Saúde

Guias reúnem orientações para uso e gestão de equipamentos nas unidades básicas de saúde

Publicado

Equipamentos como ultrassons portáteis, balanças digitais, desfibriladores externos automáticos (DEA) e aparelhos de raios X portátil ajudam no diagnóstico e acompanhamento dos usuários nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para que esses recursos sejam utilizados de forma segura dois novos guias técnicos reúnem orientações direcionadas tanto aos profissionais que utilizam esses equipamentos quanto aos gestores responsáveis pela organização dos serviços.

As publicações foram organizadas em duas versões complementares. A primeira, o Guia Prático: equipamentos clínicos e gerais – versão profissional é destinada aos profissionais da atenção primária e apresenta instruções detalhadas sobre indicação clínica, formas de utilização, cuidados de conservação e registro das informações no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS). A segunda, o Guia Prático : equipamentos clínicos e gerais – versão gestão,  reúne orientações para administradores municipais e coordenadores de unidades de saúde sobre recebimento, instalação, manutenção, cadastro e monitoramento dos equipamentos ao longo de sua vida útil.

A proposta dos materiais é apoiar a organização do trabalho nas equipes e contribuir para que as tecnologias disponíveis nas unidades sejam incorporadas à rotina assistencial. 

Leia mais:  Ministério da Saúde inicia projeto de ampliação do rastreamento de câncer do colo do útero e mama nas regiões Norte e Nordeste do Brasil

Foram previstos 170 mil equipamentos, organizados em 10 mil combos destinados a 10 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS). A composição dos equipamentos considera informações do Censo Nacional das UBS, realizado em 2024, que mapeou a capacidade instalada, os serviços ofertados e as condições de funcionamento das unidades. 

Orientações para quem está na assistência

O guia voltado aos profissionais reúne recomendações para equipamentos utilizados no cotidiano da APS. Cada capítulo apresenta a finalidade do equipamento, as situações em que seu uso é indicado, orientações para posicionamento do paciente, medidas de segurança, formas corretas de registro no prontuário eletrônico e procedimentos de limpeza e conservação.

Um exemplo é o aparelho de raios X portátil, indicado especialmente para atendimentos domiciliares, instituições de longa permanência e localidades remotas ou de difícil acesso. O documento orienta que sua utilização seja restrita a profissionais habilitados, observando medidas de proteção radiológica e registrando todas as solicitações e exames realizados no prontuário eletrônico.

Gestão vai além da entrega dos equipamentos

A publicação destinada aos gestores dá recomendações para que as equipes verifiquem previamente as condições da infraestrutura física da unidade para recebimento dos equipamentos. Também orienta a definição de responsáveis pelo patrimônio, pela manutenção, pela infraestrutura tecnológica e pelo uso clínico dos aparelhos.

Leia mais:  Ministério da Saúde cria Coordenação Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde

Outro aspecto abordado é a necessidade de incorporação patrimonial, cadastramento dos equipamentos nos sistemas oficiais, como o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, elaboração de protocolos locais de utilização, planejamento da manutenção preventiva e realização de treinamentos periódicos para as equipes. Segundo o guia, essas medidas ajudam a reduzir os períodos de ociosidade dos equipamentos, evitar interrupções nos atendimentos e prolongar a vida útil das tecnologias incorporadas às UBS.

Tenha acesso aos materiais:

Boas práticas na Atenção Primária à Saúde : guia prático : equipamentos clínicos e gerais : versão profissional 

Boas práticas na Atenção Primária à Saúde : guia prático de equipamentos clínicos e gerais na Atenção Primária à Saúde : versão gestão  

Thaís Rodrigues
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

No 64º COBEM, Ministério da Saúde aponta diretrizes para formação dos profissionais de medicina para o SUS

Publicado

Com o tema Diretrizes da Educação Médica: Avaliação e Qualidade a Serviço de Toda a Sociedade, o 64º Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM) reuniu, de 17 a 20 de setembro, em Porto Alegre, representantes de instituições de ensino, gestores, docentes, estudantes e profissionais de todo o Brasil para discutir os desafios e as perspectivas da formação médica no país. O encontro é conhecido como um espaço estratégico para impulsionar a inovação curricular da área.

Nos quatro dias de evento, representantes da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES), destacaram que as diretrizes curriculares da medicina devem enfatizar a atenção primária, a saúde da família e a preceptoria de qualidade, integrando a prática médica cotidiana à rede pública desde os primeiros anos da graduação. Essa consolidação exige a coordenação permanente entre o Ministério da Saúde (MS), o Ministério da Educação (MEC) e as instituições de ensino, garantindo rigor na avaliação dos cursos e barrando as formações precarizadas.

No primeiro dia do evento, o secretário da SGTES, Felipe Proenço, integrou a mesa Formação Médica e Desenvolvimento da Força de Trabalho para os Sistemas de Saúde. O debate abordou a relação entre a formação dos profissionais médicos e as prioridades dos sistemas de saúde, destacando a importância de políticas articuladas para qualificar a força de trabalho e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia mais:  Ministério da Saúde apresenta estratégia sobre Rede Nacional de Dados em Saúde

“A formação médica precisa estar conectada às necessidades concretas da população e dos sistemas de saúde. É fundamental aproximar a educação médica das demandas do SUS, fortalecendo uma formação comprometida com a integralidade do cuidado e com a realidade dos diferentes territórios”, destacou Proenço.

Instituições unidas pela educação médica

Ainda no primeiro dia do congresso, o secretário da SGTES participou da abertura oficial do evento, representando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O diálogo entre as instituições de ensino e de saúde é uma ferramenta de extrema relevância e que precisa ser cada vez mais utilizada. A aproximação entre os Ministérios da Saúde e da Educação com as entidades, que atuam no ensino médico, é fundamental para alinharmos as políticas públicas às necessidades reais das duas áreas”, explicou.

O trabalho em conjunto do MS, do MEC, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM) e outras instituições, contribuem para a construção de estratégias que aproximem a formação profissional das expectativas da sociedade e dos desafios enfrentados pelo SUS. Essa articulação intersetorial viabiliza diretrizes mais sólidas para qualificar o ensino médico e fortalecer a rede pública de saúde.

Fortalecimento da rede hospitalar 

No dia 18 de setembro, a programação contou com a conferência Rede Hospitalar de Ensino no Brasil: Desafios e Perspectivas. A atividade teve como conferencista a coordenadora-geral de Integração Ensino-Serviço-Comunidade da SGTES, Emille Cordeiro, que abordou o papel da rede hospitalar de ensino na formação de profissionais de saúde e os desafios para o seu fortalecimento no país.

Leia mais:  Brasil registra 57% de amamentação exclusiva entre bebês de até seis meses acompanhados na Atenção Primária de Saúde do SUS

Para Emille, a rede hospitalar de ensino tem um papel estratégico na formação dos profissionais de saúde, na produção de conhecimento e na qualificação do cuidado ofertado à população. “Fortalecer essa rede significa aproximar cada vez mais os processos de ensino, pesquisa, gestão e assistência, considerando as demandas do SUS e as especificidades de cada território”, pontuou.

Mais contribuições da SGTES 

Também no dia 18, a SGTES/MS participou da mesa Especializações: Todos os Caminhos Levam ao (Mesmo) RQE? A atividade colocou em debate aspectos relacionados à formação especializada e ao Registro de Qualificação de Especialista (RQE), contribuindo para a reflexão sobre os diferentes percursos de qualificação profissional e seus impactos na organização da formação médica.

Já no sábado, 19 de setembro, a agenda da secretaria teve continuidade com a mesa Política Nacional de Residências em Saúde: O que Construímos, Implementamos e para Onde Vamos. Representantes da Coordenação-Geral de Residências em Saúde da SGTES discutiram a trajetória da política, suas iniciativas e os próximos desafios para a formação em serviço de profissionais de saúde.

Victor Almeida
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana