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Grupo Agronelli capta R$ 180 milhões em notas comerciais para fortalecer finanças

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O Grupo Agronelli, conglomerado brasileiro com atuação diversificada no agronegócio, concluiu sua primeira emissão de notas comerciais, captando R$ 180 milhões em uma operação estratégica para reestruturação financeira. A iniciativa foi realizada de forma sindicalizada, em parceria com Itaú BBA, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Notas comerciais como alternativa de crédito

As notas comerciais são instrumentos de crédito que permitem às empresas captar recursos diretamente com instituições financeiras, de forma mais ágil e com regras menos complexas que outros títulos do mercado. Para o Grupo Agronelli, a operação possibilitou alongar o prazo médio da dívida, proporcionando maior previsibilidade e fôlego financeiro para planejamento de médio e longo prazo.

O grupo concluiu a emissão em um contexto de crescimento operacional, com faturamento superior a R$ 600 milhões em 2025, registrando crescimento de dois dígitos em relação a 2024.

“Essa operação marca um avanço importante na estratégia financeira do grupo. Ao alongar o perfil do endividamento, ganhamos previsibilidade, equilíbrio e condições mais favoráveis para sustentar o crescimento da companhia”, afirmou César Augusto Pezzotti, CFO do Grupo Agronelli.

Objetivos estratégicos da captação

Além do alongamento da dívida, a operação tem como foco:

  • Reorganização das garantias do grupo;
  • Suporte à expansão das operações;
  • Aprimoramento da governança corporativa;
  • Incremento de investimentos em inovação e eficiência operacional.
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Estrutura de negócios do Grupo Agronelli

O Grupo Agronelli atua em três frentes estratégicas:

  • Agronelli Soluções – Responsável por cerca de 75% do faturamento, com foco no desenvolvimento e fornecimento de condicionadores, corretivos e fertilizantes de solo para o agronegócio.
  • Pecuária de leite e corte – Estratégia de diversificação com aproximadamente 1.600 animais de leite (produção diária de 20 mil litros) e 1.900 animais de corte, distribuídos em fazendas próprias.
  • Envase de água mineral (Porto Real) – Operação que vem se expandindo para diversificar o portfólio de bebidas e fortalecer a presença do grupo no setor.

“A estruturação dessa captação nos permite não apenas reorganizar o passivo, mas também criar bases sólidas para investir em áreas estratégicas, inovação e melhoria contínua da gestão”, destacou Pezzotti.

Reforço da posição financeira

Com a emissão de notas comerciais, o Grupo Agronelli reforça sua capacidade de acessar instrumentos modernos de crédito, garantindo sustentabilidade financeira e condições favoráveis para apoiar seu crescimento estratégico e a adoção das melhores práticas de governança corporativa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feijão carioca dispara em abril com escassez de oferta e estoques mínimos; mercado pode puxar alta do feijão preto

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O mercado brasileiro de feijão encerrou abril com forte valorização, especialmente para o feijão carioca, impulsionado por um cenário de oferta restrita, estoques historicamente baixos e retenção por parte dos produtores. O movimento consolidou um viés altista consistente ao longo do mês, com reflexos diretos nas cotações e na dinâmica de consumo.

Oferta enxuta sustenta alta do feijão carioca

O principal fator de sustentação do mercado foi o aperto na oferta. A projeção para a safra 2026/27 indica queda de 5,7% na área plantada, totalizando 2,575 milhões de hectares, enquanto a produção deve recuar 5,5%, para 2,95 milhões de toneladas.

A oferta total deve cair 10,2%, para 3,237 milhões de toneladas, pressionada principalmente pela forte redução dos estoques. O volume inicial encolheu 46,3%, passando de 470 mil para 252 mil toneladas, enquanto o estoque final é estimado em apenas 62 mil toneladas — queda expressiva de 75,4%.

Com isso, a relação estoque/consumo despenca para 2,2%, frente a 8,9% no ciclo anterior, evidenciando um quadro de escassez estrutural que sustenta os preços em patamares elevados.

Produção recua nos principais estados

Nos estados produtores, o cenário reforça a tendência de menor oferta. No Paraná, principal produtor nacional, a primeira safra teve redução superior a 30% na área, enquanto a segunda safra caiu 31%, passando de 348,5 mil para 239,2 mil hectares.

A produção estadual recuou 20%, de 539,5 mil para 434,1 mil toneladas, mesmo com aumento da produtividade média, estimada em 1.815 kg por hectare.

Em Minas Gerais, o excesso de chuvas atrasou o plantio e postergou a entrada mais robusta da segunda safra para a segunda quinzena de maio. Já no Rio Grande do Sul, regiões produtoras registraram produtividade abaixo do potencial, em torno de 1.200 kg por hectare.

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Preços sobem e qualidade ganha prêmio

No mercado físico, a valorização foi expressiva ao longo de abril. O feijão carioca extra, com nota 9 ou superior, saiu da faixa de R$ 365 a R$ 380 por saca CIF São Paulo no início do mês para negociações entre R$ 390 e R$ 395 por saca, com registros pontuais chegando a R$ 400.

No mercado FOB, os preços também avançaram, com negócios no interior de São Paulo entre R$ 384 e R$ 386 por saca, no Noroeste de Minas entre R$ 380 e R$ 382, e no Sul do Paraná entre R$ 336 e R$ 338.

Os lotes de qualidade intermediária ficaram entre R$ 340 e R$ 360 por saca para nota 8,5 e entre R$ 300 e R$ 340 para nota 8, ampliando o spread entre os padrões comerciais e os de maior qualidade.

Esse movimento evidencia uma mudança importante no mercado: além do volume, a qualidade passou a ser fortemente remunerada, refletindo maior seletividade por parte dos compradores.

Feijão preto ainda lento, mas com viés de recuperação

Enquanto o carioca avançou de forma consistente, o mercado de feijão preto apresentou comportamento mais cauteloso durante a maior parte de abril, com baixa liquidez e pressão de oferta, especialmente de estoques remanescentes.

As cotações oscilaram entre R$ 165 e R$ 180 por saca CIF São Paulo para padrões comerciais, enquanto os melhores lotes foram negociados entre R$ 190 e R$ 225 por saca. O ritmo de negócios foi lento, com compradores atuando de forma seletiva e sem urgência na recomposição de estoques.

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Substituição de consumo pode impulsionar o preto

Na reta final do mês, porém, o feijão preto começou a ganhar competitividade diante da forte alta do carioca. Com preços do carioca entre R$ 360 e R$ 390 por saca CIF São Paulo, setores mais sensíveis ao custo passaram a considerar a substituição parcial no consumo.

Esse movimento já é observado em segmentos como refeições coletivas, abastecimento institucional e programas de alimentação popular, o que melhora a percepção de mercado para o feijão preto.

No mercado FOB, os preços reagiram, com referências entre R$ 186 e R$ 188 no interior de São Paulo, R$ 161 a R$ 163 no Sul do Paraná e R$ 163 a R$ 165 no Oeste de Santa Catarina.

Perspectivas para maio

A tendência para o curto prazo é de manutenção do viés firme para o feijão carioca, sustentado pela oferta restrita e pelos baixos estoques. Já o feijão preto pode ganhar tração ao longo de maio, à medida que a substituição de consumo se intensifique.

O mercado segue atento à entrada da segunda safra e ao comportamento da demanda, em um cenário onde a relação entre oferta e consumo continuará sendo determinante para a formação de preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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