Representantes do Grupo Vyas estiveram na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), nesta quinta-feira (13.06), para conhecer as funcionalidades do Vigia Mais MT com objetivo de implementar a tecnologia de videomonitoramento em regiões estratégicas de Cuiabá e interior do estado.
O grupo possui filiais em Cuiabá, Sinop e Tangará da Serra. A empresa trabalha com transporte, logística e também a revenda de produtos Ambev, em cerca de 50 municípios.
Com a assinatura do termo de cooperação, essas regiões serão fortalecidas com a presença de pelo menos 50 câmeras de videomonitoramento voltadas aos estabelecimentos públicos, visando garantir a segurança dos trabalhadores que circulam por essas áreas e também da população em geral.
O diretor do Grupo Vyas, Hélio Arruda enfatizou a importância da integração entre o Estado e a empresa para a melhoria da segurança pública da população.
“É muito bom ter sistemas integrados da empresa com o Estado e trabalhar de forma conjunta. Para nós, como cidadãos, é uma maneira de contribuir com o Estado e ceder o espaço na nossa fachada para colocar câmeras bem localizadas, a fim de fazer as identificações necessárias”.
Além disso, o gerente de Tecnologia da Informação do grupo, César Henrique Lossávaro destacou a qualidade dos dispositivos para a eficiência do trabalho dos servidores que analisam as imagens.
“A qualidade das imagens faz com que a gente consiga subir o nível do trabalho e detectar outros tipos de ocorrência com a inteligência artificial, como os rostos, os perímetros, e com as faixas que não podem ser transpostas. Assim, a gente consegue desenvolver algoritmos para verificarmos isso em uma parceria entre o Poder Público e o privado, ajudando a comunidade como um todo”, afirma.
O superintendente do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e coordenador do Vigia Mais MT, delegado Cláudio Alvarez Sant’Ana, afirma que a parceria com o grupo contribuirá para a repressão de ações criminosas direcionadas a roubos e furtos de cargas e veículos.
“A presença de câmeras de segurança, por si só, já intimida potenciais criminosos, que pensam duas vezes ao saberem que estão sendo filmados. Além da prevenção, esses equipamentos auxiliam na localização de veículos por meio da tecnologia OCR (que faz a leitura de caracteres) e servem como provas em inquéritos policiais”.
O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, afirmou que a adesão de grandes empresas comprova a eficiência e credibilidade do Vigia Mais MT.
“A adesão de grandes empresas como essa é a comprovação que é um programa de credibilidade que se tornou referência no estado e até para outras regiões do pais. A cada dia recebemos novos parceiros e chamamos a atenção para essa parceria importante entre o setor público e o privado”, disse.
Pela Lei 11.766/2022, que criou o programa, além de órgãos dos poderes públicos federal, estadual e municipal, a adesão pode ser feita com entes privados, ou seja, empresas, associações, entre outros. A exigência é a mesma apresentada aos órgãos públicos, ou seja, que as câmeras sejam instaladas para monitorar ruas, avenidas, praças e outros espaços públicos de interesse da segurança coletiva. Entre os entes privados integrados ao Vigia Mais MT estão Amaggi, Grupo Bom Futuro e Magazine Luiza.
A partir da integração com a Segurança Pública, as imagens captadas são compartilhadas, em tempo real, nas telas do Ciosp e em celulares funcionais. Nos telefones, têm acesso à plataforma os policiais e as pessoas autorizadas pelas prefeituras e outras entidades parceiras.
Parceria
Com investimento aproximado de R$ 30 milhões, o Governo do Estado está equipando os 142 municípios com o que há de mais moderno em videomonitoramento. São 15 mil câmeras distribuídas aos municípios de acordo com critérios, como população, área territorial e localização geográfica do ponto de vista das estratégias da segurança pública.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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