Cidades
Hepatite Viral: Simpósio se torna referência por reunir técnica acadêmica e prática ambulatorial
Publicado
28 de julho de 2025, 12:00
“Muito positiva a realização do 1ª Simpósio de Conscientização sobre Hepatites Virais, na região do Teles Pires. É uma região promissora, pois temos bastantes casos de hepatite. É muito louvável a realização desse evento, porque traz visibilidade às problemáticas das hepatites a nível de região, o que acaba refletindo, também, a nível estadual. Então é uma iniciativa louvável que reúne academia e serviço, andando juntas, em prol do combate às hepatites virais, conscientização e combate, nesse julho amarelo”, comentou.
O médico especialista, Walter Esteves, coordenador do SAE de Sinop, foi um dos palestrante do dia e e idealizador do evento. Ele compartilha que o simpósio é uma necessidade regional e que busca simplificar a transmissão de informação para os profissionais da região do Vale do Teles Pires, que precisam lidar dia após dia com essa infecção.
“Como a hepatite viral ainda é um problema de saúde pública, é preciso focar na prevenção e controle dessa infecção, por isso pensamos no simpósio. Para ampliar a informação sobre ele, para que os profissionais tenham mais informações e mais acesso às possibilidades de fazer o diagnóstico e de fazer o tratamento”, disse.
Esteves complementa ainda que o simpósio servirá como banco de dados, fonte de pesquisa, para ajudar o município a traçar planos para alcance, dignóstico e tratamento de pacientes acometidos pela doença. “Aqui temos profissionais da Secretaria de Saúde de Sinop, nos trazendo dados epidemiológicos, para que possamos traçar metas para conseguir reduzir a infecção e controlar aqueles pacientes que já estão infectados, dando o tratamento adequado e oportuno”, explicou.
Maiara Musskopf é médica gastroenterologista e professora do curso de medicina da UFMT e, palestrou no evento com tema focado no diagnóstico e rastreamento das hepatites virais, demonstrando a efetividade e necessidade da ampliação das testagens, no combate da infecção. Para ela, o evento só tem a contribuir com a pesquisa sobre o tema e a melhoria do tratamento para população.
“Toda vez que nós associamos a parte universitária ou acadêmica, junto com a secretaria de saúde , o SAE, isso engrandece e enriquece a possibilidade de a gente discutir com a população, a possibilidade de discutir, principalmente, com os profissionais de saúde para entender sobre esse tema tão importante que é uma doença silenciosa”, explanou.
Como presidente da Lagh e acadêmico do curso de medicina, Ricardo Pereira comemora a realização do evento. Para ele é uma conquista para Sinop e região sediar um evento de tamanha importância no âmbito acadêmico e ambulatorial.
“É um prazer para nós da Lagh fazer essa parceria com a Prefeitura de Sinop, porque foram duas frentes que se uniram. A frente técnica e a frente acadêmica, conseguindo, juntas, realizar esse evento que é muito importante, tanto para nós alunos, no quesito conhecimento, como para os profissionais no quesito aperfeiçoamento. Com esse evento a gente conseguiu trazer todo o conhecimento técnico acadêmico de nossos professores, somado ao apoio da equipe do SAE, com profissionais que trazem e compartilham a prática, para esse tema tão significativo para o Vale o Teles Pires”, disse.
Gustavo Yamazaki, estudante do curso de medicina da UFMT, ressalta que o simpósio serviu para esclarecer aos alunos, temas relacionados à hepatite viral, que nem sempre é possível acessar dentro da sala de aula, com as literaturas disponíveis, o que tornou o evento enriquecedor para os alunos que estão em formação.
“Este simpósio está sendo muito proveitoso. Os professores são muito entendidos do assunto e dão o tema de uma forma muito clara, muito objetiva, o que nos promove um grande aprendizado, haja visto que é um tema importante nacional e internacionalmente. As palestras elucidaram muito sobre tema, assuntos que muitas vezes não conseguimos alcançar na teoria, dentro da faculdade, aqui é a prática”, expressou ele.
O evento é a primeira edição e reuniu profissionais da rede municipal e estadual de Saúde, profissionais da iniciativa privada de saúde, docentes de medicina e acadêmicos também da área da saúde. O simpósio aconteceu durante todo o dia desta sexta-feira (25), na Unemat, campus Sinop.
Fonte: Prefeitura de Sinop – MT
Várzea Grande
Várzea Grande realizada mais uma etapa do mutirão e 800 pacientes sairão da fila de espera
Publicado
25 de maio de 2026, 20:59
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou hoje (25) e segue até o dia 29 de maio com mais uma etapa do mutirão de cirurgias oftalmológicas, voltado especialmente para casos de pterígio e catarata (faco). Cerca de 800 pacientes deverão ser atendidos e retirados da fila de espera pelos procedimentos.
Conforme levantamento da Superintendência de Avaliação, Controle e Regulação, nesta etapa do programa Fila Zero serão realizadas 177 cirurgias de catarata e 642 de pterígio.
Como explica a secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, os pacientes já estão regulados pelo Município e aguardavam pelos procedimentos. “Eles passarão por consulta médica de avaliação e já sairão com a cirurgia agendada. Há pacientes que inclusive já estão realizando as cirurgias. Todos os atendimentos serão feitos na rede privada credenciada ao Sistema Único de Saúde de Várzea Grande e ao programa Fila Zero”, afirmou.
Os parceiros credenciados da rede privada estão entrando em contato com os pacientes para agendar as datas dos procedimentos. Algumas unidades, inclusive, estão realizando cirurgias aos sábados. No último sábado (23), por exemplo, foram realizadas 62 cirurgias em pacientes que foram prontamente localizados pelas empresas.
“É uma ação com o objetivo de ampliar o acesso da população a procedimentos específicos, reduzindo a fila e as demandas reprimidas”, reforçou Valéria. A maior parte dos 800 pacientes está na fila de espera há menos de um ano, sendo pacientes cadastrados entre 2025 e 2026.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), destacou que a adesão ao programa estadual Fila Zero foi uma das primeiras medidas adotadas por sua gestão, há pouco mais de um ano, e ressaltou os resultados positivos da iniciativa.
“Foi a primeira vez que Várzea Grande aderiu ao Fila Zero, e esse programa ajudou muito no atendimento de pacientes que até o ano passado aguardavam há dois, três, cinco e até dez anos por cirurgias. No caso desta ação específica, voltada à saúde ocular da população, estamos ofertando procedimentos relativamente simples, mas que trazem enorme qualidade de vida para quem precisa. Poder enxergar de forma nítida não tem preço. Nossa meta é garantir dignidade, independência e qualidade de vida aos várzea-grandenses. A cirurgia de catarata é simples, mas transforma vidas”, declarou a prefeita.
CATARATA E PTERÍGIO – A principal diferença entre as duas condições está na localização do problema no olho.
O pterígio é o crescimento de uma membrana, conhecida popularmente como “carninha”, na parte branca do olho, avançando em direção à córnea. Trata-se de uma alteração na superfície externa do olho.
Já a catarata é uma alteração interna. Ela ocorre quando o cristalino, lente natural do olho, torna-se opaco, deixando a visão embaçada, como se a pessoa estivesse olhando através de um vidro sujo.
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