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Governo federal abre consulta pública sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia

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O governo federal iniciou nesta quinta-feira (4/9) a segunda etapa da consulta pública do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). A iniciativa é conduzida pela Comissão Nacional de Bioeconomia, da qual o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participa junto com outros 16 ministérios e 17 instituições representativas da sociedade civil. A sociedade brasileira pode contribuir com sugestões sobre eixos prioritários, metas, indicadores, capítulos transversais e mecanismos de governança até 4 de outubro, pela plataforma Brasil Participativo. 

“A elaboração do plano representa uma oportunidade histórica para o Brasil definir as prioridades nacionais para os próximos dez anos”, destacou a secretária Nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta. “É um plano de futuro que começa hoje, criando adicionalidade para diferentes setores com enorme potencial de se desenvolver a partir do uso sustentável da natureza e da biodiversidade brasileira, com a transição para sistemas produtivos regenerativos, capazes de conservar e restaurar os serviços ecossistêmicos”, completou. 
 
O PNDBio é o principal instrumento de planejamento para a bioeconomia no Brasil. A iniciativa visa transformar a biodiversidade em base de desenvolvimento sustentável, aproveitando vantagens únicas do país, como a maior biodiversidade do planeta, a matriz energética renovável, os conhecimentos tradicionais e a infraestrutura científica consolidada. 
 
A secretária explicou ainda que a agenda abre caminho para um novo mercado de trabalho, com geração de emprego e renda em áreas que despontam como fronteiras globais de desenvolvimento. “A bioeconomia alia biodiversidade e tecnologia avançada, posicionando o Brasil como protagonista de um modelo de desenvolvimento que concilia conservação ambiental, justiça social e prosperidade econômica para os negócios e as pessoas nos territórios”, pontuou.  

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As cinco missões em consulta abrangem desde produtos de saúde — como fitoterápicos e cosméticos — até soluções industriais avançadas, incluindo biocombustíveis e bioquímicos renováveis. Entre as metas, estão ampliar a participação de produtos fitoterápicos no mercado nacional, implementar biorrefinarias em cooperativas rurais, aumentar a produção de insumos químicos renováveis em parques industriais e diversificar espécies cultivadas com foco na biodiversidade nativa. 

Participação da sociedade 

A consulta está disponível para contribuições de todos os segmentos da sociedade: setor produtivo, academia, organizações da sociedade civil, povos indígenas, comunidades tradicionais e cidadãos interessados. “A construção participativa é fundamental para garantir que o plano reflita as necessidades dos territórios e promova uma bioeconomia verdadeiramente inclusiva e sustentável”, enfatizou a diretora de Políticas de Estímulo à Bioeconomia da Secretaria Nacional de Bioeconomia do MMA, Bruna De Vita. 

A segunda consulta complementa as etapas anteriores, que trataram especificamente da sociobioeconomia e da política de pagamento por serviços ambientais. 

Próximos passos 

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Após o encerramento da consulta, as contribuições serão analisadas pela Comissão Nacional de Bioeconomia (CNBio) e incorporadas à versão final do PNDBio. O plano estabelecerá metas e indicadores específicos para o período 2025-2035, orientando investimentos e políticas públicas para consolidar a bioeconomia. 

O PNDBio integra o Plano de Transformação Ecológica do governo federal e dialoga com outras iniciativas estratégicas, como o Plano Clima e a Nova Indústria Brasil, ação que reforça o compromisso brasileiro com o desenvolvimento sustentável e os acordos internacionais de clima e biodiversidade. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil e Honduras discutem parceria estratégica para modernizar a agricultura e fortalecer a segurança alimentar

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, nesta quinta-feira (4), missão oficial em Honduras com avanços na agenda de cooperação bilateral em pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, desenvolvimento rural e segurança alimentar. A programação também resultou em encaminhamentos voltados ao fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.

A missão foi liderada pelo secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e contou com a participação da embaixadora do Brasil em Honduras, Andrea Watson; da adida agrícola Priscila Rech; da chefe de gabinete da Secretaria-Executiva, Erika Ferraz; e do representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Cristian Fischer.

A programação teve início com reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária de Honduras, Moisés Molina. Durante o encontro, as autoridades discutiram oportunidades de atuação conjunta em áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor agropecuário, incluindo planejamento agrícola, inovação tecnológica, melhoramento genético e transferência de conhecimento.

A delegação brasileira também se reuniu com representantes da Dirección de Ciencia y Tecnología Agropecuaria (Dicta), principal instituição de pesquisa agropecuária hondurenha. Na ocasião, foram debatidas ações voltadas ao fortalecimento institucional, à formação de recursos humanos e à modernização dos sistemas de inovação. As discussões evidenciaram oportunidades de intercâmbio em áreas como pesquisa agropecuária, assistência técnica, sanidade animal e vegetal e adaptação às mudanças climáticas, com potencial contribuição de instituições brasileiras como a Embrapa e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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No campo comercial, a missão também avançou em tratativas relacionadas a produtos de interesse bilateral, com destaque para farinhas de origem animal, carne de aves e carne suína. Os temas integram a agenda de ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e Honduras.

O encerramento da missão ocorreu na Presidência da República de Honduras, em reunião que reafirmou o interesse dos dois governos em aprofundar o diálogo técnico e institucional. O encontro destacou a convergência de prioridades em temas como segurança alimentar, inovação, desenvolvimento rural e modernização da agricultura.

A missão contou com o apoio do IICA, parceiro estratégico na articulação institucional e na identificação de oportunidades de trabalho conjunto. Os resultados da agenda reforçam o compromisso do Brasil com a promoção do desenvolvimento agropecuário sustentável e com o fortalecimento das relações com os países da América Central.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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