Educação

Governo federal entrega 500 moradias em Itapipoca (CE)

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O complexo residencial Vicente Antenor Ferreira Gomes, em Itapipoca (CE), foi entregue nesta segunda-feira, 3 de novembro. Com as 500 novas casas, mais de 2 mil pessoas de baixa renda serão beneficiadas. Representando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Educação, Camilo Santana, celebrou as ações no estado do Ceará que, além da habitação, contemplam também áreas como educação, ciência e tecnologia. 

O empreendimento contará, ademais, com equipamentos públicos como creche e uma unidade de saúde, além de biblioteca completa de uso coletivo. Ao todo, foram investidos cerca R$ 50 milhões por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). 

“Cuidar das pessoas é o maior legado de um governante. Para as famílias que vão morar aqui, cuidem bem dessas casas. Vocês vão poder até ampliar no futuro, aumentar o espaço se a família crescer, esse é o espaço de vocês. Agora vocês podem bater no peito e dizer que têm casa, que saíram do aluguel. Essa casa é de vocês, de direito e de fato”, afirmou Santana. 

A iniciativa integra o programa Minha Casa, Minha Vida, implementado pelo Ministério das Cidades, do governo federal. “São oito anos que as famílias esperam por esse momento. Essa obra é de 2017 e passou muito tempo parada. Mas agora, com o retorno do Minha Casa, Minha Vida, essa realidade é outra”, enfatizou o titular da pasta das Cidades, ministro Jader Filho. 

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Pessoa com deficiência visual e nova moradora do conjunto habitacional, Maria Gleiciane Morais ressalta que a casa dela é equipada com escrita em braile acima das tomadas, além de contar com acessibilidade no banheiro, de forma a atender às necessidades específicas de pessoas cegas ou com baixa visão. “Graças a Deus, com essa casa que hoje eu estou ganhando, o que antes eu destinava ao aluguel agora vai me ajudar a ter uma vida melhor. Já é um dinheirinho que sobra para investir em outra coisa, em mim”, comemorou. 

Entre as autoridades, também participaram do evento o governador do Ceará, Elmano de Freitas; o prefeito de Itapipoca, Felipe Pinheiro; e parlamentares federais e estaduais. 

Fortaleza – Ainda em agenda oficial no Ceará, o ministro participou de cerimônia, em Fortaleza, para assinatura da ordem de serviço que autorizou a construção do Conjunto Habitacional Luiz Gonzaga II, no bairro Jangurussu. O empreendimento terá 536 apartamentos, beneficiando 2.144 pessoas, com investimento que supera R$ 91 milhões. 

O novo residencial — também parte do programa Minha Casa, Minha Vida — é resultado da parceria com o Centro de Estudos e Articulação e Referência sobre Assentamentos Humanos, com a Federação de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza, e com a Sociedade Comunitária de Habitação Popular Unidos do Curió. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Ministério das Cidades 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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