Agro News

Greve de caminhoneiros tem baixa adesão e não causa bloqueios nas rodovias federais

Publicado

Sem engajamento, mobilização não afeta o tráfego

A greve nacional convocada por parte dos caminhoneiros para esta quinta-feira (4/12) não afetou o fluxo de veículos nas rodovias federais. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), até as 8h da manhã não havia registro de bloqueios ou interdições em trechos sob sua responsabilidade — inclusive nas regiões do Distrito Federal e entorno, historicamente sensíveis a paralisações.

Falta de adesão mesmo nos estados mais visados

O movimento, que tinha como foco principal a Região Sudeste e especialmente o estado de São Paulo, não teve adesão significativa nem mesmo nos locais tradicionalmente mais mobilizados. Não houve notificações formais de bloqueios em nenhuma parte do país, o que reforça o baixo engajamento da categoria na manifestação desta quinta.

Reivindicações seguem, mas sem pressão nas estradas

Segundo representantes da categoria, como o senhor Francisco Burgardt, do sindicato Sindicam-SP (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Ourinhos), o protesto foi protocolado corretamente junto ao governo federal no início da semana. As demandas incluem a criação de um modelo de estabilidade contratual para caminhoneiros autônomos, a revisão do marco regulatório para o transporte rodoviário de cargas e o reconhecimento da aposentadoria especial após 25 anos de trabalho, desde que comprovados por documentos fiscais ou contribuições.

Leia mais:  Vendas de Natal crescem 1,01% em 2025 e impulsionam o varejo, aponta Getnet

Apesar do planejamento formal, a ausência de adesão expressiva impediu qualquer paralisação efetiva — o que reduz o impacto imediato das reivindicações sobre o tráfego e a logística no país.

O que motivou o recuo dos caminhoneiros

Fontes ouvidas pela reportagem indicam que a falta de mobilização pode estar relacionada à incerteza sobre a resposta governamental, aos riscos financeiros envolvidos na paralisação e à dispersão de grupos que inicialmente aderiram ao movimento. Essa combinação resultou em um engajamento insuficiente para forçar bloqueios de estradas, deixando a mobilização com efeito praticamente nulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

Publicado

O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

Leia mais:  Ministro Carlos Fávaro integra comitiva presidencial em missão oficial à Malásia

O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

Leia mais:  Delfinópolis recebe 2º Concurso Regional de Doce de Leite e 1º Circuito Mineiro de Cafeicultura

A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana