Agro News

Governo federal anuncia coalização internacional para enfrentar crimes ambientais

Publicado

O governo federal lançou na última terça-feira (4/11) a iniciativa Coalizão para Ação Multilateral contra Crimes que Afetam o Meio Ambiente, que reúne governos e organizações para consolidar uma rede de apoio internacional de combate a crimes ambientais transnacionais.

O anúncio contou com a presença do Príncipe de Gales, do Reino Unido, William, e das ministras do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara. O ato ocorreu na abertura da 4ª Cúpula Global Anual da United for Wildlife, no Rio de Janeiro, e integra o programa United for Wildlife, promovido pela organização The Royal Foundation, do Príncipe William.

Marina Silva celebrou a iniciativa como um “marco relevante no fortalecimento da governança global” e ressaltou que, sem uma base legal sólida, “não será possível combater de forma eficaz as redes criminosas que dilapidam nossa biodiversidade, contaminam nossos rios e exploram povos indígenas e populações locais”.

“Sabemos que crimes ambientais como a mineração ilegal e o tráfico de vida silvestre estão entre as atividades criminosas mais lucrativas do mundo, movimentando bilhões de dólares por ano e alimentando a corrupção e o crime organizado”, afirmou a ministra. “O enfrentamento a esses crimes é uma responsabilidade compartilhada entre todas as nações”, reiterou.

Leia mais:  Período chuvoso aumenta risco de pragas em pastagens e exige atenção redobrada dos pecuaristas

A Coalizão para Ação Multilateral contra Crimes que Afetam o Meio Ambiente foi proposta pelo Brasil e tem como um de seus objetivos estabelecer um marco jurídico vinculante no âmbito da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC).

O grupo tem como membros atuais Brasil, África do Sul, Bolívia, Colômbia, Gabão, Guiné Bissau, Panamá, Peru, República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe e Suriname, e segue aberto a novas adesões. Há também o apoio de organizações da sociedade civil, como a “End Wildlife Crime” e o “International Council of Environmental Law”.

Em sua fala, Marina Silva citou ainda a COP30, que terá início no próximo dia 10, em Belém, e ressaltou pilares fundamentais para a conferência. “A COP30 precisa representar um novo marco referencial, capaz de nos permitir evitar, de uma só vez, dois pontos de não retorno: climático e do multilateralismo. Nossa melhor ambição é acelerar a implementação dos compromissos já assumidos”, enfatizou Marina Silva.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Leia mais:  Acordo Mercosul-União Europeia abre novo ciclo para o comércio exterior brasileiro e pode elevar exportações em até US$ 7 bilhões

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Em painel da FAO em Roma, é apresentado relatório que mostra crescimento mundial da Pesca e Aquicultura

Publicado

Ao participar nesta segunda-feira (08) da 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (COFI37), em Roma, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “A participação no Comitê integra a estratégia do MPA de ampliar o diálogo internacional, promover o intercâmbio de experiências e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura”. A missão brasileira participou de um espaço dinâmico de debates rápidos e informais que funciona como uma plataforma paralela às sessões plenárias oficiais. O Ministério da Pesca e Aquicultura também formalizou dois Memorandos de Entendimento (MdE) para ampliar a cooperação em pesca e aquicultura: um entre o MPA e a FitI e outro entre Brasil e Itália.

Durante a programação, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da presença brasileira no principal fórum internacional dedicado às políticas de pesca e aquicultura e da construção de parcerias com outros países e instituições. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo Brasil com reforço para a necessidade de aproximar produção, sustentabilidade, ciência e segurança alimentar. “O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional”, afirmou o ministro.

Brasil e Itália ampliam parceria

Um dos principais momentos da agenda desta terça-feira foi a assinatura do Memorando de Entendimento entre Brasil e Itália na área de pesca e aquicultura. O acordo estabelece uma agenda de cooperação entre os dois países, com possibilidade de intercâmbio de conhecimentos, experiências e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável das atividades pesqueiras e aquícolas.

Leia mais:  Preço do ovo cai até 14% em abril e atinge menor nível em quatro anos, aponta Cepea

Para o MPA, a parceria representa uma oportunidade de fortalecer a troca de conhecimentos e aproximar instituições brasileiras e italianas em temas estratégicos para o setor. A cooperação internacional também contribui para ampliar a participação do Brasil nas discussões sobre sustentabilidade dos recursos pesqueiros, inovação, desenvolvimento da aquicultura e segurança alimentar.

MPA também assina MdE com a FitI

Outro acordo firmado durante a missão foi o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Iniciativa de Transparência nas Pescas (Fisheries Transparency Initiative – FitI). A FitI é uma parceria global multissetorial que visa tornar a gestão da pesca marinha mais transparente, sustentável e responsável. Fundada em 2015, ela funciona por meio de um esforço conjunto entre governos, empresas pesqueiras e a sociedade civil, fornecendo um padrão único para a publicação de dados confiáveis sobre o setor pesqueiro.

A parceria amplia o diálogo institucional e abre espaço para ações conjuntas de interesse do setor, com foco no intercâmbio e na cooperação em pesca e aquicultura. A assinatura dos dois documentos reforça a atuação do MPA no cenário internacional e a busca por parcerias que possam contribuir para o desenvolvimento do setor no Brasil.

Pesca e aquicultura brasileiras no debate internacional

A participação brasileira no COFI37 ocorre em um momento de fortalecimento das políticas nacionais para a pesca e a aquicultura. Entre os temas defendidos pelo Brasil estão o desenvolvimento sustentável da produção, a valorização da pesca artesanal, o fortalecimento das comunidades pesqueiras, a ampliação da aquicultura e a construção de políticas públicas baseadas em ciência e dados.

Leia mais:  Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde histórico em setembro/25 com crescimento de 25%

Durante a missão em Roma, o ministro também destacou a importância de garantir que o debate internacional considere a realidade dos pescadores e produtores e contribua para transformar os compromissos assumidos em ações concretas.

“Precisamos fortalecer a cooperação e compartilhar experiências para que possamos avançar na construção de uma pesca e uma aquicultura cada vez mais sustentáveis”, afirmou Edipo.

A programação do MPA em Roma segue ao longo da semana, com participação nas discussões do COFI37 e em reuniões bilaterais voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional e à promoção da pesca e da aquicultura brasileiras.  Também será discutido, ainda hoje, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR). Nesse contexto, o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) aparece como um dos principais instrumentos para combater a pesca INDNR, especialmente por meio do controle da entrada de embarcações e do compartilhamento de informações entre os países.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana