Mato Grosso

Hospital Central faz primeira cirurgia robótica pelo SUS em Mato Grosso

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O Hospital Central de Alta Complexidade do Estado, unidade do Governo de Mato Grosso administrada pelo Einstein, realiza nesta quarta-feira (11.2) a primeira cirurgia robótica do Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso. Além dessa, serão realizados outros 13 procedimentos cirúrgicos nesta semana, em pacientes adultos e crianças.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou o ineditismo da ação. “Além de ser a primeira cirurgia robótica pelo SUS em Mato Grosso, é também uma das primeiras cirurgias deste emblemático hospital, projeto que ficou abandonado por 34 anos em Cuiabá, mas que foi retomado e entregue pela atual gestão do Governo do Estado. É emocionante e histórico ver o Hospital Central iniciar as cirurgias com um procedimento também inédito no SUS do nosso estado. Quem ganha é a população”, avalia.

A cirurgia robótica será uma prostatectomia para remoção total da próstata, para tratamento de câncer. De acordo com o urologista e cirurgião robótico Fernando Leão, do Einstein Hospital Israelita, organização gestora do Hospital Central, esse tipo de intervenção apresenta diversos benefícios para os pacientes, assim como para os médicos.

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“Usando o robô, o cirurgião atua de forma mais precisa, o que minimiza os efeitos da cirurgia para o paciente. Além disso, o médico tem seu campo de visão ampliado em até dez vezes e ganha mais amplitude de movimentos devido à pinça robótica flexível”, explica Leão, que se tornou cirurgião robótico pelo Programa de Robótica do Einstein.

Além dele, pelo menos seis outros profissionais (anestesiologistas, instrumentadores, enfermeiros e técnicos de enfermagem) participam do primeiro procedimento cirúrgico a utilizar robótica no SUS de Mato Grosso.

O início das cirurgias é um importante marco na história do Hospital Central, que começou a atender em 19 de janeiro de 2026. O atendimento está sendo feito por fases, iniciando com pediatria, urologia, ortopedia e cardiologia. Gradativamente, a unidade está ampliando tanto a oferta de especialidades médicas quanto a de tipos de procedimentos.

“Agora, ampliamos o cuidado aos pacientes em todas as etapas: atendimento ambulatorial, diagnóstico e cirurgia”, explica a diretora hospitalar da unidade, Alessandra Bokor.

A previsão é de que, ainda no primeiro semestre, o hospital atinja a capacidade plena, abrangendo especialidades como cirurgia geral e do aparelho digestivo, ginecologia, mastologia, cardiologia, cirurgia vascular, neurocirurgia, onco-ortopedia e cirurgia cardiovascular.

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“Estamos trazendo para Mato Grosso toda a expertise em cirurgia robótica do Einstein. Com a robótica, a prática médica ganha mais precisão nas cirurgias, porque o cirurgião tem uma visualização melhor de tecidos e mais controle dos movimentos. Com isso, diminui o risco de complicações e o paciente tem o período de recuperação reduzido”, conclui Alessandra Bokor.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Politec conclui que incêndio em prédio da prefeitura não teve origem criminosa

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.


Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

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“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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Fonte: Governo MT – MT

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