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Governo federal fortalece ações de regularização ambiental e fundiária com apoio de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia

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O governo federal assinou, nesta terça-feira (9/9), em Manaus (AM), contrato no valor de R$ 150 milhões para fortalecer medidas de regularização ambiental e fundiária e assistência técnica em 48 cidades do Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia (UcM), liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Os recursos são provenientes do Fundo Amazônia, um dos principais instrumentos de execução da política ambiental e climática brasileira, coordenado pelo MMA e gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A formalização foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Prefeitos, parlamentares e gestores estaduais e municipais também participaram do evento, que incluiu a divulgação de mais R$ 79 milhões para restauração florestal e outros R$ 14 milhões para garantir água potável a comunidades tradicionais do Amazonas.

O UcM prevê ainda serviços de georreferenciamento de imóveis, inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e elaboração de projetos de recuperação de áreas degradadas. Cerca de 7 mil famílias serão beneficiadas pela ação que prioriza o fortalecimento da governança local no controle do desmatamento e na promoção do uso sustentável do solo. Os serviços serão executados pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).

O presidente Lula ressaltou que os prefeitos que participam do União com Municípios “serão premiados com dinheiro, para que eles possam ter os equipamentos necessários. É preciso drone, barco, caminhão”, pontuou. “Nós temos que fornecer o que for necessário para que as pessoas tenham condições de ajudar o mundo a preservar a Floresta Amazônica.”

Lula enfatizou a importância da atuação dos municípios no combate ao desmatamento. “São vocês, nas cidades, que sabem onde é que o calo aperta, que sabem onde estão derrubando, onde está queimando, onde está secando, então nós só temos que ajudar. Esse é o nosso papel, por isso nós viemos aqui”, explicou.

“Os novos apoios fortalecem frentes indispensáveis para a promoção do desenvolvimento sustentável na Amazônia. Primeiro, reforçam o papel dos municípios como entes fundamentais para o controle do desmatamento e incêndios no bioma e ampliam a regularidade ambiental e fundiária para que populações tradicionais e agricultores familiares atuem com maior segurança, acesso ao crédito e assistência técnica. Além disso, estimulam, em larga escala, a restauração de áreas devastadas e aplicam os recursos do Fundo Amazônia, gerados pelos bons resultados no combate ao desmatamento, em tecnologias sociais de acesso à água de qualidade para consumo humano e produção de alimentos, melhorando a qualidade de vida da população”, afirmou Marina Silva. 

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“É a prova de que a preservação da floresta pode gerar prosperidade e bem-viver para os habitantes da Amazônia”, reforçou a ministra. 

Criado em setembro de 2023, o União Com Municípios completou neste mês dois anos de existência. Promove medidas de controle e enfrentamento à degradação florestal para 81 municípios prioritários na Amazônia. Desse montante, 70 municípios já aderiram ao programa. 

“Cada real investido do Fundo Amazônia se traduz em floresta em pé, água limpa para as famílias e novas perspectivas de trabalho e renda para quem vive na Amazônia. É floresta recuperada, biodiversidade protegida e renda sustentável para milhares de famílias”, disse Aloizio Mercadante.

Na solenidade, também foi anunciada a implementação de escritórios de governança para monitoramento do desmatamento e queimadas nas 70 cidades que já aderiram ao programa. Houve a assinatura simbólica do termo de doação de equipamentos, como veículos, barcos, motos, drones e computadores, para nove municípios do Amazonas. As ações contam com recursos do Projeto Floresta+ Amazônia, conduzido pelo MMA em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e financiado pelo Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês). 

Ainda no âmbito do UcM, o governo federal realizou pagamentos por serviços ambientais (PSA), no valor de R$ 90 milhões, a agricultores familiares atendidos pelo projeto que contribuem para a manutenção dos remanescentes florestais em imóveis de até quatro módulos no bioma. Quinze produtores foram selecionados para receber recursos pelos serviços ambientais prestados. O financiamento também é oriundo do Floresta+ Amazônia.

R$ 79 milhões do Fundo Amazônia para o Restaura Amazônia 

Três novos editais do programa Restaura Amazônia, no valor total de R$ 79 milhões, também foram divulgados no evento. A medida atenderá prioritariamente unidades de conservação (UCs) localizadas na área do Arco do Desmatamento, que abrange sete estados amazônicos. Até 2,2 mil hectares de floresta devem ser recuperados, por meio de 13 projetos. A  expectativa é gerar aproximadamente 880 empregos diretos e indiretos.

Os recursos, provenientes do Fundo Amazônia, serão divididos da seguinte forma: R$ 26,9 milhões para Acre, Amazonas e Rondônia; R$ 30,7 milhões para Mato Grosso e Tocantins; e R$ 21,6 milhões para Pará e Maranhão. Os valores incluem a remuneração dos parceiros gestores do Restaura Amazônia – Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam), Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e Conservation International do Brasil (CI Brasil).

As propostas poderão ser enviadas até 10 de novembro de 2025. Já os projetos selecionados terão até 48 meses para implementação.

A iniciativa integra o projeto Arco da Restauração, parceria entre o MMA, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o BNDES para recuperar 6 milhões de hectares até 2030. 

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Lançado em 2024, o Restaura Amazônia busca reconstruir o chamado Arco do Desmatamento, transformando-o em um cinturão de proteção do bioma. A estratégia conta com R$ 450 milhões de recursos do Fundo Amazônia para restaurar unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas, Áreas de Preservação Permanente (APP) e reservas legais de assentamentos e pequenos produtores rurais. 

O programa está alinhado ao Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), instrumento do MMA para implementar a Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg). O Planaveg prevê a recuperação de até 12 milhões de hectares de áreas degradadas em todo o país.

Fundo Amazônia direciona R$ 14 milhões para garantir água potável

Ainda na cerimônia, o governo federal apresentou a contratação do projeto Memorial Chico Mendes no âmbito do programa Sanear Amazônia – Água Potável para Comunidades da Amazônia. No valor de R$ 14 milhões, o projeto, também financiado pelo Fundo Amazônia, é voltado à implantação de tecnologias sociais de acesso à água para comunidades da Amazônia Legal.

O instrumento viabiliza a instalação de sistemas pluviais multiuso de captação e tratamento de água da chuva, rio ou poço artesiano com a garantia de acesso, qualidade e quantidade para cada família atendida. A ação disponibiliza ainda sistemas familiares autônomos de captação de água da chuva do telhado para atender banheiros com fossa em três pontos de uso da água: chuveiro, pia e vaso sanitário, além de fornecer água para a pia de cozinha.    

Resultado de editais para prevenção e combate a incêndios florestais

O evento também teve a divulgação do resultado final dos editais que priorizam o fortalecimento das ações de prevenção e combate a incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal e a implementação de Centros de Educação e Cooperação Socioambiental.

O primeiro edital apoiará a implementação e execução dos Planos Operativos de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF) municipais, no valor de R$ 32 milhões, sendo R$ 12 milhões do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e R$ 20 milhões do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Ao todo, foram recebidas 62 propostas, das quais 31 foram aprovadas, de acordo com o regramento do Edital.

Já o segundo edital selecionou dois projetos, que preveem a destinação de R$ 2,5 milhões para a criação dos Centros de Educação e Cooperação Socioambiental. Mais informações aqui.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Milho em Mato Grosso: área é mantida em 7,39 milhões de hectares e produção da safra 2025/26 deve superar 52 milhões de toneladas

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A safra de milho 2025/26 em Mato Grosso segue com perspectivas positivas de produção, mesmo com a manutenção da área plantada. Segundo o Imea, a estimativa de área permanece em 7,39 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 1,83% em relação ao ciclo anterior.

Apesar da estabilidade na área, o destaque está no aumento da produtividade. A projeção de rendimento subiu 1,82% em comparação ao levantamento anterior, alcançando 118,73 sacas por hectare.

Clima favorece lavouras e impulsiona produtividade

O avanço na produtividade está diretamente ligado às condições climáticas favoráveis registradas nos últimos meses. As chuvas regulares beneficiaram principalmente as lavouras das regiões Médio-Norte, Noroeste e Oeste do estado, consideradas estratégicas para a produção.

Por outro lado, o cenário ainda exige atenção na região Sudeste de Mato Grosso, onde as lavouras, especialmente as semeadas mais tardiamente, dependem de maiores volumes de precipitação para garantir o potencial produtivo.

Dados da NOAA indicam a possibilidade de baixos índices hídricos nas próximas semanas nessas áreas, o que mantém o risco climático no radar dos produtores.

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Produção cresce e pode atingir 52,66 milhões de toneladas

Com a combinação de área estável e maior produtividade, a produção de milho em Mato Grosso para a safra 2025/26 foi revisada para cima, com estimativa de 52,66 milhões de toneladas.

O volume reforça a posição do estado como principal produtor nacional e peça-chave no abastecimento interno e nas exportações brasileiras do cereal.

Exportações enfrentam ajustes no curto prazo

Para a safra 2024/25, o Imea projeta exportações de 25,00 milhões de toneladas, alta de 5,04% em relação ao ciclo anterior. No entanto, houve revisão negativa de 3,85% frente ao relatório anterior, refletindo um ritmo mais lento de embarques entre abril e junho.

Até o momento, Mato Grosso já exportou 23,86 milhões de toneladas, restando cerca de 1,14 milhão de toneladas para atingir a estimativa.

Entre os fatores que influenciam o desempenho estão:

  • Queda do dólar
  • Desvalorização dos preços do milho
  • Tensões geopolíticas, como o conflito no Irã

Esses elementos têm impacto direto na competitividade e no ritmo de escoamento da produção.

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Safra 2025/26 deve ampliar embarques e consumo interno

Para a próxima temporada (2025/26), a expectativa é de crescimento nas exportações, que devem atingir 25,90 milhões de toneladas — avanço de 3,60% em relação à safra anterior.

No mercado interno, a demanda segue aquecida. O consumo de milho da safra 2024/25 está estimado em 18,42 milhões de toneladas, crescimento de 12,90%, impulsionado principalmente pela expansão da produção de etanol de milho e pela indústria de ração.

Já para a safra 2025/26, o consumo interno deve alcançar 20,11 milhões de toneladas, representando alta de 9,18%.

Perspectivas para o produtor

O cenário para o milho em Mato Grosso combina fundamentos positivos de produção com desafios no mercado externo. A evolução do clima nas próximas semanas, o comportamento do câmbio e o ambiente geopolítico seguirão como fatores determinantes para os preços e a rentabilidade do produtor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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