Havaí: 10 passeios na capital Honolulu e arredores
De casais em lua de mel a turistas em busca de cenários paradisíacos – vide a primeira temporada da série The White Lotus, que tem um pouco de ambos perfis –, o Havaí tem um cardápio de paisagens naturais que tornam o conjunto de suas quatro ilhas habitadas um destino dos sonhos. Na ilha de Oahu, a mais populosa delas, a capital Honolulu tem passeios para três ou quatro dias, mas quem deseja ter uma viagem com mais tranquilidade e tempo para curtir as praias deve passar no mínimo uma semana na ilha de O’ahu, que abriga a capital.
Confira 10 lugares imperdíveis na capital havaiana e seus arredores.
1. Praia de Waikiki
Na porção sul da costa da ilha de O’ahu, Waikiki é uma das praias mais conhecidas do mundo. As águas calmas atraem tanto quem busca um dia de tranquilidade na praia quanto quem quer aprender a surfar sem o risco de tomar grandes caldos.
Vista aérea de Waikiki Zekai Wu/Unsplash
Um dos mais famosos surfistas do Havaí, Duke Kahanamoku, ganhou uma estátua em Waikiki para simbolizar o ponto onde ele aprendeu a usar a prancha. Na orla, ficam vários hotéis e resorts de luxo e também restaurantes. Dá para reservar um dia de passeio apenas para Waikiki.
2. Zoológico e aquário
O Zoológico de Honolulu fica a alguns minutos de caminhada da praia de Waikiki. Aberto diariamente das 10h às 15h, o zoológico cobra US$ 21 de entrada. Crianças e adultos podem se encantar ao ver espécies locais – algumas, ameaçadas de extinção e preservadas pelo programa de conservação natural do zoo.
Zoológico de Honolulu Robert Linsdell/CC BY 2.0/Wikimedia Commons
Ainda na orla da praia, o Aquário de Waikiki é outra opção de passeio para toda a família: dá para ver focas, tartarugas e uma variedade de peixes. O ingresso custa dólares e o Aquário fica aberto das 9h às 16h30.
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3. Diamond Head
Um dos cartões-postais do Havaí é a cratera Diamond Head , também chamada de Le’ahi. A estrutura rochosa foi formada pela explosão de um vulcão há cerca de 300 mil anos. Para uma vista panorâmica de Honolulu, uma trilha de menos de 2km leva até o cume de Diamond Head, com uma elevação de 171 metros.
Farol visto a partir de Diamond Head Walter Martin/Unsplash
Apesar da curta distância, a trilha leva cerca de 2 horas por conta dos trechos íngremes. Mesmo assim, não é preciso ter experiência em caminhada ou escalada para incluir o passeio no roteiro e tirar belas fotos.
Para um dia de compras, o destino da viagem é o Ala Moana Center, maior shopping ao ar livre do Havaí. Fica a alguns minutos de Waikiki e reúne mais de 290 lojas, entre grifes e marcas locais. Também há opções de restaurantes e cafés.
Ala Moana Center ao entardecer Ala Moana Center/Divulgação
O shopping fica aberto das 9h30 às 21h de segunda-feira a sábado, e das 10h às 19h aos domingos.
5. Hanauma Bay
Se você deseja conhecer o fundo do mar havaiano, o parque natural da baía de Hanauma é o local certo. A baía fica na parte sudeste da ilha e se formou dentro de um cone vulcânico, o que garante um mar tranquilo e faz de Hanauma o ponto ideal para mergulhos com snorkel – a praia é uma das favoritas de Barack Obama, nascido na ilha.
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Baía de Hanauma Amanda Phung/Unsplash
Visitantes podem ver diversas espécies de animais marinhos, entre peixes, corais e golfinhos. Se você for sortudo, pode ver o Humuhumunukunukuapua’a , peixe símbolo do Havaí. Custa US$ 25 para entrar no parque, que fica aberto de quarta-feira a domingo, das 6h45 às 16h. Equipamentos de mergulho podem ser alugados no local.
6. Palácio Iolani
Construído em 1882, o Palácio Iolani era a residência oficial dos monarcas do Havaí. É a única casa real em território estadunidense. É possível visitar o palácio e conhecer parte da história do Havaí por cerca de US$ 30.
É preciso reservar o tour com antecedência. Depois da queda da monarquia, o palácio foi restaurado para preservar a mobília da época da realeza.
7. Praias de North Shore
Como o próprio nome diz, a parte norte da ilha da O’ahu conta com algumas das praias mais desejadas pelos surfistas. As praias de Waimea, Hale’iwa e Ke Waena são alguns dos pontos preferidos de surfistas devido às ondas de grandes proporções que se formam na costa de novembro a fevereiro.
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Praia de Waimea é opção para o surfe Hector John Periquin/Unsplash
Para famílias, a Sunset Beach e Chun’s Reef são locais mais amigáveis para nadar.
8. Centro Cultural Polinésio
Não dá para ir ao Havaí e não participar de ao menos um luau no final da tarde. A experiência tradicional da ilha, que inclui um jantar típico e apresentações de hula, pode ser realizada em vários resorts.
A dica é o Polynesian Cultural Center , que oferece pacotes para uma imersão na cultura local. Por cerca de US$ 200, é possível agendar um passeio que inclui um tour por seis vilarejos havaianos, um jantar e apresentações de dança e música.
Para os aventureiros, a trilha que leva até o farol de Makapu’u oferece uma vista do Oceano Pacífico e, nos meses de inverno, permite até avistar baleias nadando pela costa. A trilha é íngreme e não há sombra, melhor ir cedo.
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Farol de Makapu’u little plant/Unsplash
O farol foi construído em 1909 em um penhasco de cerca de 180 metros de altura. A entrada da trilha fica a 15 minutos de carro da baía de Hanauma, um ‘combo’ perfeito
10. Pearl Harbor
Interessados em história podem querer incluir o porto de Pearl Harbor no roteiro. O ponto atacado durante a Segunda Guerra Mundial, que serviu de estopim para os Estados Unidos entrarem no conflito, fica em uma região conurbada com Honolulu.
Pearl Harbor tem memorial recordando ataque sofrido nos anos 1940 Casey Horner/Unsplash
O local se tornou um museu dedicado aos acontecimentos do ataque. Dá para caminhar pelo hangar de aviões preservado e ver os resquícios do navio USS Arizona. A visita ao Memorial Nacional de Pearl Harbor é gratuita, mas vale fazer uma reserva com antecedência para garantir a vaga no tour.
Como chegar ao Havaí?
Partindo do Brasil, é preciso fazer uma conexão nos Estados Unidos continental. O mais comum é fazer uma parada em Los Angeles, mas também há voos partindo de Nova York, Atlanta, Houston e Dallas; simule aqui.
Vale lembrar que, como é parte dos Estados Unidos, o Havaí requer o visto americano para entrada de turistas. Há aeroportos em diferentes ilhas do Havaí, mas para visitar a capital Honolulu, o destino deve ser a ilha de O’ahu.
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Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).
O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.
O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.
Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).
Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.
Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.
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