor pecuário nacional.

O reconhecimento sanitário tende a fortalecer ainda mais essa relação, abrindo espaço para ampliação do volume embarcado e para a diversificação dos produtos exportados.

Negociações ganharam força após agenda bilateral

O anúncio ocorre após uma série de reuniões entre autoridades brasileiras e chinesas realizadas nos últimos meses.

A decisão foi divulgada pouco depois da visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a Pequim, onde participou de encontros no âmbito do chamado “Diálogo Estratégico Brasil-China”.

Também em maio, durante missão oficial ao país asiático, o ministro da Agricultura, André de Paula, reforçou o interesse brasileiro em ampliar a participação da carne nacional no mercado chinês.

Na ocasião, o governo brasileiro chegou a solicitar a redistribuição de cotas de importação não utilizadas por outros países exportadores. Embora o pedido não tenha sido aceito pelas autoridades chinesas, as negociações avançaram em outras frentes sanitárias e comerciais.

Reconhecimento reforça credibilidade sanitária do Brasil

O reconhecimento de todo o território nacional como livre de febre aftosa é considerado uma importante validação dos programas de defesa agropecuária implementados pelo Brasil nos últimos anos.

A medida fortalece a imagem do país como fornecedor confiável de proteína animal e pode contribuir para novas habilitações sanitárias em outros mercados internacionais.

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Especialistas do setor avaliam que a decisão poderá gerar impactos positivos não apenas para a carne bovina, mas também para a cadeia suinícola, que busca ampliar sua presença no mercado asiático.

China também enfrentou focos da doença em 2026

O anúncio ocorre em um contexto de atenção global à sanidade animal. No fim de março deste ano, a própria China registrou surtos de febre aftosa em rebanhos localizados na província de Gansu e na região de Xinjiang.

As autoridades chinesas confirmaram casos da doença em 219 bovinos pertencentes a dois rebanhos que somavam mais de 6 mil animais.

Após os registros, o governo chinês reforçou os controles sanitários nas fronteiras, acelerou processos de aprovação de vacinas e adotou medidas de contenção, incluindo abate sanitário e protocolos de desinfecção.

Agronegócio brasileiro ganha competitividade internacional

Com a retirada das restrições sanitárias e o reconhecimento oficial do status livre de febre aftosa, o Brasil fortalece sua posição como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.

A expectativa do setor é que a medida contribua para ampliar os embarques aos chineses nos próximos meses, agregando valor às exportações e reforçando a competitividade da pecuária brasileira em um dos mercados mais estratégicos do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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