Ministério Público MT

Homem é condenado a 18 anos de reclusão por feminicídio de esposa

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Dione Marcos Luna Lovo foi condenado nesta sexta-feira (17), em Aripuanã (a 1.002 km de Cuiabá), a 18 anos de reclusão e ao pagamento de 10 dias-multa pelo homicídio qualificado da esposa, Daiane Pacífico da Silva, e por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi julgado pelo Tribunal do Júri da comarca, nesta sexta-feira (17).O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado com o uso de meio que dificultou a defesa da vítima e em razão da condição de sexo feminino, caracterizando o feminicídio. O condenado iniciará o cumprimento da pena em regime fechado e não poderá recorrer da sentença em liberdade. Conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o crime ocorreu em junho de 2024, em uma estrada rural no Distrito de Conselvan. Na ocasião, o casal havia passado o dia confraternizando com amigos em uma propriedade vizinha, onde consumiram bebida alcoólica. No fim do dia, a vítima pediu ao denunciado que retornassem para casa, já que ele apresentava sinais evidentes de embriaguez, como fala desconexa e dificuldade para se equilibrar.Eles deixaram o local em uma motocicleta conduzida por Daiane, acompanhados dos amigos Ronaldo e Jaqueline, que seguiam em outra moto. Desde a saída do sítio, Dione portava uma arma de fogo na cintura e chegou a realizar disparos durante o trajeto, o que levou o casal de amigos a ultrapassá-los por receio.Logo após, a vítima e o acusado caíram da motocicleta. Em seguida, o Dione apontou a arma para o rosto de Daiane, encostando-a em seu nariz, e efetuou um disparo, causando sua morte.Processo 1001422-03.2024.8.11.0088.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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