Mato Grosso

Governo investe R$ 17 milhões em modernização do Cridac

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A obra do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), está com 88% de execução.

Localizado no Centro Político Administrativo (CPA), ao lado do novo Hospital Central do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá, o Cridac passa por uma reforma de modernização, com investimento total previsto de R$ 17 milhões.

A unidade é referência em reabilitação à pessoa com deficiência em Mato Grosso: oferece serviços nas especialidades física, auditiva e intelectual, e vai melhorar o atendimento para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiências múltiplas.

Além disso, a unidade é responsável pela concessão de tecnologias assistivas (órtese, prótese, meio auxiliar e aparelho auditivo).

“O Cridac é uma unidade muito importante para o Governo de Mato Grosso, justamente pelo grande serviço desenvolvido junto às Pessoas com Deficiência. O trabalho dessa unidade transforma a vida das pessoas e proporciona mais qualidade de vida ao cidadão. Em breve, essa estrutura estará ainda mais moderna e adaptada às necessidades dos pacientes”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

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De acordo com a secretária adjunta de Obras da SES, Mayara Galvão, a equipe já terminou a modernização completa da fachada, da recepção e do estacionamento.

“O visual da frente da unidade está muito mais atual, acolhedor e funcional, com uma recepção mais confortável e acessível, garantindo melhor fluxo para pacientes, acompanhantes e servidores. O estacionamento teve a demarcação adequada das vagas, com respeito total às normas de acessibilidade”, afirmou.

Também foram feitas melhorias no jardim, pintura completa e acabamento dos corredores e consultórios, proporcionando ambientes mais claros, limpos e agradáveis.

“O setor administrativo e o auditório ainda serão reformados e vamos implantar um elevador, reforçando o compromisso com acessibilidade total, mobilidade segura, inclusão e dignidade para usuários e profissionais”, destacou.

A diretora do Cridac, Suely Souza, também considera que a modernização do Cridac vai proporcionar um ambiente mais confortável e acessível aos pacientes. A modernização deverá ser concluída ainda neste semestre.


“A expectativa é muito grande para a finalização da reforma, pode ter certeza, porque vai beneficiar muita gente. Imagina o paciente chegar num ambiente como esse, modernizado. O Cridac passa a contar com uma brinquedoteca para as crianças e até a qualidade do atendimento aqui da unidade vai melhorar”, avaliou Suely.

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Saiba mais sobre o Cridac

O Cridac comemorou, em julho de 2025, 49 anos de atendimento especializado às pessoas com deficiência. Na unidade, os pacientes passam por avaliação da equipe multiprofissional, que conta com fisioterapeuta, psicólogo, ortopedista, fonaudiólogo e assistente social.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Perícia ambiental da Politec auxilia na solução de crimes e na responsabilização de infratores

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Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.

A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.

Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.

“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.

Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.

“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.

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Principais ocorrências

Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.

Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.

Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.

Tecnologia como aliada

O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.

Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.

“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.

Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.

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A importância da prova técnica

Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.

“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.

Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.

Impactos para sociedade

Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.

As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.

E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.

Fonte: Governo MT – MT

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