Cuiabá

Hospital Municipal de Cuiabá passa a contar com leitos psiquiátricos

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, entregou na quinta-feira (25) seis leitos exclusivos para pacientes psiquiátricos no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). A medida, inédita em hospital geral do município e aguardada há 20 anos, representa um marco na rede de saúde da capital.

A iniciativa se alinha às diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental, que orienta a oferta de cuidados em liberdade e em serviços de base comunitária, com suporte hospitalar apenas em casos de crise.

A cerimônia contou com a presença da secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona; do promotor de Justiça que atua na defesa da Saúde em Cuiabá, Milton Mattos da Silveira Neto, do deputado estadual Carlos Avallone e da vereadora Maria Avallone.

“É muito bom ver esse resultado em tão pouco tempo. Em apenas 60 dias de gestão da secretária Danielle já temos uma grande evolução na saúde mental. Parabéns à Secretaria de Saúde e à Prefeitura de Cuiabá. Que possamos seguir avançando e lutando por uma saúde cada vez melhor para nossa cidade”, destacou o promotor Milton Mattos da Silveira Neto.

A criação de leitos psiquiátricos em hospital geral é uma das estratégias previstas pela Portaria nº 3.088/2011 do Ministério da Saúde, que institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Esses leitos têm caráter de curta permanência e servem para estabilização em situações de crise, funcionando como retaguarda para a rede de atenção.

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No HMC, os seis leitos, sendo três femininos e três masculinos, estão destinados a pacientes regulados, encaminhados por meio do SAMU, Corpo de Bombeiros ou CIOSP. Antes de chegar ao hospital, o paciente em crise passa por atendimento em Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebe avaliação inicial e estabilização clínica com apoio da equipe de saúde mental. Apenas quando essas alternativas não são suficientes, ele é transferido para internação no hospital geral.

Segundo a secretária de Saúde, Danielle Carmona, o grande diferencial desse modelo é a integração com os demais pontos da RAPS, que inclui Atenção Básica, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), UPAs e serviços residenciais terapêuticos.

“O paciente em sofrimento mental precisa ser acompanhado em toda a rede. Primeiro, ele passa pela Atenção Básica, depois pode ser encaminhado ao CAPS ou estabilizado na UPA. Somente quando todas as alternativas são esgotadas, ele chega ao leito psiquiátrico do hospital geral, onde recebe estabilização. Mas o cuidado não se encerra aqui: ele continua sendo acompanhado pela rede, em um modelo de cuidado em liberdade”, explicou.

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Essa lógica evita internações prolongadas em hospitais psiquiátricos especializados, como o Adauto Botelho, fortalecendo a diretriz do SUS de substituir o modelo manicomial por práticas territoriais, comunitárias e humanizadas.

A implantação dos leitos no HMC deve ampliar significativamente a capacidade de resposta da rede municipal em situações de crise psiquiátrica. O impacto esperado é a redução da superlotação em hospitais especializados, o encaminhamento mais ágil de pacientes em crise, além da maior integração entre os serviços da RAPS.

Com isso, Cuiabá passa a oferecer um modelo mais resolutivo de atenção, que não apenas garante suporte hospitalar em casos graves, mas também assegura a continuidade do cuidado no território, reduzindo reinternações e fortalecendo a articulação entre saúde mental, atenção básica e atenção especializada.

A diretora de Saúde Mental do município, Raina da Silva, reforçou que a habilitação dos seis leitos adultos é apenas o início de uma estratégia mais ampla para a capital.

“Já estamos trabalhando para habilitar seis leitos infantis no Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, garantindo atenção também às crianças e adolescentes em sofrimento psíquico”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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