Política Nacional

Guarda de pets e revitalização de seringais estão na pauta da CMA

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Projeto que regulamenta a guarda compartilhada de animal de estimação em caso de separação dos tutores está na pauta na Comissão de Meio Ambiente (CMA) na terça-feira (26). O PL 941/2024 é um dos quatro itens da pauta da reunião, marcada para 9h.

De acordo com o texto, se ao fim do casamento ou da união estável o casal não chegar a um acordo sobre a guarda do animal de estimação, caberá ao juiz definir um compartilhamento equilibrado da convivência e das despesas. Para isso, o animal deve ser de ter convivido a maior parte de sua vida com o casal, não apenas com um dos tutores.

O PL 941/2024 foi apresentado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e já foi votado na Câmara em dezembro de 2024. Na CMA do Senado, o projeto tem voto favorável da relatora, Margareth Buzetti (PSD-MT). Em seguida, a matéria será votada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Seringais nativos

Também na pauta da CMA, o PL 4.786/2024 cria a Política Nacional de Revitalização e Diversificação dos Seringais Amazônicos (PNRDSA). Além de revitalizar os seringais nativos, a proposta tem o objetivo de promover o uso diversificado da borracha e de outros recursos naturais da Amazônia, como sementes, fibras e resinas.

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O texto prevê a oferta de cursos técnicos para seringueiros e produtores locais, sobre o manejo sustentável e a industrialização de derivados da borracha, a criação de centros regionais de inovação e desenvolvimento tecnológico voltados para a pesquisa de novos usos da borracha natural e de outras matérias-primas e o fomento à construção de fábricas e cooperativas locais de processamento da borracha. Além disso, está previsto o apoio à implementação de sistemas agroflorestais que integrem a produção de borracha com a recuperação da vegetação nativa.

O projeto é do senador Ségio Petecão (PSD-AC) e tem parecer favorável do senador Beto Faro (PT-PA). Após votação na CMA, o texto seguirá para análise final da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).

Multas ambientais

Consta na pauta da CMA o PL 4.794/2020, da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). O projeto, que conta com relatório favorável de Beto Faro, estabelece novas modalidades de conversão de multa por crime ou infração administrativa ambiental. Pela proposta, a União fica autorizada a criar um fundo privado constituído por recursos provenientes de conversão de multas ambientais.

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Maus-tratos a animais

Também pode ser votado o projeto de lei que endurece a punição para o crime de maus-tratos de animais (PL 519/2021). O texto aumenta para 4 a 16 anos a pena do crime de praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. Do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), a proposta tem relatório favorável da senadora Leila Barros (PSB-DF). 

Caso aprovado, o texto segue para a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Lei fortalece seguro rural e fundo para catástrofes que atinjam a produção

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O apoio financeiro do poder público às empresas de seguro rural passa a ser despesa obrigatória e livre do contingenciamento, entre outras medidas de incentivo ao setor. É o que determina a Lei 15.526, sancionada com vetos nesta terça-feira (29) e publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (30).

A norma busca tirar do papel o chamado “Fundo Catástrofe”, criado em 2010 para socorrer as seguradoras do setor em casos extraordinários de prejuízo às colheitas, mas até hoje inoperante.

O texto teve origem no Projeto de Lei (PL) 2.951/2024, apresentado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). Para ela, a lei dá mais estabilidade para as atividades no campo.

“Um seguro rural mais eficiente ajuda a enfrentar as adversidades, preservar a produção e garantir a continuidade do abastecimento. Quando protegemos quem produz, protegemos também a segurança alimentar de todos os brasileiros”, afirmou a senadora em publicação nas redes sociais nesta quarta.

No Senado, o projeto foi aprovado em 3 de setembro, sob relatoria do senador Jaime Bagattoli (PL-RO), que manteve a maior parte do substitutivo (versão alternativa) dos deputados.

Seguro mais barato

Segundo o texto, as subvenções econômicas concedidas a cada ano serão “limitadas ao montante previsto no projeto de lei orçamentária anual encaminhado pelo Poder Executivo federal ao Congresso Nacional”. 

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Deverá haver articulação com estados e municípios para que estes complementem o auxílio às seguradoras, para baratear o seguro. Em nível federal, o apoio ocorre por meio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Fundo Catástrofe

Ao apresentar o projeto, Tereza Cristina apontou que o Fundo Catástrofe, criado pela Lei Complementar 137, de 2010, não prosperou por falta de regulamentação e de aportes contínuos de recursos. A nova norma permite que o Executivo designe provisoriamente uma instituição existente para organizar o fundo. Além disso, prevê:

  • o fim do limite da contribuição da União ao fundo. Antes, o limite era de R$ 2 bilhões na adesão ao fundo, e R$ 4 bilhões em títulos públicos;
  • o incentivo do investimento de sociedades seguradoras com cotista, que será requisito para obter a subvenção econômica do PSR;
  • contribuição da União por meio de ações de empresas ou imóveis.

O fundo poderá diluir os riscos para empresas resseguradoras ou para o mercado financeiro, por meio de Letra de Risco de Seguros (LRS).

Vetos

O governo federal barrou trecho que explicitava que o setor seria isento de “todos os tributos federais incidentes, direta ou indiretamente, sobre o seguro rural”. Para o Poder Executivo, a medida diminuiria a arrecadação federal sem obedecer a legislação fiscal, que exige estudo do impacto orçamentário e medidas de compensação.

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Conforme o rito legislativo, os parlamentares ainda deverão decidir se derrubam ou mantêm o veto.

Empréstimos

Os produtores que possuem seguro rural terão prioridade nas linhas de crédito criadas pelo governo para prorrogar ou renegociar dívidas. Agora o poder público poderá exigir a contratação de seguro rural como condição para acesso ao crédito de custeio agropecuário. A exigência era proibida pela Lei 10.823, de 2003 (Lei do Seguro Rural).

Para o relator Bagattoli, os tomadores de empréstimo terão mais segurança para usar o contrato de seguro como garantia de que honrarão as parcelas. O banco ainda poderá exigir as indenizações da seguradora, caso ocorra um sinistro, como a perda da lavoura. Isso poderá diminuir os juros dos financiamentos e torná-los mais acessíveis, na avaliação do senador.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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